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sexta-feira, 23 de março de 2012

Pesquisa Campinarte / Diminuem ou aumentam os crimes?

Já se foi o tempo em que os criminosos eram colocados atrás das grades e as pessoas procuravam a felicidade pelas ruas.
Hoje em dia, as pessoas estão trancadas em suas casas e em seus escritórios, e os criminosos estão procurando a felicidade pelas ruas.
Isso parece colidir com o conceito de que o crime diminui, não parece? Então, quais são os fatos — Diminuem ou aumentam os crimes? Considere o seguinte:
É verdade que, em determinado país, por curtos períodos ocasionais, o crime talvez não aumente tanto quanto fez num curto período similar. Não obstante, isso não significa que diminui no quadro geral.
A maioria dos crimes jamais é esclarecida. As possibilidades de se pegar um mediano invasor de domicílio “não são melhores do que 1 em cada 50”, segundo certo professor de direito de Harvard. R. M. Cipes suscita uma pergunta pertinente em seu livro The Crime War (A Guerra ao Crime): “Se muitos criminosos não são apanhados, por que presumir que aqueles que conseguimos apanhar são os mais perigosos? Em certo sentido, a probabilidade é oposta: os mais inteligentes e astuciosos ofensores talvez sejam aqueles que mais provavelmente evitem ser apanhados.”
Ademais, muitos crimes jamais são comunicados à Polícia. Ocorrem de três a dez vezes mais crimes do que são deveras denunciados à Polícia.
Aumento Internacional do Crime
Não é surpresa que, ao analisar a situação internacional do crime o Ex-Secretário-Geral da ONU, K. Waldheim, concluísse:
“Apesar do progresso material, a vida humana jamais provou maior senso de insegurança do que experimenta hoje. . . . Assim, há ampla e crescente evidência de uma crise de crimes de consideráveis proporções.” Sim, o crime está aumentando.
Maior Temor do Crime
O aumento do crime, porém, pode ser detectado por outras coisas, além de pelas estatísticas. Como a pobreza, a ignorância e a subnutrição, [o crime] é mais sentido do que registrado. Em outras palavras, as pessoas estão com medo.
O medo atual do crime é compreensível, pois não só aumenta, mas também se intensifica se endurece. A grande mudança quanto a dez anos atrás continua a ser de sua virulência. Esta violência sem sentido contra pessoas inocentes é uma terrível característica dos tempos em que vivemos.
Não se teme apenas pelas vidas, mas também pelas propriedades. As vítimas dos crimes sabem que, com demasiada freqüência, os roubos são acompanhados de desnecessária destruição. As estatísticas oficiais de danos causados por roubos amiúde não incluem o custo dos danos causados à propriedade da vítima. Desnecessária destruição de arquivos e registros já afundou muitas firmas. Os criminosos, por vezes, incendeiam de propósito as casas ou as firmas, depois de as roubarem.
O Crime Cresce nos Subúrbios Chiques
Sim, tornou-se popular mudar-se para os subúrbios chiques, em busca de segurança. Talvez forneça certo alívio temporário de determinados crimes. Mas, será esse o meio real de se evitarem os efeitos do aumento do crime?
Em vizinhanças certa vez tranqüilas dos subúrbios, os crimes graves aumentam rapidamente em número, ano após ano. As áreas rurais, também, estão sendo duramente atingidas.
Inquestionável é que as estatísticas mostram que o crime aumenta em todo o mundo. No entanto, suponhamos que, momentaneamente, ponhamos de lado os relatórios acima citados que mostram claramente que aumentam os crimes. Mesmo assim, poderá ver evidência do aumento dos crimes. Onde?
O Comércio Busca Proteção
Quando vai a uma loja local, já notou mais ‘aparelhos de segurança’ e os guardas que protegem as mercadorias contra o roubo? Talvez tenha visto espelhos, câmaras de televisão ou letreiros de ‘cuidado — ladrão de loja’.
Uma cadeia de lojas de departamentos afirma gastar milhões por ano em segurança desde 1969. Outra loja recentemente remodelou sete andares de seu prédio principal para impedir os roubos de lojas e instalou equipamento eletrônico de altíssimo custo. Nas principais cidades dos EUA, algumas lojas usam uma etiqueta especial de preço. A menos que seja retirada por uma funcionária na caixa registradora, dispara um alarme automático à medida que o ladrão de lojas sai da loja.
Mesmo nos subúrbios chiques, os donos de lojas admitem que devotem de 30 a 40 por cento do seu tempo “sendo um policial, ao invés de comerciante”. Para prover proteção noturna a seus estabelecimentos, algumas lojas empregam jatos luminosos, tapetes sensíveis à pressão e até mesmo aparelhos invisíveis de ondas sonoras.
No ínterim, os motoristas de ônibus em alguns bairros não levam mais dinheiro; os passageiros precisam ter o troco exato para viajar. Os táxis têm divisões à prova de bala que separam o motorista dos passageiros; o dinheiro da corrida é guardado em caixas invioláveis.
Alguns bancos, para reduzir o corrente surto de roubos, usam agora “caixas por televisão”. A figura do caixa aparece numa tela de televisão, mas os negócios são feitos por meio de um tubo de jato. Para proteger-se de cheques sem fundo, os comerciantes tiram fotos de pessoas que descontam os cheques e até mesmo tiram suas impressões digitais.
Francamente, não lhe revelam as medidas defensivas que os comerciantes tomam, e que foram mencionadas, que os crimes deveras aumentam? Mas, o que está sendo feito nas casas não é menos convincente.
Intensifica-se a Segurança das Casas
A segurança das casas é agora uma indústria de milhões por ano. Cães de guarda e alarmas contra invasões de domicílios gozam de vendas recordes. O seguro contra a invasão de domicílio, quando disponível, tem custo extremamente elevado. “As seguradoras”, afirma o Daily News de Springfield (Massachusetts), “acham que não podem absorver tais perdas que aumentaram vertiginosamente com o advento do abuso de tóxicos”.
Os cidadãos locais pagam voluntariamente grandes somas para obter intensa iluminação das ruas. ‘Associações de quarteirões’ e até mesmo grupos de vigilantes se formam para a proteção comunitária contra invasores de domicílios e estupradores. Os carros vêm supridos de trancas de direção, na tentativa de reduzir os roubos de carros. Apesar das estatísticas — não lhe indicam tais precauções que os crimes aumentam?
Melhoras Policiais
A polícia utiliza equipamento e métodos sofisticados para combater o crime. Grandes redes policiais são ligadas por computadores. Dezenas de aparelhos especiais foram inventados para enfrentar motins. Equipamento sensível para análises químicas pode detectar uma colher de chá de LSD em quase 500 milhões de litros de água. Certa espionagem telefônica é agora legal nos EUA. Nas grandes cidades, helicópteros são usados pelos agentes da lei para localizar criminosos.
O leitor, também, sem dúvida já observou mudanças nas técnicas policiais, a fim de ajudá-los em seu combate ao crime. Todavia, MESMO COM policiais melhor treinados e mais fortemente armados, com precauções especiais defensivas por parte dos comerciantes e dos cidadãos, O CRIME CONTINUA A AUMENTAR!
Um editorial em The Wall Street Journal resume tudo:
“Talvez, pela primeira vez na memória, quase nenhuma pessoa responsável insiste mais em que a crescente taxa de crime é uma ilusão de estatísticas. . . E o primeiríssimo passo no sentido de se resolver qualquer problema social bem arraigado é concordar que tal problema verdadeiramente existe.”
(Pesquisa Campinate / Huayrãn Ribeiro)