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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Campinarte Espiritismo / Danilo Alves / O ESPIRITISMO E OS DIAS DE HOJE


(Pequeno histórico de Danilo Alves de Bastos: criado dentro do catolicismo tendo feito catecismo e 1ª comunhão, sentia falta de maiores explicações sobre o que era ensinado. Então buscou um modo de melhor compreender os ensinamentos de Jesus e procurou em várias religiões e doutrinas até conhecer a Doutrina Espírita no Centro Espírita Lar de Ubirajara em Vila Isabel, lá iniciou seu aprendizado dentro da doutrina, frequentando o curso de médium. Fazia parte do grupo de caridade que visitava hospitais e logo aflorou nele o dom da cura, após 5 anos nessa casa, mudou para Cataguases (MG) onde ingressou no Centro Espírita Paz, Luz e Amor aonde permaneceu por 5 anos, de volta ao Rio de Janeiro ligou-se ao Centro Espírita Francisco de Paula na Tijuca aonde desenvolvia missões de cura e desobsessão, o que durou 8 anos. Atualmente frequenta o Centro Espírita Leon Denis em Bento Ribeiro fazendo parte do atendimento fraterno, grupo de visita aos lares, cura e tratamento espiritual além de pronunciar palestras sobre a doutrina.)

Artigos
O ESPIRITISMO E OS DIAS DE HOJE
Muitos poderão se perguntar: - mas como persistir na fé, se a cada vez a violencia parece crescer, a impiedade e a impunidade parecem não ter fim, e os maus, os corruptos, os violentos parecem inatingíveis e seguem humilhando e massacrando os pobres e os menos favorecidos.
Ledo engano irmãos, acima de nós vige a Lei de Deus, e nada ficará impune, todo àquele que causar dano a Lei será punido. Se examinarmos com atenção veremos que a caridade, a solidariedade e a piedade vem num crescendo. Dá-se muito destaque a crimes, a trapaças, a corupção, aos desmandos, mas quando sobrevem uma catastrofe, quando a natureza atinge a muitos de foma dura e implacável, é do povo, dos mais jovens, dos menos favorecidos que vem o auxílio, a compaixão a solidariedade.
Se os chamados "órgãos competentes" não mostram apetite para socorrer os atingidos e se perdem em blá, blá, blá,  é do povo humilde que vem a solidariedade. Temos visto, quando ocorrem desastres que atingem a muitos, jovens anonimos providenciarem ajuda. Hoje os jovens tem muito mais consciencia da foça que podem ter quando se unem em benefício de uma causa comum, e o fazem com dessasombo e vontade, tomam iniciativas, unem esfoços e foça e vão em auxílio dos que necessitam. 
Exemplos, são muitos, mas a mídia televisiva dedica mais tempo aos crimes do que as boas ações.
É a Lei da Evoluçao dos Espíritos em pleno funcionamento e a vista dos descrentes, para esse orbe cada vez mais voltam Espíritos que evoluiram no espaço e vem ajudar a "puxar" o crescimento da Terra. Foram despertados para a Lei maior que Jesus de Nazaré nos passou que é a Caridade, quem são eles, não importa, os que buscam reconhecimento por seus feitos na Terra já receberam seu premio e não o terão na erraticidade. E são de todas religiões, doutrinas e credos, não buscam a "vitória" nem recompensas, mas são obedientes a palavras do Mestre que falou:-"Amai ao próximo como a vós mesmos".
Somos todos filhos de um mesmo Pai e, um dia seremos uma só nação, separados é claro plas diferenças inrentes ao ser humano, mas coligados por um único e mesmo credo.
"Amar à deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a i mesmo."
Paz e Luz irmãos.

Quem somos?
Uma pergunta que segue sem resposta desde muitos anos. Pela visão espírita, o que se fala e se ensina nas diversas religiões e crenças não convence nem satisfaz. A história de Adão e Eva fica em dúvida, quando sabemos que em hebraico a palavra HAADAN significa HOMEM e não cremos na lenda de que o primeiro homem tenha sido feito do “limo da terra”; e ainda mais que de uma de suas costelas o Criador fez a mulher, o que de início dá uma condição de inferioridade as nossas companheiras, ainda mais quando sabemos dos hábitos machistas da época antiga.
Quanto mais o tempo passa, e evoluímos, aprendemos que a condição de igualdade deve ser atribuída a homens e mulheres. “Charles Darwin” famoso e notável cientista de sua época, após profundos e acurados estudos e pesquisas, desenvolveu a “teoria da evolução” para todos os seres da Terra.
Viemos do macaco, animal que carrega em si 96% do DNA humano? Tanto em compleição física como em adenames os primatas muito se aproximam de nós. Uma teoria bem mais plausível e fundamentada do que uma lenda chamada Adão e Eva.
Seja como for, os espíritos, que longinguamente encarnados nas vestiduras de macacos evoluíram, aprimoraram e se embelezaram. A notável e comprovada evolução de nossas crianças não é uma prova de que vivemos em evolução?
Muitas das parabolas citadas nas bíblias e atribuídas a Jesus de Nazaré abordam temas, cujo sentido por serem interpretativos,  fica a nosso critério entender:
“O corpo procede do corpo, o espírito é preexistente e procede de Deus”;
“O espírito sopra em todos os lugares e não sabes de onde ele vem mas ouves a sua voz”;
“Que ouça quem tem ouvidos de ouvir, que veja quem tem olhos de ver”.
Agora uma frase do espiritismo e que aborda a nossa caminhada:
- Eu sou um espírito, minha pátria é o Universo, meu destino é Deus!
Paz e Luz irmãos.


DE ONDE VIEMOS?
Na cultura espírita, somos seres ou espíritos imortais, que vivem estágios encarnados e outros desencarnados. Fomos criados, por Deus, simples e ignorantes porém destinados a perfeição.
Basta que lembremos das palavras de Jesus de Nazaré e que são citadas nas bíblias: “ Vós sois O ser encarnado habita em astros e planetas, dos quais se contam milhões no Universo, cada qual com a forma e vestidura que se adapte as condições de cada um desses astros. Buscar a forma humana em planetas, como por exemplo Júpiter, é bem do orgulho e presunção dos seres humanos que se julgam a forma de vida mais perfeita do Universo.
Somos seres milenares, viemos pela longa estrada do progresso, o espírito não retrograda e na espiral dos séculos seguimos rumo ao nosso destino.
A Terra é um dos menores astros do infinito espaço, nosso Sol é de 5ª grandeza e fazemos parte de um sistema solar de apenas 8 planetas. Mas o orgulho e a presunção ou talvez a ignorância frente a grandeza de Deus, por muito tempo julgamos ser o centro do Universo e que apenas aqui no nosso pequeno planeta existe vida inteligente. Os milhões de astros e planetas que giram no espaço são desabitados e lá nada existe.
A ciência evolui, com a permissão do Criador e pouco a pouco vamos levantando o véu da nossa ignorância e abandonando tanto orgulho e presunção. No século que vige foram descobertos dois novos planetas em nosso sistema solar que tem, segundo estudos, características muito semelhantes ao nosso mundo. Quanto sabemos do Universo que nos Deus em Sua magnificiencia e saber aos poucos nos descerra o que nos envolve e com a Sua permissão a ciência cuida de conhecer mais, evoluir mais; não cerrem olhos e ouvidos ao que cada vez mais nos é dado conhecer, lembrem-se sempre das palavras do Mestre: “- A casa de meu Pai tem muitas moradas”
Acaso isso lhes diz alguma coisa?

A EVOLUÇÃO
Vamos falar da marcha do tempo e da Justiça de Deus. Para muitos pode parecer que ela não existe, que aos maus nada acontece e que eles atravessam a existência terrena sempre acima de tudo e de todos.
Mas será que é assim mesmo? O luxo, a riqueza que ostentam significa felicidade? Será que desfrutam de noites tranquilas e sem pesadelos? Ou será, e isso é bem verdade, que a consciência, essa sentinela colocada em todo ser humano, não lhes fala em alto e bom som, no silencio das noites? E o futuro? E o amanhã?
Se cremos que a vida é apenas esse lapso de tempo que nos é dado na vida terrena, devemos pensar no que virá depois? Os crimes ficarão impunes? Todo o mal que foi causado não é reparado? Aonde então a justiça de Deus?
Não creiam dessa maneira irmãos; a Terra já o sabemos, é um planeta de PROVAS e EXPIAÇÔES, aonde pela bondade do Criador viemos viver para que possamos purgar os nossos erros, aprender e evoluir. Todos nós tivemos o mesmo ponto de partida como prova da justiça de Deus, e todos devemos evoluir, uns mais outros menos, conforme se adequem aos ensinamentos que nos foram passados desde Jesus de Nazaré. Desde pequenos sabemos o que é certo ou errado e as chances de evolução e o aprendizado são os mesmos para todos seres humanos, independente de religião ou raça.
Trazemos em nosso arquivo mental o que aprendemos em outras vidas e esse conhecimento é despertado conforme o homem avança na senda humana, daí a diversidade. O espírito não retrograda, apenas uns tem mais discernimento para os ensinamentos passados. Sabemos pela espiritualidade superior que se aproxima o tempo em que a Terra deixará de ser um planeta de provas e expiações e se evoluirá para ser um orbe de regeneração.
Então, na marcha inexorável dos tempos e baseados na justiça e na bondade do Criador, aqui permanecerão os que lutaram e se esforçaram para evoluir, e para aqui igualmente
retornarão. Quanto aos maus será destinado um outro planeta de provas e expiações aonde eles irão reencarnar. Ali eles poderão usar o que aqui aprenderam, mas não praticaram, a fim de levar aos povos primitivos desses orbes o conhecimento de Deus e de Sua Infinita Misericórdia.
Assim é a marcha dos tempos, assim se aplica a Justiça do Pai.


SOBRE ESPIRITISMO

Contrariamente ao que se pensa, o Espiritismo existe desde sempre. A noção de vida após a morte, de vida em outros orbes e a certeza da reencarnação vem da India, da China milenar e do Egito, isso o provam os escritos vindos desses povos recuperados por cientistas e pesquisadores. Antes do professor e pedagogo Hypollite Léon Denizard Rivail, Allan Kardec, codificar, escrever e publicar os livros do Pentateuco, em Hydesville-USA ocorreu o fenomeno das irmãs Fox que pela ignorancia e desconhecimento do povo da época, sofreram humilhações e exorcismos(sic).

Nos saraus e festas da Paris dos anos 1800 era moda o espetáculo das 'mesas girantes' onde as pessoas se divertiam fazendo perguntas fúteis à 'mesa' que respondia sim ou não, batendo no chão com um dos pés. Foi nesse ambiente que o renomado Professor Rivail, Allan Kardec, foi convidado e aceitou ir a um sarau na casa de Madame Bondin da sociedade parisiense, aonde a atração seria o espetáculo das 'mesas girantes'. Lá chegando , descrente, chamou sua atenção o fato de um móvel, inanimado, pudesse responder, embora a futilidade das perguntas, do tipo 'sim' ou 'não' . Organizou então um 'alfabeto por batidas' e retornou a um outro sarau com o fito de desmacarar o que supunha ser uma farsa. Lá chegando, formulou sua primeira pergunta:-"quem está respondendo através à mesa?". Ao receber a resposta e decodificando-a, ficou surpreso ao verificar que uma inteligencia pertencente a alguém 'morto' já de algum tempo, assumiu que falava através da mesa. Ampliou as pesquisas e passou a fazer reuniões com "magnetizadores"; criaram uma cesta a qual se prendia um lápis, então os participantes encostavam a ponta dos dedos na cesta e ela escrevia as respostas em folhas de papel em branco.Dai em diante o Professor Rivail passou a se dedicar ao estudo do 'fenomeno' e contatado por Espíritos de Luz se entregou a tarefa de receber comunicações que vinham de várias partes do mundo; era poliglota e se de dedicou ao trabalho de compilar e formatar em livro as perguntas e respostas recebidas. Deu a obra o nome de "Livros dos Espíritos" em 1857. Ao contrário do que se pensa e pensava, o nome do autor do livro, Allan Kardec, foi sugerido pelos Espíritos, verdadeiros autores da obra, e era o nome de um sacerdote Druida que vivera muitos séculos atrás e era uma encarnação passada do Professor Rivail, e foi usado por ele com o fim de que o Livro tivesse suas vendas puxadas pelo seu conteudo e não pelo nome 

do renomado Professor Rivail. Com o amplo sucesso das vendas, preparou uma segunda edição passando as perguntas e respóstas de 500 para 1019 e que é a versão atual. Também foi ele que mcunhou o vocábulo "Espiritismo" que passou a denominar a nova Doutrina.

Os Espíritas estudam com afinco os livros do Pentateuco, a saber: "Livro dos Espíritos", "Livro dos Médiuns", O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Genese"; a doutrina tem por pedra basilar  a Caridade e o Amor a Deus Sobre Todas as Coisas e ao Próximo Como a Si Mesmo. Nas reuniões Espíritas estuda-se sedmpre tópicos dos milhares de livros Espíritas. Existem também 'Sessões de Cura' aonde os 'médiuns' doam fluido para o tratamento que é feito por Espíritos e rezam à Deus para que a cura seja alcançada e 'Sessões de Tratamento Espiritual' aonde Espíritos sofredores e atormentados são 'recebidos' para serem doutrinados à Luz do Evangelho de Jesus. Em tempo, é bom que se saiba que muitos dos Espíritos desencarnados tem pouco ou nenhum conhecimento dos Ensinos de Jesus e esta falta os faz sofrer.

