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sábado, 24 de março de 2012

Campinarte / Pesquisa - Qual o papel dos telejornais?

Depois de analisar o conteúdo e a apresentação de 102 telejornais locais, em 52 regiões metropolitanas dos Estados Unidos, uma agência de monitoramento da mídia descobriu que apenas 41,3% do tempo de programação eram notícias. O que os telejornais apresentavam no restante do tempo?
Em média, os comerciais consomem 30,4% do tempo dos telejornais locais. De fato, algumas emissoras pesquisadas transmitiam mais comerciais do que notícias. Além disso, muitas vezes o tempo é preenchido com trivialidades, diz o relatório que resumiu as descobertas do estudo. Sob o título "Trivialidades", o relatório alistava "o total do tempo gasto em conversas entre os âncoras, anúncios e chamadas das próximas notícias, matérias ‘leves’ ou tolas e mexericos sobre celebridades". Alguns exemplos de notícias triviais: "Terrível disputa entre tenores", "Repórter dá uma volta ‘impressionante, incrível, fabulosa’ na montanha-russa" e "Aumenta a venda de patês e pastas para sanduíche".
De que se compõem as notícias divulgadas? Principalmente notícias policiais, que ocupam 26,9% do tempo. " ‘Se tem sangue, tem audiência’ continua sendo o lema dos telejornais locais . . . Embora os índices de criminalidade tenham baixado por todos os EUA nos últimos anos, eles não diminuem nos telejornais locais." Por quê? Segundo os autores do estudo, "crimes são dramáticos e chamam a atenção das pessoas".
Depois dos crimes vem a cobertura de desastres, como incêndios, acidentes de carro, inundações e explosões (12,2% das notícias), seguida por notícias esportivas (11,4%). A seguir, vêm notícias sobre saúde (10,1%), assuntos de governo (8,7%) e economia (8,5%). Assuntos como educação, meio ambiente, artes e ciência recebem pouca atenção (de 1,3% a 3,6%). A previsão do tempo, por outro lado, ocupa em média 10% do espaço dedicado a noticiários. "Todo o mundo gosta de falar sobre o tempo e os telejornais não são exceção", comentam os pesquisadores. Eles acrescentam: "Qualquer tempo, bom ou ruim, quente ou frio, seco ou chuvoso, consegue ampla cobertura nos telejornais."
Mas o relatório menciona algo positivo: cada vez mais jornalistas e telespectadores estão percebendo a necessidade de mudanças. Porém, o estudo admite que essas mudanças não ocorrerão facilmente, porque "as exigências do mercado e a ganância serão sempre uma ameaça ao jornalismo de qualidade".