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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Campinarte Pesquisa / A religião e a política

Muitos acham que a religião devia procurar ajudar. Acham que a religião representa a Deus, e acreditam — com toda razão — que, para se resolver os problemas do homem, é necessário mais do que o conhecimento humano. Oram pedindo ajuda, mas não têm certeza de como Deus os ajudará. Acham, talvez, que compete a eles fazer algo. Por isso, gostam de ver “gente religiosa” envolver-se na política para introduzir o elemento “religiosidade” no governo. Ministros, sacerdotes e pessoas ligadas à religião estão cada vez mais ativos na política.
Muitos concordam, mas vêem com consternação as decadentes normas de moral, o aumento do crime, o declínio econômico, as tensões internacionais, a pobreza, a fome e a crescente descrença em volta da terra - Detalhe: apesar da participação de muitos religiosos na política.
Relatos de corrupção e fraude têm enfraquecido a confiança das pessoas no governo a ponto de concordarem com o pensamento de que o sistema político inteiro tornou-se corrupto e imoral, apesar da participação, principalmente, de muitos políticos tanto do legislativo quanto do executivo que se apresentam como evangélicos.
Algumas religiões mantêm pessoas para procurarem influenciar legisladores. O que esperam realizar? Sentem que tem muita influência a longo prazo quanto às atitudes morais que fixam as diretrizes políticas. Estão convencidos que devem dizer ao governo qual o caminho a seguir.
Tais influenciadores agiram durante muito tempo de maneira bem discreta. Um fenômeno mais recente — e muito menos discreto — tem sido o aparecimento de grupos de interesse especial, organizados por fundamentalistas protestantes. Tais grupos têm-se manifestado vigorosamente inclusive em assuntos internacionais. Os políticos aprenderam a não subestimar sua influência. Muitos parlamentares que apoiavam programas impopulares segundo esses grupos não foram reeleitos.
Por outro lado, alguns ministros ordenados tentam obter cargos eletivos no governo. Entretanto, recente cabeçalho de jornal exemplificou o que talvez seja o máximo em envolvimento político: “Sacerdotes largam paróquias e se juntam à rebelião.” O artigo falava sobre quatro sacerdotes católicos que se juntaram a uma guerrilha comunista. Tal envolvimento ativo em movimentos radicais é bem comum, mas um preço alto tem sido pago. Na América Latina, isso levou à matança, ao rapto ou ao exílio de cerca de 850 sacerdotes, freiras e leigos nos anos 70.
Como encara você tal atividade política da parte de líderes religiosos? Elogiaria isso? Ou está em dúvida?
Veja um pouco do que a influência religiosa foi capaz de realizar:
* Em 1095, o Papa Urbano II lançou um apelo para que os exércitos ocidentais ‘fossem ajudar seus irmãos no Oriente cristão’, contra os turcos. O resultado foi a primeira Cruzada e o movimento de Cruzadas, que, durante dois séculos, resultou em muito derramamento de sangue.
* No século 12, o Papa Adriano IV concedeu oficialmente o país da Irlanda ao rei inglês, Henrique II, validando assim (aos olhos dos fiéis) a posse inglesa daquele país.
* Em 1524, os camponeses da Alemanha — em parte como reação aos ensinos de Martinho Lutero — revoltaram-se. Embora Lutero favorecesse no início seu movimento, recomendou em 1525 que os príncipes da Alemanha aniquilassem as “Hordas Vorazes e Assassinas de Camponeses”. Os príncipes seguiram seu conselho, usando de muita crueldade.
* Em 1618, os esforços do rei designado da Boêmia, de impor o catolicismo a uma população constituída na maior parte de protestantes, contribuíram para o irrompimento da Guerra dos Trinta Anos.
* Em 1918, igrejas da cristandade usaram sua influência para apoiar a Liga das Nações. Mas isso não a tornou bem sucedida. Depois de apenas duas décadas, o mundo mergulhou na mais horrível guerra de toda a história humana. Agora, as igrejas da cristandade têm endossado as Nações Unidas, mas as nações estão mais fortemente armadas e desunidas do que nunca.