Não denominem o Espiritismo de "kardecismo" ou de "reunião de mesa branca", o nome da Doutrina é "Espiritismo Cristão" e busca seguir fielmente e sem desvios o Ensinamento Moral de Jesus de Nazaré.

No Centro Espírita Leon Denis sito no bairro de Bento Ribeiro a frequencia é de cerca de 4.000 pessoas nas sessões que se realizam as segundas, quartas, quintas e sábados, o Centro desenvolve trabalhos de Assistencia Social na obra Antonio de Aquino sita em Sulacap aonde aproximadamente 420 famílias recebem atendimento médico e odontológico, refeições, roupas, remédios e apoio social tudo sem absolutamente nenhum custo para os assistidos. Seguindo o ensinamento do Evangelho que diz 'primeiro socorre depois vá a fonte do problema' as famílias são cadastradas e acompanhadas por assistentes sociais voluntárias. O CELD mantém ainda atendimento à doentes, nos lares e nos hospitais e atendimento fraterno no salão do Centro trabalho esse desenvolvido pelos quase 2.200 médiuns formados pélo CELD, temos Creche, Evangelização de Adolescentes, o Nucleo de Valorização da Gravidez além do atendimento para dependencia química. A Associação Médico Espírita se reune no CELD e os cursos de Auto Cura são muito procurados. O treinamento dos 'médiuns' é realizado por médicos, psicólogos e terapeutas, junto com o CELD outros 22 Centros seguem a mesma metodologia e prestam os mesmos serviços com seus quadros de 'médiuns' treinados no CELD. É bom que se ressalte que TUDO isso é feito sem que haja nenhum onus para os beneficiados, pois ainda uma vez somos fiéis aos Ensinamentos de Jesus: "dai de graça o que de graça recebeste".

Recebemos do Pai a vida, a inteligencia e o livre arbítrio sem sermos cobrados por nada disso e temos por obrigação, igualmente, darmos tudo o que estiver ao nosso alcance totalmente de graça e sempre com palavras de carinho e conforto aos irmãos necessitados, agradecendo ao Criador a chance de sermos úteis aos nosso irmãos e crescermos rumo ao Pai Celestial.

Abraçai a caridade irmãos e sintam no coração o conforto e a alegria de cumprir sua missão nesse orbe.

Paz e Luz irmãos.

Trecho de O Evangelho Segundo o Espiritsimo.
"Os Espíritos do Senhor que são as virtudes dos Céus, como um imenso exercito que se move desde que Dele recebeu a ordem, espalam-se sobre toda a superfície da Terra; semelhantes a estrelas resplandecentes eles vem iluminar a estrada e abrir os olhos aso cegos.
Eu vos digo em verdade, são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, envergonhar os orgulhosos e glorificar os justos. 
As grandes vozes do céu ressdoam como o som do clarim e os coros dos anjos se reunem. Homens nós vos convidamos para o divino concerto; que vossas mãos peguem a lira; que vossas vozes se unam, e que, em um hino sagrado elas se propaguem e vibrem em toda a extensão do Universo.
Homens, irmãos que nós amamos estamos próximos de vós; amai-vos também uns aos outros e dizei do fundo de vossos corações, fazendo as vontades do Pai que está no céu:
-Senhor! Senhor!" e podereis entrar no reino de Deus.
                                                                                               O Espírito de Verdade

AINDA ALGUMAS OBJEÇÕES

Perguntam muitas vezes:- ‘como podem o resgate e a expiação por faltas passadas serem meritórias e fecundas para o Espírito reencarnado, se este, esquecido e inconsciente das causas que o oprimem, ignora atualmente o fim e a razão de ser de suas provações?’.
Sabemos que o sofrimento não é forçosamente uma expiação. Toda a Natureza sofre, tudo o que vive, a planta, o animal e o homem, está sujeito à dor. O sofrimento é um meio de evolução, de educação; mas no caso em questão, é preciso lembrar que se deve estabelecer distinção entre a inconsciência atual e a consciência virtual do destino, no Espírito reencarnado. Quando o Espírito compreende, à luz intensa do além, que lhe é absolutamente necessária uma vida de provações para se quitar com os lamentáveis resultados de suas existências anteriores, esse mesmo Espírito, num movimento de plena liberdade e inteligência, escolhe ou aceita, espontaneamente, a reencarnação futura com todas as conseqüências que ela acarretará, aí compreendido o esquecimento do passado que se segue ao ato da reencarnação. Esta vista inicial clara e completa do seu destino no justo momento em que o Espírito aceita a volta a carne, basta para estabelecer a consciência, a responsabilidade e o mérito dessa nova vida. Dela conserva ele neste mundo a intuição velada, o instinto adormecido, que a menor reminiscência, o menor sonho, basta para acordar e fazer reviver. É por esse laço invisível, mas real e possante, que a vida atual se liga à anterior do mesmo ser e constitui a unidade moral e a lógica implacável de seu destino. Se não nos lembramos do passado é porque, a mais das vezes, nada fazemos para despertar as lembranças adormecidas; mas a ordem das coisas não deixa por isso de subsistir, nenhum elo da cadeia magnética do destino se obliterou e, ainda menos se rompeu.
O homem de idade madura não se lembra do que fez na meninice. Deixa por isso de ser a criancinha de outrora e de lhe realizar as promessas? O grande artista que ao entardecer de um dia de labor, cede ao cansaço e adormece, não retém durante o sono o plano virtual, a visão intima da obra que vai prosseguir ao despertar? É o mesmo com o nosso destino que é uma lide constante entrecortada em seu curso, por sonos, que na realidade são atividades de formas diferentes, abrilhantadas por sonhos de luz e beleza!
A vida do homem é um drama lógico e harmônico, cujas cenas e decorações mudam, variam ao infinito, mas não se apartam nunca da unidade do objetivo nem da harmonia do conjunto. Só no retorno ao Mundo Invisível é que compreenderemos o valor de cada cena, o encadeamento dos atos, a incomparável do todo em suas ligações com a Vida e a Unidade Universais. Sigamos pois com fé e confiança a linha traçada pela Mão Infalível. Dirijamo-nos aos nossos fins como os rios se dirigem para o mar, fecundando a terra e refletindo o céu!
Mais duas objeções pedem nossa atenção: ‘se a teoria da reencarnação fosse verdadeira, disse ‘Jacques Brieu’ no ‘monitor des études psychiques’, o progresso moral deveria ser sensível desde o começo dos tempos históricos. Ora sucede coisa muito diferente; os homens de hoje são tão egoístas, tão violentos, tão cruéis e tão ferozes como há dois mil anos atrás’. É uma apreciação exagerada. Sabemos que os melhores homens, àqueles que após uma série de existências alcançaram certo grau de adiantamento e perfeição, prosseguem sua evolução em mundos mais adiantados e só voltam à Terra, excepcionalmente, na qualidade de missionários; por outro lado, contingentes de Espíritos vindos de planos inferiores, cotidianamente juntam-se a população da Terra. Como estranhar nestas condições que o nível moral se eleve muito pouco?
Segunda objeção; ‘a doutrina de vidas sucessivas espalhando-se na humanidade, produz abusos inevitáveis.’
Não sucede o mesmo no seio de um mundo pouco adiantado, cuja tendência é corromper, desnaturar os mais sublimes ensinamentos, adaptá-los aos seus gostos e paixões vis? O orgulho humano pode encontrar aí fartas satisfações, e, com o auxílio dos Espíritos Zombeteiros ou da sugestão automática assistem-se as vezes as revelações mais burlescas. Assim como muitos tem a pretensão de descender de ilustre estirpe, também entre os teósofos e os Espíritas, encontram-se muitos vaidosos convencidos de haver sido tal ou qual personagem célebre do passado.
Como joeirar os erros? Em tais matérias precisamos fazer uma crítica rigorosa. Convém observar que esses abusos, como tantos outros, não derivam da natureza da causa incriminada, mas da inferioridade do meio em que ela exerce sua ação. Tais abusos, frutos da ignorância e de uma falsa apreciação hão de diminuir de importância e desaparecer com o tempo, graças a uma educação mais sólida e mais prática.
Como complemento ao exposto vamos acrescentar dados de outras religiões a respeito do Espírito ou Almas dos mortos; a educação protestante não deixa no pensamento dos crentes lugar algum para a noção das vidas sucessivas; no seu modo de pensar, a Alma ou Espírito, por ocasião da morte é julgada e fixada definitivamente no paraíso ou no inferno, ou então ficam adormecidas debaixo do Trono de Deus a espera de um julgamento futuro. Para os católicos o julgamento é imediato e a Alma ou Espírito é enviada para um dos dois. Na Igreja Anglicana, o venerável ‘Arcediago Colley’ fez uma conferencia sobre a reencarnação, em sentido favorável. Seria incompleta a nossa exposição se não volvêssemos vista para o que representou na História a crença nas vidas sucessivas. Oriunda da Índia espalhou-se pelo mundo e era formulada nos ‘Vedas’ e notadamente no ‘Bhagavad-Gitâ’. O bramanismo e o Budismo nela se inspiram e, hoje ainda, novecentos milhões de Asiáticos crêem na pluralidade das existências. O Egito e a Grécia adotaram a mesma doutrina; á sombra de um simbolismo mais ou menos obscuro, esconde-se por toda a parte a Universal Palingenesia. No recente livro ‘La vie et la mort’  A. Dastre exprime-se assim:
-‘No Egito a doutrina das transmigrações era representada por imagens hieráticas; cada ser tinha o seu ‘Duplo’; ao nascer o egípcio é representado por duas figuras; durante o estado de vigília as duas individualidades se confundem numa só, mas durante o sono, ao passo que uma descansa e restaura os órgãos, a outra se lança no país dos sonhos; não é entretanto completa essa separação, só o será pela morte, ou antes, a separação completa é que será a própria morte; mais tarde esse duplo ativo poderá vir a vivificar outro corpo e ter assim uma nova existência’.
Na Grécia vai se encontrar a doutrina das vidas sucessivas nos poemas ‘Órficos’; era a crença de Pitágoras, de Sócrates, de Platão, de Apolônio e de Emplédocles; com o nome de ‘metempsicose’ falam dela muitas vezes nas suas obras, em termos velados, porque em grande parte estavam ligados pelo ‘juramento iniciático’; contudo ela é afirmada no último livro da ‘República’, em ‘Fedra’, em ‘Timeu’ e em ‘Fédon’:
- ‘é certo que os vivos nascem dos mortos e que as almas dos mortos tornam a nascer (Fedra)’
- ‘a alma é mais velha que o corpo; as almas renascem incessantemente do ‘Hades’ para tornarem a vida atual (Fédon)’;
Os livros sagrados dos Hebreus, o ‘Zohar’ a ‘Cabala’ e o ‘Talmude’, afirmam igualmente a preexistência da Alma ou Espírito, e com o nome ressurreição a reencarnação era a crença dos ‘Fariseus’ e dos ‘Essênios’.
No catolicismo, os primeiros padres da Igreja, e entre todos, ‘Orígenes’ e ‘São Clemente de Alexandria’, pronunciaram-se em favor da transmigração das Almas. São Jerônimo e Ruffins (carta a Anastácio) afirmam que ela era ensinada como verdade tradicional a um certo número de iniciados. São Gregório de Nysse diz que há necessidade natural para a Alma imortal ser curada e purificada e que, se ela não o foi em sua vida terrestre, a cura se opera pelas vidas futuras e subseqüentes. O Cardeal Nicolau de Cusa sustenta em pleno Vaticano, a pluralidade das vidas e dos mundos habitados, com o assentimento do Papa Eugenio IV.
Assim terminamos as explanações a respeito do Espiritismo e da Nossa crença em Reencarnação e Vidas Sucessivas.
Paz e Luz irmãos.
Bibliografia: Leon Denis
O problema do ser do destino e da dor.

"NÃO HÁ FÉ INQUEBRANTÁVEL SENÃO AQUELA QUE PODE ENCARAR FRENTE A FRENTE A RAZÃO, EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE"
"RECONHECE-SE O VERDADEIRO ESPÍRITA PELOS ESFORÇOS QUE ENVIDA PELA SUA TRANSFORMAÇÃO MORAL"

As frases acima constam em livros Espíritas e são verdades reconhecidas e aceitas por todos que estudam e praticam o Espiritismo Cristão. Assim como a Caridade e o Amar a Deus sobre todas as coisas, fazem parte do dia a dia das milhares de Casas Espíritas espalhadas por todo o mundo. O Espiritismo não faz proselitismo, não faz ameaças nem proibições, aceita e reconhece que o ser humano, dotado de livre arbítrio e de uma consciência, é o "artífice e construtor de seu próprio caminho". A prática e o estudo nas Casa Espíritas é franqueada a todas as classes e centra seu caminho no que foi ensinado e deixado para todos por Jesus de Nazaré.

Ensina e fundamenta com lógica o que foi dito em forma de parábolas, que por serem trechos carentes de interpretação, muitas vezes são deturpados. Ao Espiritismo nunca importou se Jesus era louro de olhos azuis, se passou parte de seu tempo na Terra junto aos Essênios. Foi o Espírtito mais puro que foi dado ao homem conhecer, veio ao nosso mundo com a missão de lançar entre nós a semente do Deus único, justo, bondoso e onipotente, e dessa semente plantada nos domínios da então mais poderosa nação do planeta, cresceu a crença que tem o maior número de fiéis em todo orbe, o Cristianismo.

