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sábado, 17 de dezembro de 2011

Campinarte Jornal / Homenagem a Sergio Britto

SERGIO BRITTO
RESUMO DO DEPOIMENTO DE SERGIO BRITTO PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
No dia 29 de junho de 1923, filho do engenheiro Lauro Correia de Britto e dona Alzira, nasceu o menino Sergio, na cidade do Rio de Janeiro.
Estudioso, bonito, inteligente, o garoto sofreu uma influência “subliminar”, que o encaminhou para estudar Medicina. Após uma infância tranqüila, ele entrou para a Faculdade Nacional de Medicina da Praia Vermelha. Depois de receber o diploma, e quando já estava se encaminhando para a obstetrícia, Sergio Britto começou a divergir de seus colegas, que só pensavam num sucesso financeiro. Verdade que, enquanto estudante, adorava atuar no Pronto-Socorro do Hospital Souza Aguiar.
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Mas as falhas humanas que presenciava na medicina, feriram fundo seu coração. Foi quando foi convidado por Jerusa Camões, que era dona do Teatro Universitário para o grupo amador. Após hesitar, aceitou, e foi ser colega de Sergio Cardoso, Edmundo Lopes, Sonia Oiticica e outros. Era o ano de 1945. Quando foi em 47, conheceu Pascoal Carlos Magno, no famoso Teatro do Estudante e lá fez “Hamlet”, com Sergio Cardoso. Essa peça perturbou a cabeça do jovem médico, que percebeu que havia nascido para ser artista. E foi assim que fundou uma companhia profissional, com Sergio Cardoso e mais colegas. O grupo se chamou ”Teatro dos 12”. Em 1950 foi do Rio para São Paulo trabalhar com Madalena Nicol. Foi para a Televisão Tupi de São Paulo, ao lado dessa atriz, que também traduzia e adaptava peças para a televisão. Era o Grande Teatro Tupi, que acontecia às segundas feiras a noite.
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Ali foram levados grandes textos, como “Tereza Raquin”; “Manequim”. Sergio Britto logo passou a dirigir esses espetáculos e a se tornar diretor, além de ator. Sergio, que amava muito cinema, adaptou-se logo à nova técnica de representar. Em 1956, voltou para o Rio de Janeiro, com o Teatro Brasileiro de Comédia. Em São Paulo, tinha feito Teatro de Arena e Teatro Maria Della Costa. O TBC, porém, era o grande teatro da época. E lá fez: “Casa de Chá do Luar de Agosto”, entre outras peças. Fundou depois o “Teatro dos 7”, com Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Ítalo Rossi e Rato.
O adaptador das peças era Manoel Carlos, e o grande autor era Nelson Rodrigues. Ficando sempre entre teatro e televisão, Sergio Britto fez sempre sucesso nos dois meios de comunicação. Na TV Excelsior de São Paulo, entre outros trabalhos, dirigiu a grande novela “A Muralha” e também “Sangue do meu sangue”, com muito sucesso. Dirigiu ainda o “Bibi”, com Bibi Ferreira. Ao mesmo tempo fazia teatro, sua grande paixão. Fez “Balcão”, de Victor Garcia. Na TV Globo fez: “Super Manoela”; “Olhai os lírios do campo”; “Escalada”; “Paraíso”. Na TV Manchete fez “Dona Beija”; “Marquesa de Santos”; “Pantanal” e "Xica da Silva”. Fundou o Teatro SENAC, onde fez: “O marido vai à caça”; “Fim de jogo”; “Entre quatro paredes”; “A noite dos campeões”; “Os filhos de Kennedy”. Depois Sergio Britto fundou o “Teatro dos 4”, como sempre com sua mania de números.
E os quatro, que eram três, pareciam os três mosqueteiros e trabalharam juntos desde 1978. Durante quinze anos produziram dezessete espetáculos de teatro da maior importância, entre os quais: “Os viciados”; “Assim é se lhe parece”; “Tio Vânia”; “O jardim das cerejeiras”, e muitas outras. Sergio também fez cinema, mas esporadicamente, e ele diz que o cinema ficou para ele sempre como uma saudade, uma coisa que não aconteceu. Na TV Record de São Paulo foi diretor e ator da novela “Vidas Cruzadas”.
Depois, em 2003, estreou a peça "Sergio 80", sobre os seus oitenta anos de vida. Em 2008, interpretou Dom Pedro II no especial da TV Globo, "O Natal do Menino Imperador" e fez também as premiadas peças "A última gravação de Krapp" e "Ato sem palavras".
Entre 2010 e 2011, protagonizou junto com Suely Franco, a peça "Recordar é Viver".  Sergio Britto, como ele mesmo dizia, sempre foi um ser movido pelo amor. E esse amor esteve em tudo o que fez em sua longa e completa carreira artística. Sergio Britto foi um vitorioso.
Nos últimos anos, apresentou o programa "Arte com Sérgio Britto", na TV Brasil.
Faleceu em 17 de dezembro de 2011, aos 88 anos, vítima de problemas cardiorrespiratórios.