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sábado, 21 de janeiro de 2012

Talentos Campinarte / Talento mais dignidade é igual a Jair Guedes

A história de Jair começa aos 14 anos na Escola de Samba São Carlos, hoje Estácio de Sá.
Jair (que já compunha) começou a freqüentar a quadra da São Carlos levado pelo seu padrinho - o Mago -, e o sonho daquele menino era fazer parte da Ala de Compositores. Naquela época quem quisesse entrar para a Ala de Compositores tinha que apresentar três sambas de quadra. E foi o que ele fez. E olha que naquele tempo só tinha fera: Darci do Nascimento, o próprio Mago, César Veneno, Oliviel, Jaime, Djalmão (uma relíquia), ele compôs os sambas, passou no teste e entrou para Ala de Compositores. A quadra nessa época ficava na Marquês de Sapucaí. O que chamava muito a atenção eram os sambas de terreiro e, claro, a bateria. Jair recorda nomes como Hélio Macadame, Nelson Galinha, Rato e outros. Jair se lembra que o samba só terminava lá pelas seis horas da manhã apesar do Bafo da Onça ficar bem ao lado.
Uma coisa que eu não posso deixar de registrar é que a Estácio durante esses últimos anos tem ficado naquele sobe e desce e o Jair tem um samba de quadra que entrou para a história da Escola, virou slogan da Escola – A saudade apertou. Jair e Soneca vinham perdendo a anos e anos seguidos as disputas de samba-enredo até o Ti-ti-ti onde eles pararam por causa de um acidente sofrido pelo Jair que caiu de cima de um telhado, numa tentativa de homenagear a bateria da Estácio. Jair teve a idéia de fazer este samba que acabou marcando. Lá se vão aproximadamente vinte anos e o samba ainda é um grande sucesso.