Agora nós perguntamos aos detratores; porque o Espiritismo e suas ações, todas voltadas para a caridade e bem estar dos que sofrem, são tachadas de obra de demônios? Porque temem o Espiritismo? Para quem não sabe, demônio é derivado da palavra grega "daemon" que significa divindade ou gênio; será que Deus, que criou todo o Universo e tudo que nele vive, daria permissão ou toleraria a existência de um ser capaz de fazer caridades e curas como se Ele fosse? Parem um pouco e reflitam, será que é assim mesmo? Tudo o que foge ao entendimento de muitos deve ser atribuído ao demônio? Não é uma fuga para não estudar e pesquisar os fatos?

O Espiritismo no livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" declara em alto e bom som que: "não produz milagres", tudo o que ocorre nas Casa Espíritas é a explicação de trechos da bíblia, da maneira que a Doutrina os vê. Cirurgias Espirituais são obras de Deus, quando o envolvido para tal, tem merecimento; mantemos "Sessões de Cura" quando os Espíritos assim o recomendam, mas apenas rezamos, com fé, ao Senhor de nossas vidas para que interceda em favor do encaminhado. Apenas à Ele cabe o curar ou não, nós apenas suplicamos Sua intercessão.

Não vejam no Espiritismo nada de fora do comum, somos apenas seres que, como já o era desde os princípios dos tempos, cremos em vida após a morte, em volta a vida em outros corpos, o que chamamos de reencarnação e em vida em muitos outros mundos ou astros do céu. Basta que se consulte a bíblia que diz: "A casa de meu Pai tem muitas moradas", "o espírito sopra em todos os lugares e ouves sua voz", "para entrar na casa de meu Pai é preciso que nasças de novo" e "o corpo procede do corpo, o espírito é preexistente".

O Espiritismo que é confundido com uma religião espiritualista, a Umbanda, como muitas crenças e religiões como o Budismo, o Islamismo, o Seicho-no-ie, o Candomblé, crê na vida após a morte, pois o Espírito é imortal, na reencarnação dos seres e na vida em outros mundos. Será que Deus criou tudo o que existe no Universo para colocar vida inteligente apenas na pequenina Terra? Será que a única forma de vida que existe na vastidão ao nosso redor é a nossa? Quanto de orgulho e presunção......

Homens, meus irmãos, abandonem essa crença que transcende a vaidade e orgulho, admirem o poder do Criador, nosso sol é um astro de 5ª grandeza e sabemos que o nosso sistema voa em grande velocidade ao redor de um outro infinitamente maior, que tem como astro principal o sol "Alcione" que é de 1ª grandeza 8.000 vezes maior do que o nosso Sol.

A Terra é um orbe de provas e expiações que caminha para se tornar um orbe de regeneração, e devemos nos esforçar para merecermos aqui permanecer e aqui reencarnar. Àqueles que teimam em não aceitar os ensinos de Jesus e são refratários ao progresso, na hora devida serão encaminhados para planetas mais atrasados aonde deverão melhorar e progredir. Sabemos que o Espírito não retrograda pois tudo o que adquiriu em sua passagem pela encarnação, leva com ele em seu perispírito, que é o envoltório semimaterial do Espírito e que o liga ao corpo em que encarna; esse envoltório acompanha o Espírito em suas migrações pelos tempos e é ele que dá forma ao Espírito quando este precisa se mostrar a algum encarnado. Quando o espírito alcança um grau de pureza que o torna Puro Espírito, o envoltório é desnecessário e fica abandonado, justamente por ser semimaterial.

Tal é a Lei irmãos, tal é o funcionamento da Justiça Divina, que dá a todos oportunidade de evoluir e chegar aos mundos felizes que existem na miríade de astros que pontilham o Universo.

"Reencarnação prova da Justiça de Deus", aí está uma máxima que é e demonstração da Bondade e da Onipotencia do Criador, a todos a mesma oportunidade e corrigir erros e crescer através dos círculos ascendentes das vidas.

Se até as leis redigidas por homens prevêem perdão e recuperação para os condenados, porque Deus que é Pai Justo e Bondoso assim não o faria? Condenar e fixar pela eternidade os faltosos seria digno da justiça do Pai? Atribuir poderes a um ser capaz de mudar os des´signios de Deus não seria uma falta de respeito frente aos Poderes do Criador Divino?

Usem a inteligencia com que o Pai os dotou, olhem atentamente Suas Obras, reflitam sobre os ensinamentos de Jesus de Nazaré, que veio ao nosso orbe não para morrer por nós, não para que seu sangue lavasse nossos pecados, e sim para nos dar e ensinar algo muito maior; o caminho para o nosso progresso, o amor à Deus acima de todas as coisas, o amar o próximo como a si mesmo. Não se desviem do caminho nem deem ouvidos aos falsos profetas, lembrem-se sempre das palavras do Nazareno e sigam firmes na senda correta: -"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim!".
Paz e Luz irmãos.

A origem do bem e do mal

Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, bondade e justiça, tudo que Dele vem há de participar dos Seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter Nele a sua origem.
Se o mal estivesse nas atribuições de um ser especial, quer se lhe chamem "arimane" quer "satanás", ou ele seria igual a Deus, e, por conseguinte tão poderoso quanto este, e de toda eternidade como ele, ou lhe seria inferior.
No primeiro caso, haveria duas potencias rivais, incessantemente em luta, procurando cada um desfazer o que fizesse a outra, contrariando-se mutuamente, hipótese esta inconciliável com a unidade de vistas que se revela na estrutura do Universo.
No segundo caso, sendo inferior a Deus, àquele ser lhe estaria subordinado. Não podendo existir de toda eternidade como Deus, sem ser igual a este, teria tido um começo. Se fora criado, só o poderia ter sido por Deus , que, então, houvera criado o Espírito do Mal, o que implicaria negação da bondade infinita.
Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a humanidade formam duas categorias que importa distinguir; a dos males que o homem pode evitar e das dos que lhe independem da vontade; entre os últimos cumpre se incluam os flagelos naturais.
O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador. Aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos seus interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da natureza. Por isso é que muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável se lhe conhecesse a causa, o objetivo e o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo trás o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que não lhe seja compreensível. O homem recebeu em partilha uma inteligencia com cujo auxílio lhe é possível conjurar, ou, pelo menos atenuar os efeitos dos flagelos naturais. Quanto mais saber ele adquire e mais se adianta em civilização, tanto menos os flagelos se tornam desastrosos. Com uma organização sábia e previdente, chegará mesmo a lhes neutralizar as consequencias, quando não possam ser inteiramente evitados. Assim, com referencia até aos flagelos que tem certa utilidade para a ordem geral da Natureza e para o futuro, mas que no presente causam danos, facultou Deus ao homem os meios de lhes paralisar os efeitos.
Assim é que o homem saneia as regiões insalubres, imuniza contra os miasmas pestíferos, fertiliza terras áridas e se industria em preservá-las das inundações, constrói habitações mais salubres, mais sólidas para resistirem aos ventos, necessários à purificação da atmosfera e se coloca ao abrigo das intempéries. É assim que pouco a pouco, a necessidade lhes fez criai as ciencias, por meio das quais melhora as condições de habitabilidade do globo e aumenta seu próprio bem estar.
Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício de sua inteligencia, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Se ele nada tivesse que temer, nenhuma necessidade o induziria a buscar o melhor, o espírito se lhe entorpeceria na inatividade, nada inventaria nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impele para a frente na senda do progresso. 
Mas, os males mais numerosos, são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provem do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí as causas das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, pela maior parte, afinal, das enfermidades.
Deus promulgou Leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. O homem encontra em si mesmo tudo o que lhe é necessário para cumpri-las; a consciencia lhe traça a rota, a Lei Divina lhe está gravada no coração, e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por meio de Seus emissários, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão de Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. "Se o homem se conformasse rigorosamente com as Leis Divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu livre arbítrio, sofre então as consequencias do seu proceder". (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.V, 4, 5, 6 e seguintes).
Pode-se dizer que o mal é a ausencia do bem, como o frio é a ausencia do calor. Assim, como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é negativo do outro. Onde não existe o bem forçosamente existe o mal. Não praticar o mal já é um princípio do bem. Deus somente quer o bem; só do homem procede o mal. Se na Criação houvesse um ser preposto ao mal, ninguém o poderia evitar; mas, tendo o homem a causa do mal em si mesmo, tendo simultaneamente o livre arbítrio e por guia as Leis Divinas, evita-lo-a sempre que o queira. O homem evitaria o mal se cumprisse as Leis do Criador, por exemplo: Deus por limites a satisfação das necessidades, desse limite a saciedade adverte o homem, se este o ultrapassa, fá-lo voluntariamente. As doenças, as enfermidades, a morte que daí podem resultar, provêm da sua imprevidencia, não do Pai.
Decorrendo o mal das imperfeições do homem e tendo sido este criado por Deus, dir-se-a, Deus não deixa de ter criado, senão o mal, pelo menos a causa do mal; se houvesse criado perfeito o homem o mal não existiria.
Se fora criado perfeito, o homem fatalmente penderia para o bem. Ora, em virtude do seu livre arbítrio, ele não pende nem para o bem nem para o mal. Quiz Deus que ele ficasse sujeito à Lei do Progresso e que este resulte do seu trabalho, a fim de que lhe pertença o fruto deste, da mesma maneira que lhe cabe a responsabilidade do mal, que por sua vontade praticar. A questão pois consiste em saber-se qual é, no homem, a origem de sua propensão para o mal. O erro está em pretender-se que a alma haja saído perfeita das mãos do Criador, quando Este, ao contrário, quis que a perfeição resulte da depuração gradual do Espírito e seja obra própria. Houve Deus por bem que a alma dotada de livre arbítrio pudesse optar entre o bem e o mal, e chegasse as suas finalidade últimas de forma militante e resistindo ao mal. Se houvera criado a alma tão perfeita quanto Ele, e, ao sair-lhe das mãos, a houvesse associado à Sua Beatitude eterna, Deus te-la-ia feito, não à Sua imagem mas semelhante a si próprio.
O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém nas primeiras fases da existencia corpórea, somente a existencias materiais lhe cumpre satisfazer, e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito de conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois, exclusivamente morais.
É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto.
Nessa situação o que era outrora um bem, porque era uma necessiadede da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não cosntitui uma necessidade, como porque se torna prejudiciala espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é pois relativo e a responsabilidade é proporcional ao grau de adiantamento.
Todas as paixões tem, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e até nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seus próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal.
Queridos busquem o bem e afastem-se do mal, lembrem da oração que é a "arma" que temos para nos fortalecer contra o mal. "Orai e vigiai!"
Paz e Luz.

SOBRE A PROIBIÇÃO DE FALAR COM OS MORTOS
Ao contrário do que se pode imaginar, as Igrejas, longe de negar as manifestações dos Espíritos, admitem-os atribuindo à exclusiva intervenção de "demônios". De nada vale invocar os evangelhos para justificar tal proibição uma vez que nada neles se refere a tal interdição.
O argumento sempre usado é o da proibição de Moisés a esse respeito, e vamos entender tal proibição. Diz a proibição:
"- não vos desvieis do vosso Deus para procurar mágicos; não consulteis os adivinhos e receai que vos contamineis, dirigindo-vos a eles. Eu sou o Senhor Vosso Deus." (Levitico cap.XIX, v.31).
"o homem ou a mulher que tiver espírito pitonico ou de adivinho, morra de morte. Serão apedrejados e o seu sangue recairá sobre eles”. (Levítico cap.XX, v.27). "quando houverdes entrado na terra que o Senhor Vosso Deus vos há de dar, guardai-vos; tomai cuidado em não imitar as abominações de tais povos; e entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os pelo fogo; que use de malefícios, sortilégios e encantamentos; que consulte quem tem o Espírito de Piton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade. O Senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos à vossa entrada, por causa dos crimes que tem cometido.” (deuteronômio cap.XVIII vv. 9, 19,11 e 12).
É preciso entender os motivos que justificavam essa proibição, feita por Moisés, e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que seu povo abandonasse os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se entende nesses escritos de Isaias:- "O espírito do Egito se aniquilará de si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos, seus advindos, seus pitons e seus mágicos”. (Cap.XIX, v.3).
A proibição de Moisés era assaz justa porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócio, e Moisés, por mais que fizesse não conseguia desentranha-lás dos costumes populares.
As seguintes palavras do profeta justificavam o dito acima:- "Quando vos disserem, consultai os mágicos e advindos que balbuciam encantamentos, respondei, Não consulta cada povo ao seu Deus; e aos mortos se fala do que compete aos vivos.” (Isaias, cap. VIII v.19).
Essas práticas supersticiosas perpetuaram-se até a Idade Média, mas hoje a razão predomina, ao mesmo tempo que o Espiritismo veio mostrar o fim exclusivamente moral, consolador e religioso das relações de além túmulo. Uma vez que os Espíritos não sacrificam criancinhas nem fazem libações para honrar deuses, uma vez que não interrogam astros para adivinhar o que é sabiamente velado aos homens e uma vez que não traficam nem negociam suas comunicações com os Espíritos e que não os move nem a curiosidade nem a cupidez, mas sim um sentimento de piedade, aliviando almas sofredoras, a proibição de Moisés a eles não se aplica.
Porque então reviver com tanta insistência esse artigo, silenciando ao mesmo tempo, OUTRA PARTE DO CAPÍTULO QUE PROIBE AOS QUE LIDERAM GRUPOS DE CRENTES OU FIÉIS, A POSSE DE BENS TERRENOS E DE PARTILHAR DE QUALQUER HERANÇA, PORQUE O SENHOR É A SUA PRÒPRIA HERANÇA" (Deuteronômio Cap. XXVIII, vv. 1 e 2)
Tudo tinha a sua razão de ser na legislação de Moisés, uma vez que tudo ela prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma bem como o fundo, adaptavam-se a ocasião. Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma nação civilizada, decerto não lhes daria um código igual aos dos hebreus.
Jesus veio modificar a lei Mosaica, fazendo da Sua Lei o código dos cristãos. Disse Ele:
"- Vós sabeis o que foi dito aos antigos, tal e tal coisa, e Eu vos digo tal outra coisa". Entretanto Jesus não proscreveu, antes sancionou a Lei do Sinai, da qual toda Sua doutrina moral é um desdobramento. Ora Jesus nunca aludiu, ao que se sabe, em nenhuma parte a dita proibição, bastante grave para ser omitida em Suas prédicas.
Finalmente convém saber se as Igrejas colocam a Lei Mosaica acima da evangélica, ou por outra, se é mais judia que cristã. É bom que se note que de todas as religiões, é a judia que menos oposição faz ao Espiritismo, porquanto não invoca a Lei de Moisés contrária as relações com os mortos, como o fazem as seitas cristãs.
Ainda uma outra contradição; se Moisés proibiu que se invocassem os mortos, é que estes podiam vir, pois do contrario inútil fora a proibição. Ora, se naquele tempo os mortos podiam vir porque não hoje. E se os que vem são Espíritos de mortos, não são "demônios".
É certo que alguns críticos, mal intencionados tem descrito as Reuniões Espíritas, como assembléias de feiticeiros e os médiuns como advindos e quiromantes, isto porque talvez, alguns charlatães tenham associado tais nomes às suas práticas, o que o Espiritismo de nenhum modo aprova.
A Doutrina Espírita mantém reuniões acessíveis a todos, onde a seriedade e o respeito às Leis do Criador são observadas com rigor, e ela protesta bem alto contra abusos, a fim de que a calúnia recaia sobre quem o merece.
"Todo Espírito sofredor e desolado vos contará a causa da sua queda, os desvarios que o perderam. Esperanças, combates e terrores, remorsos, desesperos e dores, tudo vos dirá, mostrando Deus a punir o culpado com toda a seriedade da Lei. Aos ouví-los dois sentimentos vos acometerão; o da compaixão por ele e temor por vós mesmos. E se o seguirdes em seus queixumes, vereis então que o Criador jamais o perde de vista, esperando o pecador arrependido e estendendo-lhe os braços, logo que busque regenerar-se. Do culpado vereis então os progressos benéficos para os quais tereis a felicidade de contribuir com a solicitude e o carinho do cirurgião acompanhando a cicatrização da ferida que pensa diariamente." (Bordéus, 1861).
Paz e Luz irmãos..

A GÊNESE MOISAICA
Depois de explanações sobre a origem e constituição do Universo, conforme os dados fornecidos pela ciência, quanto a parte material, e pelo Espiritismo, quanto à parte espiritual, convém ponhamos em confronto com tudo isso, próprio texto da Gênese de Moisés, a fim de que cada um faça a comparação e julgue com conhecimento de causa.
Algumas explicações complementares bastarão para ornar compreensíveis as partes que precisam de esclarecimentos especiais.
Sobre alguns pontos, há sem dúvida, concordância entre a Gênese Mosaica e as definições da Ciência, mas fora um erro acreditar que basta se substituam os seis dias de 24 horas da criação, por seis períodos indeterminados, para se tornar completa a analogia. Não menor erro seria o acreditar-se que, afora o sentido alegórico de algumas palavras, a Gênese e a Ciência caminham lado a lado sendo uma simples paráfrase da outra.
Notemos primeiramente que é inteiramente arbitrário o número de seis períodos geológicos, pois que se eleva a mais de vinte e cinco os períodos das formações bem caracterizadas e que apenas determinam as grandes fases gerais. Ele só foi adotado, em começo, para encaixar as coisas, mais possível, no texto bíblico, numa época pouco distante em que se entendia que a Ciência devia ser controlada pela Bíblia. Essa a razão por que os autores da maior parte das teorias cosmogonicas, viando facilitar-lhes a aceitação, se esforçaram para por-se em acordo com o Texto Sagrado. Logo que se apoiou no método experimental, a Ciência sentiu-se mais forte e se emancipou. Hoje é ela que controla a Bíblia.
O quadro comparativo que segue permite que se considere o conjunto e se notem as relações e as diferenças que existem entre os referidos períodos e a Gênese bíblica. (clique na imagem para ler)

Desse quadro comparativo, o primeiro fato que ressalta é que a obra de cada um dos seis dias não corresponde de maneira rigorosa, como o supõem muitos, a cada um dos seis períodos geológicos. A concordância mais notável se verifica na sucessão do seres orgânicos e do aparecimento do Homem, por último. É esse um fato importante.
Dizendo que a criação foi feita em seis dias, terá Moisés falado de dias de 24 horas, ou terá empregado essa palavra no sentido de período de duração? É mais provável a primeira hipótese, se nos ativermos ao texto bíblico, porque esse é o sentido próprio da palavra hebraica IÔM, traduzida por dia. Depois a referencia à tarde e à manhã, como limitações de cada um dos seis dias, dá lugar a que se suponha haja ele querido falar de dias comuns. Não se pode conceber qualquer dúvida a tal respeito, estando dito no versículo 5:- "Ele deu à luz o nome de dia e às trevas o nome de noite, e da tarde e da manhã se fez o 1º dia". Isto evidentemente só se pode aplicar ao dia de 24 horas, constituído de períodos de luz e de trevas. Ainda mais preciso se torna o sentido quando Moisés diz no versículo 7, falando do Sol, da Lua e das Estrelas:- "colocou-as no firmamento do céu, para luzirem sobre a Terra; para presidirem ao dia e a noite e para separarem a luz das trevas; e da tarde e da manhã se fez o 4º dia".
Aliás, tudo na criação era miraculoso e, desde que se envereda pela senda dos "milagres", pode-se perfeitamente crer que a Terra foi feita em 6 vezes 24 horas, sobretudo quando se ignora as primeiras leis naturais.
Todos os povos civilizados partilharam dessa crença, até o momento em que a Geologia surgiu a lhe demonstrar a impossibilidade.
Um dos pontos mais criticados da Gênese é o da criação do Sol depois da luz. Tentaram explicá-lo, com o auxílio mesmo dos dados fornecidos pela Geologia, dizendo que nos primeiros tempos de sua formação, a atmosfera terrestre não permitia se visse o Sol que, assim, efetivamente não existia para a Terra. Semelhante explicação seria admissível se naquela época já houvesse na Terra habitantes para verificar a presença ou não do Sol. Ora, segundo o próprio Moisés, então, somente plantas havia, as quais, contudo, não teriam podido crescer e multiplicar-se sem o calor solar.
Há, pois um anacronismo na ordem que Moisés estabeleceu para a criação do Sol; mas involuntariamente ou não, ele não errou dizendo que a Luz precedeu o Sol.
O Sol não é o princípio da luz universal, é uma concentração do elemento luminoso em um ponto, ou por outra, do fluido que, em dadas circunstâncias, adquire as propriedades luminosas. Esse fluido, que é a causa, havia de necessariamente preceder o Sol, que é apenas um efeito. O Sol é causa relativamente à Luz que dele se irradia; é efeito, com relação à que recebeu.
O Universo não começou com a Terra, idéia falsa alimentada por longo tempo. Dai o não compreenderem que o Sol pudesse ser criado depois da Luz. Em princípio, pois, a inserção de Moisés é exata; é falsa nos fazer crer que a Terra tenha sido criada, antes do sol. Estando pelo seu movimento de translação sujeita a este último, a Terra houve de ser formada depois dele. É o que Moisés não podia saber, pois que desconhecia a Lei de Gravitação.
Com a mesma idéia se depara na Gênese dos antigos Persas. No primeiro capítulo do "Vendedad", Ormuz, narrando a origem do mundo, diz:" – Eu criei a Luz que foi iluminar o Sol, a Lua e as estrelas “(dicionário de Mitologia Universal). A forma, aqui, é sem dúvida mais clara e mais científica do que em Moisés e não reclama comentários. Moisés evidentemente partilhava das mais primitivas crenças sobre a Cosmogonia. Como os de seu tempo, ele acreditava na solidez da abóboda celeste e em reservatórios superiores para as águas. Essa idéia se acha expressa sem alegoria nem ambigüidade, neste passo (versículo 6 e seguintes): - "Deus disse: faça-se o firmamento no meio das águas para separar das águas as águas. Deus fez o Firmamento no meio das águas que estavam debaixo do Firmamento das que estavam por cima do Firmamento".
Segundo uma crença antiga, a água era tida como o elemento gerador, pelo que Moisés não fala da criação das águas, dando a impressão que elas já existiam, "As trevas cobriam o abismo"; isto é, as profundezas do espaço, que a imaginação imprecisamente figurava ocupada pelas águas e em trevas, antes da criação da Luz. Eis aí porque Moisés diz: "- O espírito de Deus era levado (ou boiava) sobre as águas". Tida a Terra como formada no meio das águas era preciso insulá-la.
Imaginou-se então que Deus fizera o Firmamento, uma abóboda sólida, para separar ás águas de cima das que estavam sobre a Terra.
Em face dos progressos da Física e da Astronomia, é insustentável semelhante doutrina. Entretanto, Moisés atribui ao próprio Deus àquelas palavras. Ora visto que elas exprimem um fato notoriamente falso, uma de duas; ou Deus se enganou na narrativa que fez de Sua obra, ou essa afirmativa não é de origem divina. Não sendo admissível a primeira hipótese, forçoso é concluir que Moisés exprimiu suas próprias idéias.
Ele se houve com mais acerto, dizendo que Deus formou o homem do limo da Terra (o termo hebreu HAADAN, homem, do qual se compôs Adão e o termo HAADAMA, Terra, tem a mesma raiz). A mulher, formada de uma "costela de Adão" é uma alegoria aparentemente pueril, se admitida ao pé da letra, mas profunda quanto ao sentido. Tem por fim mostrar que a mulher é da mesma natureza que o homem e, por conseguinte, igual à este perante Deus, e NÃO uma criatura a parte, feita para ser inferior ao homem. Tendo-a como saída da própria carne do homem, a imagem da igualdade é bem mais expressiva, do que se ela fora feita do mesmo limo. Equivale a disser ao homem que ela é sua igual e não sua escrava, que ele a deve amar como parte de si mesmo.
O quadro do Universo tirado do nada em alguns dias, por um só ato da Vontade Criadora, era para os Espíritos incultos daquele tempo, o sinal mais evidente do Poder de Deus.
Não rejeitemos a Gênese Bíblica, ao contrário, estudemo-la como se estuda a história da infância dos povos. Trata-se de uma época rica de alegorias cujo sentido oculto deve-se pesquisar; que se deve comentar e explicar com o auxílio das luzes da razão e da Ciência; fazendo, porém ressaltar as suas belezas poéticas e os ensinamentos velados pela forma imaginosa; cumpre se lhe apontem expressamente os erros, no próprio interesse da religião. Esta será muito mais respeitada quando esses erros deixarem de ser impostos à fé, como verdade, e Deus parecerá maior e mais poderoso quando não lhe envolverem o nome em fatos de pura invenção.
Paz e Luz irmãos.
Bibliografia: A Gênese - Allan Kardec

Sobre o Antigo Testamento
Temos escrito ultimamente sobre o antigo testamento, pois é dele que vem quase tudo que se usa para desacreditar e denegrir o Espiritismo, dando uma interpretação parcial e mal intencionada a escritos que se referem a um tempo que se perde na poeira dos séculos.
Analisando-se as palavras que lá constam e dando-lhes uma interpretação atinente aos tempos atuais, esvaziam-se as alegações que são assacadas contra uma Doutrina que segue fielmente os Ensinamentos que Jesus de Nazaré nos deixou, e não se perde em demonstrações de milagres e curas descabidas.
Já o dissemos; milagre, em termos teológicos, é uma derrogação das Leis de Deus, e não seria outorgado tal autorização ou poder a nenhum ser humano, pois somos, todos, falhos e com muito a aprender.
Nenhuma crença ou religião que não possa encarar a razão e a lógica, face a face, deve ser levada a sério. Longe de nós querer adornar o Espiritismo com a auréola da perfeição, uma vez que as milhares de Casas Espíritas são dirigidas por homens ou mulheres, e como tal, passíveis de erros ou omissões. Porém o que a Doutrina prega e ensina é que acatemos as palavras do Mestre Jesus, nada mais.
Alegam que cometemos anátema por falarmos com "mortos" e divulgam o fato associando-o a obra de demônios, mas, não "falamos" com mortos, pois a comunicação se dá com Espíritos, que são IMORTAIS. Ademais a alegação de anátema se prende e lei de Moisés, adaptada a um tempo em que a "proibição" era necessária e pertinente, mas Jesus que declarou:-"Eu não vim modificar a Lei, mas sim faze-la cumprir", nunca em suas pregações abordou tal proibição, uma vez que não era uma Lei de Deus mas sim de algo usado por Moisés para controlar e disciplinar um povo rude e de trato muito difícil.
Ademais porque alguns trechos do antigo testamento são ignorados, como por exemplo o que diz:-"É proibido aos "sacerdotes" a posse de bens terrenos e partilhar de qualquer herança porque o Senhor é a sua própria herança". (deuteronomio Cap XXVIIII vv 1 e 2). Por sacerdotes entenda-se serem àqueles que conduzem cultos e lideram assembléia de fiéis.
Como em tantas outras coisas, vemos que a alusão a "proibição" é claramente uma maneira de confundir e convencer aos crentes, utilizando a respeitabilidade do AT de maneira não digna.
Vamos recordar que o Protestantismo data de 1648 e foi dele que surgiram as muitas igrejas ditas evangélicas. Na Alemanha com padre Martinho Lutero, na Suiça e França o Calvinismo com padre Calvino, na Escócia a igreja presbiteriana e na Inglaterra a igreja anglicana com Henrique VIII.
Agora perguntamos, porque a sistemática e monótona ligação do Espiritismo com demônios e com o anátema alegado; por recebermos mensagens de pessoas já desencarnadas. Estas comunicações já foram sobejamente cotejadas por pesquisadores sérios e desligados de religiões e elas ademais servem para dar animo a pessoas aturdidas com a dor. Buscamos sempre a caridade pura e desinteressada, não admitimos "comércio" com nossas ações e àqueles que assim procedem não são verdadeiros Espíritas. Infelizmente o ser humano carrega as duas piores chagas da humanidade que são, o orgulho e a vaidade, pois dai derivam todas as outras ações maléficas que nos desviam do caminho do bem.
Nós não "atacamos" outras religiões ou doutrinas, respeitamos todas e reconhecemos todo o trabalho caritativo prestados pelas igrejas e em nossas reuniões no Centro Espírita Léon Denis é comum e benvinda a presença de crentes, católicos e pessoas de outras religiões.
A crença na reencarnação e em outras vidas não se iniciou com o professor Hypollité Léon Denizard Rivail, Allan Kardec, mas data de muitos séculos, e dela temos referencia na civilização Egípcia, na China e na India védica. Quem cunhou o termo Espiritismo foi Allan Kardec para designar a Doutrina que acabara de codificar e que assim a chamou por ser ela a Doutrina dos Espíritos.
Agora permitam-nos abordar algo que foge ao escopo dessa coluna mas que não pode deixar de ser comentado. Em muito boa hora despontou para o posto maior da Igreja Católica a figura designada pelo nome de Papa Francisco, que certamente vai redirecionar a sua igreja para os verdadeiros ensinos de Jesus. Sua simplicidade, a total aversão as pompas que antes eram ostentadas, sua espontânea aproximação dos pobres e humildes é tocante e emocionante. Sua exortação aos bispos, cardeais e padres para saírem das igrejas e irem ao encontro dos pobres e necessitados foi um alerta forte e vivo para todos, seu repúdio a corrupção também o é. Benvindo Papa Francisco pela preocupação com os pobres e deserdados, pela execução das palavras do Mestre de Nazaré:-"deixai vir a mim as criancinhas".
Que Deus, Pai de todos nós e Jesus Governador da Terra estejam sempre contigo para que tenhas força e firmeza para reconduzir o catolicismo ao seu verdadeiro lugar, que o título de "Vigário Geral de Deus na Terra" lhe seja leve e inspirador.
Muita paz e muita luz irmãos.

O Amor
"O Amor como comumente se entende na Terra, é um sentimento, um impulso do ser que o leva para outro ser com o desejo de unir-se a ele. Mas, na realidade, o amor reveste formas infinitas, desde as mais vulgares até as mais sublimes. Princípio da vida universal, proporciona ao Espírito, em suas manifestações mais elevadas e puras, a intensidade de radiação que aquece e vivifica tudo em roda de si; é por ele que se sente estreitamente ligado ao Poder Divino, foco ardente de toda a vida, de todo amor.
Acima de tudo Deus é amor. Por amor criou os seres para associá-los às Suas alegrias, à Sua obra. O amor é um sacrifício; Deus hauriu nele a vida para dá-la aos Espíritos. Ao mesmo tempo que a efusão vital, eles receberiam o princípio afetivo destinado a germinar e expandir-se pela provação dos séculos, até que tenham aprendido a dar-se por sua vez, isto é, a dedicar-se, a sacrificar-se pelas outras. Com este sacrifício, em vez de se amesquinharem, mais se engrandecem, enobrecem e aproximam do Foco Supremo.
O amor é uma força inexaurível, renova-se sem cessar enriquece ao mesmo tempo aquele que dá e aquele que recebe. É pelo amor, sol das almas, que Deus mais eficazmente atua no mundo. Por ele atrai para Si todos os pobres seres retardados nos antros da paixão, os Espíritos cativos na matéria; eleva-os e arrasta-os na espiral da ascensão infinita para os esplendores da Luz e da Liberdade.
O amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor da pátria, da raça, da humanidade, são raios refratados do Amor Divino, que abrange, penetra todos os seres, e, difundindo-se neles, faz desabrochar mil formas variadas, mil esplendidas florescências de amor.
Até as profundidades do abismo de vida, infiltram-se as radiações do Amor Divino e vão acender nos seres rudimentares, pela afeição à companheira e aos filhos, as primeiras claridades que, nesse meio de egoísmo feroz, serão como a aurora indecisa e a promessa de uma vida mais elevada.
É o apelo do ser ao ser, é o amor que provocará, no fundo dos Espíritos embrionários, os primeiros rebentos do altruísmo, da piedade, da bondade. Mais acima, na escala evolutiva, entreverá o ser humano nas primeiras felicidades, nas únicas sensações de ventura perfeita que lhe é dado gozar na Terra, sensações mais fortes e suaves que todas as alegrias físicas e conhecidas somente dos Espíritos que sabem verdadeiramente amar.
Assim, de grau em grau, sob a influencia e irradiação do amor, o Espírito desenvolver-se-á e engrandecerá, verá alargar-se o círculo de suas sensações. Lentamente o que nele não era senão paixão, desejo carnal, ir-se-á depurando, transformando num sentimento nobre e desinteressado; a afeição a um só ou a alguns converter-se-á na afeição a todos, à família, a pátria, a humanidade. E o Espírito adquirirá a plenitude de seu desenvolvimento quando for capaz de compreender a Vida Celeste que é toda amor, e a participar dela.
O amor é mais forte que o ódio, mais poderoso que a morte. Se Jesus foi o maior dos profetas, se tanto império teve sobre os homens, foi porque trazia em si um reflexo mais poderoso do Amor Divino. Jesus passou pouco tempo na Terra, foram bastantes três anos de evangelização para que Seu domínio se estendesse a todas as nações. Não foi pela ciência nem pela arte oratória que Ele seduziu e cativou as multidões; foi pelo amor! Desde Sua partida, Seu amor ficou no mundo como um foco sempre vivo e ardente. Por isso, apesar dos erros e faltas de seus representantes, apesar de tanto sangue derramado por eles, de tantas fogueiras acessas, de tantos véus estendidos sobre Seu ensino, o Cristianismo continuou a ser a maior das religiões; disciplinou, moldou a alma humana, amansou a índole feroz dos bárbaros, arrancou raças inteiras à sensualidade ou a bestialidade.
Jesus não é o único exemplar a apresentar. Pode-se de um modo geral, verificar que dos Espíritos Eminentes se desprendem radiações, eflúvios regeneradores, que constituem uma como atmosfera de paz, uma espécie de proteção, de providencia particular. Todos aqueles que vivem sob esta benéfica influencia moral sentem uma calma, um sossego de espírito, uma espécie de serenidade que dá um antegozo das quietações celestes. Esta sensação é mais pronunciada nas Reuniões Espíritas dirigidas e inspiradas por Espíritos Superiores.
Todo o poder do Espírito resume-se em três palavras:
- QUERER, SABER, AMAR!
Querer, isto é fazer convergir toda a atividade, toda a energia para o alvo que se quer atingir, desenvolver a Vontade e aprender a dirigi-la.
Saber, porque sem o estudo profundo, sem o conhecimento das coisas e das Leis, o pensamento e a vontade podem transviar-se no meio das forças que procuram conquistar e dos elementos a quem aspiram governar.
Acima, porém, de tudo, é preciso amar, porque sem o amor, a vontade e a ciência seriam incompletas e muitas vezes estéreis.
O amor ilumina-as, fecunda-as, centuplica-lhes os recursos. Não se trata aqui do amor que contempla sem agir, mas do que se aplica a espalhar o bem e a verdade pelo mundo. A vida terrestre é um conflito entre as forças do bem e do mal. O dever de toda alma viril é tomar parte, trazer-lhe todos os seus impulsos, todos seus meios de ação, lutar pelos outros, por todos aqueles que se agitam ainda na via escura.
Amemos pois com todo o poder do nosso coração; amemos até ao sacrifício como Jesus amou a humanidade, e todos aqueles que nos rodeiam receberão nossa influencia, sentir-se-ão nascer para nova vida.
Homem procura em volta de ti as chagas a pensar, os males a curar, as aflições a consolar. Alarga as inteligências, guia os corações transviados, associa as forças e os Espíritos, trabalha para ser edificada a alta cidade de paz e de harmonia que será a cidade de amor, a Cidade de Deus!
Ilumina, levanta, purifica! Que importa que se riam de ti! Que importa que a ingratidão e a maldade se levantem na tua frente! Aquele que ama não recua por tão pouca coisa; ainda que colha espinhos, continua sua obra, porque esse é seu dever, sabe que a abnegação o engrandece.
O próprio sacrifício também tem suas alegrias; feito com amor, transforma as lágrimas em sorrisos, faz nascer em nós alegrias desconhecidas do egoísta e do mau. Para aquele que sabe amar, as coisas ,mais vulgares são de interesse; tudo parece iluminar-se; mil sensações novas despertam nele.
São necessários à Sabedoria e à Ciência longos esforços, lenta e penosa ascensão para conduzir-nos às altas regiões do pensamento. O Amor e o sacrifício lá chegam de um só pulo, com um único bater de asas. Na sua impulsão conquistam a paciência, a coragem, a benevolência, todas as virtudes fortes e suaves. O Amor depura a inteligência, põe a larga o coração e é pela soma de Amor acumulada em nós que podemos avaliar o caminho que temos andado para Deus.
A todas as interrogações do homem, a suas hesitações, a seus temores, a suas blasfêmias, uma voz grande, poderosa e misteriosa responde:
- APRENDE A AMAR!
O Amor é o resumo de tudo, o fim de tudo. Dessa maneira, desdobra-se e estende-se sem cessar sobre o Universo a imensa rede de Amor tecida de luz e ouro. Amar é o segredo da felicidade. Com uma só palavra o Amor resolve todos os problemas, dissipa todas as obscuridades. O Amor salvará o mundo, seu calor fará derreter os gelos da dúvida, do egoísmo, do ódio; enternecerá os corações mais duros, mais refratários.
Mesmo em seus magníficos derivados, o Amor é sempre um esforço para a beleza. Nem sequer o Amor sexual, o do homem e da mulher, deixa, por mais material que pareça, de poder aureolar-se de ideal e poesia, de perder todo o caráter vulgar, se, de mistura com ele, houver um sentimento de estética e um pensamento superior. E isso depende principalmente da mulher. Àquela que ama, sente e vê coisas que o homem não pode conhecer, possui em seu coração inexauríveis reservas de Amor, uma espécie de intuição que pode dar idéia do Amor Eterno.
A mulher é sempre, de qualquer modo, irmã do mistério e a parte do seu ser que toca o infinito parece ter mais extensão do que no homem. Quando o homem responde como a mulher aos apelos do invisível, quando seu Amor é isento de todo desejo brutal, se não fazem mais do que um pelo Espírito como pelo corpo, então no abraço desses dois seres que se penetram, se completam para transmitir a vida, passará como um relâmpago, o reflexo de mais altas felicidades entrevistas.
São todavia passageiras e misturadas de amarguras as alegrias do Amor terrestre; não andam desacompanhadas de decepções, retrocessos e quedas. Somente Deus é o Amor na sua plenitude, é o braseiro ardente e, ao mesmo tempo, o abismo de pensamento e luz, donde dimanam e para quem ascendem eternamente os quentes eflúvios de todos os astros, as ternuras apaixonadas de todos os corações de mulheres, de mães, de esposas, de afeições viris de todos os corações de homens. Deus gera e chama o Amor, porque é a beleza infinita, perfeita, e é propriedade da beleza provocar o Amor.
Quem, pois, num dia de verão, quando o sol irradia, quando a imensa cúpula azulada se desenrola sobre nossas cabeças e dos prados e bosques, dos montes e do mar sobem a adoração, a prece muda dos seres e das coisas, quem, pois , deixará de sentir as radiações de Amor que enchem o Infinito?
Tentai a experiência! Abri o vosso ser interno, abri as janelas da prisão do Espírito aos eflúvios da Vida Universal e, de súbito, essa prisão encher-se-á de claridades, de melodias; um mundo todo de luz penetrará em vós. Vosso Espírito arrebatado conhecerá êxtases, felicidades que não se podem descrever; compreenderá que há em seu derredor um oceano de Amor, de força e de Vida Divina no qual ele será imerso e que lhe basta querer para ser banhado por suas água regeneradoras. Sentirá no Universo um Poder soberano e maravilhoso que nos ama, nos envolve, nos sustenta, que vela sobre nós como o avarento sobre a jóia preciosa, e, invocando-o, dirigindo-lhe um apelo ardente, será logo penetrado de sua presença e de seu Amor.
Estas coisas se sentem e exprimem dificilmente; só as podem compreender aqueles que as saborearam. Mas todos podem chegar a conhecê-las, a possuí-las, despertando o que há em si de divino. Não há homem, por mais perverso, por pior que seja, que numa hora de abandono e sofrimento, não veja abrir-se uma fresta por onde um pouco de claridade das coisas superiores e um pouco de Amor se filtrem até ele.
Basta ter experimentado uma vez só estas impressões para não esquecer mais. E quando chega o declínio da vida com suas desilusões, quando as sombras crepusculares se acumulam sobre nós, então estas poderosas sensações acordam com a memória de todas as alegrias sentidas, e a lembrança das horas em que verdadeiramente amamos cai como um delicioso orvalho sobre nossos Espíritos dissecados pelo vento áspero das provações e da dor.
Amemos uns aos outros irmãos!
Bibliografia: O Problema do Ser do Destino e da Dor
                      Léon Denis.

O CRITÉRIO DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS
"Antes de voltar a escrever, coloco alguns dados sobre LEON DENIS, patrono da casa que freqüento, em Bento Ribeiro-RJ, e autor de livros maravilhosos entre os quais destaco: DEPOIS DA MORTE, NO INVISÍVEL, O PROBLEMA DO SER DO DESTINO E DA DOR e O GRANDE ENIGMA.
Nasceu em Foug-França em 1846, autodidata conheceu o Espiritismo ao ler o "Livro dos Espíritos" de Allan Kardec em 1864. Era conhecido como o "Látego do Espiritismo" pelo conhecimento que adquiriu da doutrina e pela facilidade de expressão que intimidava detratores e opositores do espiritismo. “Adquiram seus livros e entreguem-se ao conhecimento e a força da fé com que ele escreve e a forma poética e emocionante de abordar os temas.”
Agora vamos falar a cerca do Critério da Doutrina dos Espíritos. 
O Espiritismo não dogmatiza, não é uma seita nem uma ortodoxia, é uma filosofia e uma doutrina viva, patente a todos os Espíritos livres e que progride por evolução. Não faz imposições de ordem alguma, propõe, e o que propõe apoia-se em fatos, experiências e provas morais; não exclui nenhuma das outras crenças, mas se eleva acima delas e abraça-as numa fórmula mais vasta, numa expressão mais elevada e extensa da verdade.
As Inteligências Superiores abrem-nos os caminhos, revelam os princípios eternos que cada um de nós adota e assimila, na medida de sua compreensão, consoante ao grau de desenvolvimento atingido pelas faculdades de cada um, na sucessão de suas vidas.
Em geral, a unidade de doutrina é obtida unicamente à custa da submissão cega e passiva a um conjunto de fórmulas fixadas em moldes inflexíveis. É a petrificação do pensamento, o divórcio da Religião e da Ciência, a qual não pode passar sem movimento e liberdade
Esta imobilidade, esta inflexibilidade dos dogmas priva a Religião de todos os benefícios do movimento social e da evolução do pensamento. Considerando-se como a única crença boa e verdadeira, chega ao ponto de proscrever tudo o que está fora dela e empareda-se assim numa tumba, para dentro da qual, quisera arrastar consigo a vida intelectual e o gênio das raças humanas.
O que o Espiritismo mais preza é evitar as funestas conseqüências da ortodoxia. A sua revelação é uma exposição livre e sincera de doutrinas, que nada tem de imutáveis, mas que constituem um novo estágio no caminho da Verdade Eterna e Infinita. Cada um tem o direito de analisar-lhe os princípios, que apenas são sancionados pela consciência e pela razão. Mas, adotando-os, deve cada um conformar com eles a sua vida e cumprir o que deles derivam. Quem a eles se esquiva, não pode ser considerado como adepto verdadeiro.
Allan Kardec pos-nos sempre de sobreaviso contra o dogmatismo e o espírito de seita; recomenda-nos sem cessar, nas suas obras, que não deixemos cristalizar o Espiritismo e evitemos os métodos nefastos. Não mais dogmas, não mais mistérios, abramos o entendimento a todos os sopros do Espírito, bebamos em todas as fontes do passado e do presente. Digamos que em todas as doutrinas há parcelas de verdade; nenhuma, porém, a encerra completamente, porque a verdade, em sua plenitude, é mais vasta do que o espírito humano.
Dia virá em que todos hão de compreender que não há antítese entre a Ciência e a verdadeira Religião, há apenas mal entendidos. A antítese se dá entre a Ciência e a Ortodoxia, o que nos é provado pelas recentes descobertas da Ciência, que nos aproximam sensivelmente das doutrinas sagradas do Oriente e da Gália, no que diz respeito à unidade do mundo e à evolução da vida. Por isso é que podemos afirmar que, prosseguindo a sua marcha paralela na grande estrada dos séculos, a Ciência será a análise; a religião virá a ser a síntese. Nela serão unidos o mundo dos fatos e o das causas, os dois termos da inteligência humana vincular-se-ão, rasgar-se-á o véu do invisível; a Obra Divina aparecerá a todos os olhares em seu majestoso esplendor!
 As alusões feitas as doutrinas antigas poderiam levantar outra objeção:
-"Não são, pois inteiramente novos, os ensinamentos do Espiritismo?
Não, sem dúvida, em todos os tempos da humanidade tem ocorrido relâmpagos, o pensamento em marcha tem sido iluminado por lampejos, e as verdades necessárias tem aparecido aos sábios e aos investigadores. Os homens de gênio, do mesmo modo que os sensitivos e videntes tem recebido sempre do Além, revelações apropriadas às necessidades da evolução humana.
É pouco provável que os primeiros homens pudessem ter chegado espontaneamente e só com o auxílio dos próprios recursos mentais, a noção de Leis e a mesmo as primeiras formas de civilização. Consciente ou não, a comunhão entre a Terra e o Espaço tem existido sempre.
Por isso, tornaríamos a encontrar nas doutrinas do passado a maior parte dos princípios que o ensino dos Espíritos de novo trouxe a luz.
De resto esses princípios reservados a minoria, não haviam penetrado até a alma das multidões. Essas revelações produziam-se, de preferência, sob a forma de comunicações insuladas que apresentavam caráter esporádico, as quais eram, as mais das vezes, consideradas como milagrosas; mas, volvidos vinte ou trinta séculos de trabalho lento e gestação silenciosa, o Espírito crítico desenvolveu-se e a razão elevou-se até ao conceito de Leis Superiores. Esses fenômenos, com o ensino que lhes é conexo, reaparecem, generalizam-se, vem guiar as sociedades restantes na árdua via do progresso.
É sempre nas horas turvas da História que as grandes concepções sintéticas se formam no seio da Humanidade. Então, as religiões decrépitas, com as vozes enfraquecidas pela idade, e as filosofias com a sua linguagem abstrata, já não são o bastante para consolar os aflitos, levantar ânimos abatidos, arrastar as almas para os altos cimos. Todavia ainda há nelas muita força latente que podem ser reavivadas.
Por isso o Espiritismo não compartilha das opiniões de certos teóricos que, neste domínio, cuidam mais de demolir do que restaurar. Seria um erro. Há distinções a fazer na herança do passado e mesmo nas religiões esotéricas criadas para Espíritos infantis, as quais correspondem todas as necessidades de certa categoria de almas.
Esta obra de discriminação, de seleção, de renovação, quem a poderia executar? Apesar dos avisos imperiosos da hora presente, apesar da decadência moral do nosso tempo, nem no santuário nem nas cátedras acadêmicas se tem elevado uma voz autorizada para dizer as palavras fortes e graves que o mundo esperava.
Só do Alto é que podia vir o impulso. Veio. Todos aqueles que tem estudado o passado, com atenção, sabem que há um plano no drama dos séculos. O Pensamento Divino manifesta-se de maneiras diferentes e a revelação é graduada de mil modos, conforme a exigência das sociedades. Foi por isso que, havendo soado a hora da nova dispensação, o Mundo Invisível saiu do seu silencio. Por toda a Terra, afluíram as unificações de além túmulo, trazendo os elementos de uma Doutrina em que se reúnem e se fundem as Filosofias e as Religiões de duas humanidades. O escopo do Espiritismo não é destruir, mas unificar e completar, renovando. Vem separar, no domínio das crenças, o que tem vida do que está finito. Recolhe e ajunta, dos numerosos sistemas em que até o presente se tem encerrado a consciência da Humanidade, as verdades relativas que eles contém, para juntá-las as verdades de ordem geral que proclama. Em resumo, o Espiritismo vincula a alma humana, ainda incerta e débil, as asas poderosas dos largos espaços e, por este meio, eleva-a a alturas de onde pode abranger a vasta harmonia das Leis e dos Mundos e obter, ao mesmo tempo, visão clara do seu destino.
Esse destino se encontra incomparavelmente superior a tudo que lhe haviam segredado as Doutrinas da Idade Média e as teorias de outro tempo. É um futuro de imensa evolução que para ela se abre e que continua de esferas em esferas, de claridades em claridades para um fim cada vez mais belo, cada vez mais iluminado pelos raios da Justiça e do Amor.
Paz e Luz irmãos.
Bibliografia: O Problema do Ser do Destino e da Dor - Léon Denis

"De pé sobre a Terra, meu sustentáculo, minha nutriz e minha mãe, elevo o meu olhar para o infinito, sinto-me envolvido na imensa comunhão da vida. Os eflúvios da Alma Universal penetram em mim e fazem vibrar o meu pensamento e meu coração.
Forças poderosas me sustentam, avivam em mim a existência. Por toda parte onde minha vista se estende, por toda parte onde minha inteligência alcança, vejo, distingo, contemplo a grande harmonia que rege os seres e, através de caminhos diversos, guia-os para um objetivo único e sublime. Por toda parte, vejo irradiar a bondade, o amor, a justiça.
Ó meu Deus! Ó meu Pai!
Fonte de toda sabedoria e de todo amor, Espírito Supremo cujo nome é Luz, ofereço-Te minhas louvações e minhas aspirações!
Que elas subam à Ti como perfume de flores, como os odores inebriantes dos bosques sobem para o Céu.
Ajuda-me a avançar no caminho sagrado do conhecimento, para uma compreensão mais elevada de Tuas Leis, a fim de que se desenvolva em mim mais simpatia, mais amor pela grande família humana.
Pois sei que, através do meu aperfeiçoamento moral, através da aplicação ativa em torno de mim e em proveito de todos, da caridade e da bondade, aproximar-me-ei de Ti e merecerei conhecer-Te melhor, comunicar-me mais intimamente contigo na grande harmonia dos seres e das coisas.
Ajuda-me a libertar-me da vida material, a compreender, a sentir o que é a Vida Superior, a Vida Infinita.
Dissipa a escuridão que me envolve, deposita em minh'alma uma centelha desse Fogo Divino que reaquece e abrasa os Espíritos das Esferas Celestes.
Que Tua luz suave e, com ela, os sentimentos de concórdia e de paz se espalhem sobre todos os seres!"
"Semper Ascendis"
Bibliografia: O Grande Enigma - Léon Denis

ALGUMAS LINHAS
Irmãos que vão percorrer estas linhas, elevai vossos pensamentos e resoluções à altura das tarefas que vos tocam. As vias para o Infinito abrem-se semeadas de maravilhas inexauríveis diante de vós.
A qualquer ponto que o vôo vos leve, aí vos aguardam objetos de estudo com mananciais inesgotáveis de alegrias e deslumbramentos. Por toda a parte, e sempre, horizontes inimagináveis suceder-se-ão aos horizontes percorridos.
Tudo é beleza na Obra Divina! Reservado vos está, em vossa ascensão, apreciar os inumeráveis aspectos risonhos ou terríveis, desde o desabrochar da flor delicada até os astros rutilantes, assistir às eclosões dos mundos e das humanidades; sentireis ao mesmo tempo, desenvolver-se vossa compreensão das coisas celestiais e aumentar vosso desejo de penetrar no Divino, de mergulhar em Sua Luz, em seu Amor, em Deus, nossa origem, nossa essência, nossa vida!
A inteligência humana não pode descrever os futuros que pressente, as ascensões que entreve. Nosso Espírito, encerrado num corpo de argila, nos laços de um organismo perecível, não pode encontrar nele os recursos necessários para exprimir estes esplendores; a expressão ficará sempre aquém das realidades. A alma, em suas intuições profundas, tem a sensação das coisas infinitas de que ela participa e as quais aspira.
Seu destino é vive-las e gozá-las cada vez mais. Mas em vão procuraria exprimi-las com o balbuciar da fraca linguagem humana, debalde se esforçaria para traduzir as coisas eternas na linguagem da Terra. A palavra é impotente, mas a consciência evolvida percebe as radiações sutis da vida superior.
Dia virá em que a alma engrandecida dominará o tempo e o espaço. Um século não será para ela mais do que um instante de duração e, num lampejo do seu pensamento, transporá os abismos dos Céus. Seu organismo sutil, apurado em milhares de vidas, há de vibrar a todos os sopros, a todas as vozes, a todos os apelos da imensidade. Sua memória mergulhará nas idades extintas; poderá reviver à vontade tudo o que tiver vivido, chamar a si as almas queridas que compartilharam de suas alegrias e de suas dores, e juntar-se a elas.
Porque todas as afeições do passado se encontram e se ligam na vida do espaço, contraem-se novas amizades e, de camada em camada, uma comunhão mais forte reúne os seres numa unidade de vida, de sentimento e de ação.
Crê, ama, espera, homem, meu irmão, depois....exerce tua atividade! Aplica-te a fazer passar para tua obra os reflexos e as esperanças de teu pensamento, as aspirações de teu coração, as alegrias e as certezas de tua alma imortal. Comunica tua fé às Inteligencias que te cercam e participam de tua vida, a fim de que te secundem na tua tarefa e de que, por toda a Terra, um esforço poderoso erga o fardo das opressões materiais, triunfe das paixões grosseiras, abra larga saída aos vôos do Espírito.
Uma ciência nova e restaurada, não a ciência dos preconceitos das práticas rotineiras dos métodos acanhados e envelhecidos, mas uma ciência aberta a todas as pesquisas a todas investigações, a Ciência do Invisível e do Além não tardará a vir fecundar o ensino, esclarecer o destino, fortificar a consciência. A fé na sobrevivência crescerá sob as mais belas formas, firmadas na rocha da experiência e desafiando toda crítica. Uma arte mais idealista e pura, imagem da vida radiosa, reflexo entrevisto do Céu, virá vivificar o Espírito e os sentidos.
Sucederá o mesmo com as religiões, com as crenças, com os sistemas. No vôo do pensamento para elevar-se das verdades relativas às de ordem superior; elas chegam a aproximar-se, a juntar-se, a fundir-se para fazer das múltiplas crenças do passado, hostis ou mortais, uma fé viva que há de reunir a humanidade num mesmo impulso de adoração e prece.
É mister que a atividade humana se dirija com mais intensidade para os caminhos do Espírito. Depois da humanidade física, é indispensável criar a humanidade moral; depois dos corpos as almas! O homem está vitorioso do mundo visível; as aberturas praticadas no Universo físico são imensas; resta-lhe conquistar o mundo interior, conhecer sua própria natureza e o segredo de seu esplendido porvir. Não discutas, pois, mas trabalha. A discussão é vã estéril é a crítica. Mas a obra pode ser grandiosa, se consistir em engrandeceres à ti mesmo, engrandecendo os outros, em fazeres o teu ser melhor e mais belo. Porque não deves esquecer que para ti trabalhas, trabalhando para todos, associando-te à tarefa comum.
O Universo, como tua alma, renova-se, perpetua-se, embeleza-se sem cessar pelo trabalho e pela reciprocidade. Deus aperfeiçoando Sua obra, goza dela como tu gozas da tua, embelezando-a. Tua obra mais bela é tu mesmo. Com teus esforços constantes podes fazer de tua inteligência, de tua consciência, uma obra admirável de que gozarás indefinidamente. Cada uma de tuas vidas é um cadinho fecundo do qual deves sair apto para tarefas, para missões cada vez mais altas, apropriadas as tuas forças e cada uma das quais será tua recompensa e tua alegria. Assim, com tuas mãos, irás, dia a dia, moldando teu destino. Renascerás nas formas que teus desejos constroem, que tuas obras geram, até que teus desejos e apelos tenham preparado formas e organismos superiores aos da Terra. Renascerás nos meios que preferes junto aos seres queridos, que já estiveram associados as tuas vidas e que viverão contigo e para ti, como tu reviverás com eles e para eles. Terminada que seja tua evolução terrestre, quando tuas faculdades e tuas forças chegarem a um grau de suficiente capacidade, quando tiveres esvaziado a taça dos sofrimentos, das amarguras e das felicidades que este mundo nos oferece, subirás então com teus amados para mundos mais belos, mundos de paz e harmonia.
Volvidos ao pó teus últimos despojos terrestres, chegada as regiões espirituais tua essência purificada, tua memória e tua obra hão de amparar ainda os homens, teus irmãos, em suas lutas, suas provações, e poderás dizer com a alegria de uma consciência tranqüila:
"MINHA PASSAGEM NA TERRA NÃO FOI ESTÉRIL, NÃO FORAM VÃOS MEUS ESFORÇOS!"
Paz e Luz irmãos.
Bibliografia; O problema do ser do destino e da dor - Leon Denis

POTENCIAS DA ALMA - A VONTADE
A Vontade é a maior de todas as potencias da alma; sua ação é comparável a um imã poderoso. A Vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai para nós recursos vitais; e este é o segredo da Lei de Evolução. A Vontade pode atuar com intensidade sobre o corpo fluídico, ativar-lhe as vibrações e, dessa forma, torná-lo cada vez mais apropriado para elevadas sensações, para o mais alto grau de existência.
O princípio de evolução não está na matéria e sim na Vontade, cuja ação tanto se estende à ordem invisível das coisas como a visível e material. Esta é simplesmente a conseqüência daquela. O princípio superior, o motor da existência, é a Vontade. A Vontade Divina é o Supremo Motor da Vida Universal.
O que importa, acima de tudo, é compreender que podemos realizar tudo no domínio psíquico; nenhuma força fica estéril quando se a exerce de maneira constante com vistas a alcançar uma meta conforme ao Direito e à Justiça.
É o que ocorre com a Vontade, ela pode agir tanto durante no sono como no estado de vigília, porque para a alma valorosa que para si mesma estabeleceu um objetivo, procura-a com tenacidade em ambas as fases da vida e determina assim uma corrente poderosa que mina lenta e silenciosamente todos os obstáculos.
Com a preservação ocorre o mesmo que com a ação. A Vontade, a confiança e o otimismo são outras tantas forças preservadoras contra toda causa de desassossego ou perturbação, interna ou externa. Bastam as vezes, por si só para desviar o mal; ao passo que o desanimo, o medo e o mau-humor nos desarmam e nos entregam a ele, sem defesa. Pela Vontade criadora dos Grandes Espíritos, e, acima de tudo, do Espírito Divino, uma vida repleta de maravilhas desenvolve e estende, de degrau em degrau, até ao infinito, vida incomparavelmente superior a todas maravilhas criadas pela alma humana e tanto mais perfeita quanto mais se aproxima de Deus.
Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, talvez ficasse deslumbrado e, em vez de se julgar fraco e temer o futuro, compreenderia a sua força, sentiria que ele próprio pode criar esse futuro. Cada espírito é um foco de vibrações que a Vontade põe em movimento. Uma sociedade é um agrupamento de vontades que, quando estão unidas, constituem centro de forças irresistíveis. As humanidades são focos mais poderosos ainda que vibram através da imensidade. Pela educação e exercício da vontade, certos povos chegam a resultados que parecem prodígios. A energia mental, a força de espírito dos japoneses, seu desprezo pela dor, sua impassibilidade diante da morte, causaram pasmo aos ocidentais. Também os hindus com o uso da "hatha-yoga" chegam a suprimir em si o sentimento da dor física.
Daí o contraste surpreendente entre as civilizações do oriente e do ocidente; a superioridade pertence a que abarca mais vasto horizonte e se inspira nas verdadeiras leis do Espírito e do futuro. A pressão constante do ocidente fez  os asiáticos a entrar na corrente dos progressos modernos, tal é o caso dos japoneses. Se o Japão arrastar consigo todo o extremo oriente, é possível que o eixo da dominação do mundo passe de uma raça para outra; hoje vemos a China crescendo e expandindo seu domínio no oriente, principalmente se a Europa persistir em não se interessar pelo que constitui o mais alto objetivo da vida humana e em contentar-se com um ideal inferior. Restringindo o campo de nossas observações à raça branca, aí vamos verificar que as nações de Vontade mais firme, mais tenaz, vão pouco a pouco tomando predomínio sobre as outras.
Querer é poder! O poder da vontade é ilimitado. O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços empenhados. Sabe que tudo o que de bem desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se, ou na vida atual ou na série de suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei Divina. E é assim que se confirmam as palavras divinas: "A fé transporta montanhas!".
Não é consolador e belo poder dizer: "Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades, edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim. Amparar-me-ei nelas, não deixarei que uma simples dúvida as empane por um instante sequer e, fazendo uso delas e com o auxílio de Deus e de meus irmãos do espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim; desapegar-me-ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o vôo para os mundos felizes. Vejo claramente o caminho que se desenrola e tenho que percorrer. Este caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim; mas, para guiar-me na Estrada Infinita, tenho um guia seguro; a compreensão da lei de vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me, a crer em mim e em Deus. Possuo, pois a chave de toda elevação e, na vida imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme e inabalável na Vontade de enobrecer-me e elevar-me-ei, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de todas as maravilhas do Cosmo.
Minha Vontade chama-me: "Para a frente, sempre para a frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!".
E com ela conquistarei a plenitude da existência, construirei para mim uma personalidade melhor, mais radiosa e amante. Saí para sempre do estado inferior do ser ignorante, inconsciente de seu valor e poder; afirmo-me na independência e dignidade de minha consciência e estendo a mão a todos os meus irmãos, dizendo-lhes:
Despertai do vosso pesado sono; rasgai o véu material que vos envolve, aprendei a conhecer-vos, a conhecer as potencias de vosso espírito e a utilizá-las. Todas as vozes da Natureza, todas as vozes do Espaço vos bradam: "Levantai-vos e marchai! Apressai-vos para a conquista de vossos destinos!".
A todos vós que vergais ao peso da vida, que julgando-vos sós e fracos vos entregais à tristeza, ao desespero ou que aspirais ao nada, venho dizer: "O nada não existe; a morte é um novo nascimento, um encaminhar para novas tarefas, novas colheitas; a vida é uma comunhão universal e eterna que liga Deus a todos os seus filhos".
A vós todos que vos credes gastos pelos sofrimentos e decepções, pobres seres aflitos, corações que o vento áspero das provações secou; Espíritos esmagados, dilacerados pela roda de ferro da adversidade, venho ainda dizer-vos:
"Não há alma que não possa renascer, fazendo brotar novas florescências. Basta-vos querer para sentirdes o despertar em vós de forças desconhecidas. Crede em vós, em novos rejuvenescimentos em novas vidas; crede em vossos destinos imortais. Crede em Deus, Sol dos Sóis, foco imenso do qual brilha em vós uma centelha que se pode converter em chama ardente e generosa!".
Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a sê-lo basta que o queira com energia e constância. A concepção mental do ser, elaborada na obscuridade das existências dolorosas, preparada pela vagarosa evolução das idades, expandir-se-á à luz das vidas superiores e todos conquistarão a magnífica individualidade que lhes está reservada.
Dirigi incessantemente vosso pensamento para essa verdade; que podeis vir a ser o que quiserdes, e sabei querer ser cada vez maiores e melhores; tal é a noção do progresso eterno e o meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da qual emanam todas as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado este domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer retardamentos nem quedas, nem doenças, nem a morte; tereis feito de vosso Eu inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade!
"Vós todos que vos queixais amargamente das decepções, das pequeninas misérias, das tribulações de que está semeada toda a existência e que vos sentis invadidos peo cansaço e pelo desanimo, se quereis novamente achar a resolução e a coragem perdidas, se quereis aprender a afrontar alegremente a adversidade, a suportar resignados a sorte que vos toca, lançai um olhar atento em derredor de vós!
Considerai as dores tantas vezes ignoradas dos pequenos, dos deserdados, os sofrimentos de milhares de seres que são homens como vós, considerai estas aflições sem conta, cegos privados do raio que guia e conforta, paralíticos impotentes, corpos que a existência torceu, quebrou, que padecem de males hereditários!
E os que carecem do necessário e sobre quem sopra glacial o inverno!
Pensai em todas essas vidas tristes, obscuras, miseráveis; comparai vossos males muitas vezes imaginários com as torturas dos vossos irmãos de dor, e, julgar-vos-ei menos infelizes, ganhareis paciência e coragem, e, de vosso coração descerá sobre todos os peregrinos da vida, que se arrastam acabrunhados no caminho árido, o sentimento de uma piedade sem limites e de um amor imenso:
"Semper Ascendis" / Leon Denis
Paz e Luz irmãos.
bibliografia: O problema do ser do destino e da dor (Leon Denis)

As religiões
As mais antigas de que temos conhecimento, vem do oriente, da China milenar, dos Celtas, do Egito e da Índia. Tinham em comum a crença em outras vidas. Em Fo-Hi, Lao-Tsé e Confucio (China), em Buda (Tibete), Maomet (Islã), Moisés (Galiléia) e na sabedoria dos Sastras (Vedas) que datam mais de 6 mil anos A.C., encontramos as lições de Jesus, na forma que era dada àqueles povos, e assim se espalharam as lições como se fossem Dele. Todas se referem ao Deus impersonificável e uno que é a essência de todo Universo. Houve ainda as coletividades que floresceram na América do Sul, então quase ligada a China pelas extensões da Lemúria e da América do Norte que se ligava à Atlântida, as quais desabrocharam e desapareceram no continente americano, de cujos cataclismos e arrasamentos ficaram expressões e construções dos Incas e dos Astecas. A China pelo seu isolamento guarda seus segredos e não facilita o conhecimento de suas tradições religiosas milenares e secretas. O Egito nos legou, nas pirâmides, através dos hieróglifos, a história de suas crenças religiosas que até os dias de hoje nos intrigam. Na Índia, aonde até hoje perdura a tradição das bênçãos obtidas nas águas sagradas do rio Ganges e que vive num sistema de Castas que divide e oprime o povo, sobretudo os mais pobres. O Islã, que é o maior agrupamento de fiéis e cujo líder Maomet que nascido pobre e humilde, perdeu o rumo após casar-se e experimentar os perigos do fausto. Mas todas elas tinham em comum a crença em outras vidas e que a volta ao orbe era necessária para que evoluíssem e se quitassem com a Lei. O Budismo crê na volta a vida em corpos de animais e vice-versa, o que se chama de Metempsicose. Como curiosidade sabemos que os Druidas (sacerdotes Celtas) tinham tanta certeza na volta a vida que contraiam dívidas a serem pagas em uma outra encarnação, e que Allan Kardec foi um sacerdote Druida, nome adotado por Hippolyte Leon Denizard Rivail, com o objetivo de que se adquirissem os livros do Pentateuco Espírita pelo seu conteúdo e não pelo seu nome de batismo, deveras famoso e conhecido. A Igreja Católica que reinou junto aos reis e imperadores e que detinha a hegemonia na época, por causa de erros e equívoca, viu essa influencia diminuir muito...  A criação do Papado no ano 607 por Bonifácio III contrapondo-se as disposições de humildade que deveriam reger a vida da Igreja,., A instauração do nefando Tribunal da Inquisição em 1231, o tristemente célebre "Livro das Taxas da Sagrada Chancelaria e da Sagrada Penitencia Apostólica" aonde se estipulava o preço da absolvição para todos os pecados, adultérios e para os crimes mais hediondos e a Declaração da Infalibilidade Papal em 1870. Tais rebaixamentos da dignidade eclesiástica ambientaram as pregações de Martinho Lutero e seus companheiros de apostolado. Debalde a "Dieta  de Worms" em 1521 condenou-o como herege, levando-o a refugiar-se em Wartburgo. Suas idéias libertárias acenderam novas luzes; o Protestantismo na Alemanha, o Calvinismo na França e Suíça, e na Escócia a Igreja Presbiteriana. Desses movimentos originou-se o chamado Evangelismo que toma como base o Livro da Bíblia, com traduções diversas e que defendem ser a Palavra de Deus. Mas será que Deus grandioso e onipotente pode estar contido num livro escrito a milhares de anos em línguas difíceis pela sua antiguidade e limitações ou será que nos fala através de todos os caracteres majestosos da Natureza, os Oceanos, as Montanhas, os Ventos e todos Astros do Céu? E de toda magnífica Natureza? Ainda como curiosidade e baseado no "Apocalipse de João" que fala sobre a "besta apocalíptica" cujo número cabalístico é 666 e que poderia falar grandezas e blasfêmias por 42 meses, examinando-se os símbolos da época, podemos tomar cada "mês" como sendo de "30 anos" em vez de "30 dias" obtendo-se deste modo um período de 1.260 anos, justamente o período compreendido entre os anos 610 e 1870 d.C. que, marcou o início do declínio da Igreja Romana, recorrendo aos algarismos romanos e sabendo-se que é o sumo pontífice da igreja quem usa os títulos: "VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS", "VICARIVS FILII DEI" e "DVX CLERI" que significam "VIGÁRIO GERAL DE DEUS NA TERRA", "VIGARIO DO FILHO DE DEUS" e "PRINCIPE DO CLERO", e com um pequeno exercício de paciência, somando os algarismos romanos contidos em cada título papal, chegaremos ao número 666?!?!?
O Espiritismo que se anuncia como o Consolador Prometido, vem, no justo tempo, RESTABELECER os ensinos de Jesus, explicando as parábolas e fazendo da Caridade sua pedra basilar. O Pentateuco Espírita, a saber: "O Livro dos Espíritos" (1857), "O Livro dos Médiuns" (1861), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (1866), "O Céu e O Inferno - Os Milagres e As Predições" (1867) e "A Gênese"  (1868), todos compilados e traduzidos pelo professor universitário, pedagogo e poliglota Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec). O fato de serem textos ditados por espíritos em diferentes partes do mundo, sem sombra de dúvidas, dá a todos autenticidade incontestável. Tem por lema e princípio o Amar à Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a si mesmo o que trás a Caridade, tem nos milhares de "médiuns" humildes divulgadores dos ensinos de Jesus, tudo sem pompa ou luxo, mas repleto de fé no Supremo Criador.

O princípio espiritual
A existência do princípio espiritual é um fato que, por assim dizer, não precisa de demostração do mesmo modo que o da existência do princípio material. É, de certa forma, uma verdade axiomática. Ele se afirma pelos seus efeitos, como a matéria pelos que lhe são próprios. Se todo efeito tem uma causa inteligente, não há distinção entre o movimento mecânico de um sino que o vento agite e o desse mesmo sino para dar um sinal ou um aviso atestando, só por isso, que obedece a um pensamento a uma intenção. Ora, não sendo possível a idéia de atribuir pensamento à matéria do sino, tem-se que concluir que o move uma inteligência à qual ele serve de instrumento para que ela se manifeste. Pela mesma razão, ninguém terá a idéia de atribuir pensamento ao corpo de um homem morto. Se, pois, vivo, o homem pensa, é que há nele alguma coisa que não há quando morto. A diferença que existe entre ele e o sino é que a inteligência, que faz com que se mova, está fora dele, ao passo que está no homem a que faz com que este obre.
O princípio espiritual é corolário da existência de Deus; sem esse princípio, Deus não teria razão de ser, uma vez que não se conceberia a soberana inteligência a reinar eternamente, unicamente sobre a matéria bruta, assim como não se conceberia um monarca a reinar sobre pedras. Por outro lado não se conceberia um Deus justo e bom, a criar seres inteligentes para lançá-los ao nada. Sem a sobrevivência do ser pensante, os sofrimentos da vida, seriam da parte de Deus, uma crueldade sem objetivo. Eis porque o materialismo e o ateísmo são corolários um do outro; negando o efeito, não podem eles admitir a causa. O materialismo é, pois, conseqüente consigo mesmo, embora não o seja com a razão. É inata no homem a idéia da perpetuidade do ser espiritual; essa idéia se acha nele em estado de intuição e de aspiração. O homem compreende que somente aí está a compensação às misérias da vida. Essa a razão por que sempre houve e haverá cada vez mais espiritualistas e devotos do que ateus. À idéia intuitiva e a força do raciocínio o Espiritismo junta a sanção dos fatos, a prova material da existência do ser espiritual, da sua sobrevivência, da sua imortalidade e da sua individualidade. Torna precisa e define o que àquela idéia tinha de vago e abstrato. Mostra o ser inteligente a atuar fora da matéria, quer depois, quer durante a vida do corpo. São a mesma coisa os dois princípios? Partindo da observação dos fatos diremos que, se o princípio vital fosse inseparável do princípio inteligente, haveria certa razão para que os confundíssemos. Mas havendo, como há, seres que vivem e não pensam, quais as plantas, corpos humanos que ainda se revelam animados de vida orgânica quando já não há mais manifestação de pensamento; uma vez que no ser vivo se produzem movimentos vitais independentes de intervenção da vontade; que durante o sono a vida orgânica se conserva em plena atividade, enquanto que a vida intelectual por nenhum sinal exterior se manifesta, é cabível se admita que a vida orgânica reside num princípio inerente à matéria, independente da vida espiritual, que é inerente ao Espírito. Ora desde que a matéria tem uma vitalidade independente da matéria, evidente se torna que essa dupla vitalidade repousa em dois princípios diferentes.
Admitido o Ser Espiritual e não podendo ele proceder da matéria, qual sua origem? Qual seu ponto de partida? Aqui falecem os meios de investigação, como tudo que diz respeito a origem das coisas. O homem pode apenas comprovar o que existe, a cerca de tudo o mais; apenas lhe é dado formular hipóteses e, quer porque esse conhecimento esteja fora do alcance da sua inteligência atual, quer porque lhe seja inútil ou prejudicial, Deus não lho outorga, nem mesmo pela revelação.
Ao mesmo tempo que criou desde toda eternidade, mundos materiais, Deus há criado, desde toda eternidade, seres espirituais. Se assim não fora os mundos materiais careceriam de finalidade. Progredir é a condição normal dos seres espirituais e a perfeição relativa o fim que lhes cumpre alcançar.
Antes que existisse a Terra, mundos sem conta haviam se sucedido e, quando nosso atual planeta, saiu do caos dos elementos, o espaço estava povoado de seres espirituais em diversos graus de adiantamento, desde os que surgiam para a vida até os que pelos longos rolar dos tempos tomaram lugar entre os puros espíritos.
Nas noites de céu limpo, olhai para o alto irmãos e vejam e imaginem a miríade de mundos habitados, regidos pela sabedoria e onipotência de Deus!
Paz e Luz

Vamos falar sobre espiritualidade e espiritismo
Todas as crenças, doutrinas ou religiões que admitem vida após a morte, seja de qual forma for, são espiritualistas. Aqui se elencam espiritismo, seicho-no-ie, igreja messiânica, budismo, islamismo, umbanda, candomblé, etc. O espiritismo cristão, termo usado por Allan Kardec para designar a doutrina por ele codificada, aceita, segue e explica tudo o que Jesus falou, muitas das vezes por parábolas, o que o fez anunciar, após Sua partida, a vinda de um Consolador, que iria explicar e RESTABELECER tudo o que Ele havia dito, muitas das vezes de forma velada. Ele não anunciava nenhum novo ensinamento, nenhuma nova Lei, apenas falava em RESTABELECER e reavivar Seus ensinamentos. Ao espiritismo não importa se Ele nasceu em uma manjedoura, se Maria o concebeu por obra e graça do Espírito Santo, se era louro de olhos azuis (pouco provável) ou de traços muçulmanos; o espiritismo apenas se preocupa em apreender Seus ensinamentos, explicar Suas parábolas e em seguir e ensinar Sua Moral e principalmente adotar o lema: - "Fora da caridade não há salvação". “Após um estudo demorado e despido de fanatismos, aprendemos e entendemos melhor os significados de: “dai de graça o que de graça recebestes”, “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, o espírito sopra em todos os lugares e ouves a sua voz”, "a casa de meu Pai tem muitas moradas", "todo àquele que não nascer de novo não entrará no reino de Deus", “entrai pela porta estreita por que largo é o caminho que leva a perdição" etc.
Não, o espiritismo não é a religião do futuro e sim, o futuro de todas as religiões, no Evangelho segundo o espiritismo, em suas primeiras linhas está escrito: - "o espiritismo desde já declara que não faz milagres", por que milagre, em termos teológicos, é uma derrogação da Lei Natural que é a Lei de Deus, e seria muito pouco inteligente acreditar que o Criador outorgaria a seres humanos, falhos, o poder de mudar o curso de Suas Leis; e isso é seguido por todos que levam a sério o estudo do espiritismo e o praticam de modo correto. Existem erros e falhas? Sim, pois os que o dirigem, felizmente uma minoria, são seres humanos, e como tal falhos, seja por vaidade ou egoísmo que o espiritismo coloca como as maiores chagas do ser humano. Vivemos num planeta de provas e expiações e os que infringem a Lei são duplamente culpados por já terem conhecimento do caminho a seguir. Existem milhares de casas espíritas, todas simples e sem ostentações, todas empenhadas em difundir o ensino de Jesus e praticar a caridade. Confundir Umbanda com Espiritismo é comum e muito explorado por àqueles que temem a força da caridade que o espiritismo pratica, falam em "despachos" e "macumba" (que é apenas um tambor usado nos rituais de Umbanda) e assim tentam desvirtuar o verdadeiro caminho que o Espiritismo segue e mostra. Nada de ataques a nenhuma crença ou religião, nada de ameaças ou de sinonismos com a figura fictícia de satanás, nada de promessas de salvação (???) ou de passaporte garantido para um paraíso igualmente fictício, apenas exortações a que se cumpra a Lei, pratiquemos a caridade e aprendamos a seguir os ensinamentos do Mestre. Nada de templos suntuosos ou de caros programas de televisão para divulgar Suas palavras, nada de salários (?!?) para levar as pessoas do povo o ensino de Jesus, apenas homens e mulheres simples e despidos de qualquer pompa ensinando a prática da caridade, levando com suavidade e fé a palavra do Senhor Jesus. Existem curas? São produtos da FÉ do doente em Deus, orações convidam a crer no Criador e em Jesus, espírito mais puro que foi dado ao homem conhecer, coloque em seus corações e em suas mentes a FÉ, sem enfeites, sem gritos, sem mitos de inferno ou satanás, Ele veio a nós para implantar a FÉ, e falou:- "Eu não vim destruir a Lei, vim fazê-la cumprir, Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim". Amem a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos, simples, direto e fácil de entender.
Paz e Luz irmãos!

CRIACIONISMO x EVOLUCIONISMO
Ponto de divergência entre religiões, a origem do ser humano verte por duas correntes, as quais vamos abordar.
As que negam a vida após a morte defendem o Criacionismo segundo o qual somos criados por Deus no momento do nascimento. Assim o ser tem apenas o tempo de vida, que pode ser curta ou não, para se desenvolver moral e intelectualmente, criar laços de família e se integrar ao progresso incessante e os avanços da ciência de um modo geral. Segundo a tese, somos criados no momento do nascimento, ou será na concepção (????); a explicação se faz necessária, pois não podemos viver no mundo da fantasia e do fantástico; sabemos que o corpo é gestado durante nove meses, fruto de um processo meramente humano, mas e o Espírito que irá animar àquele corpo? Tem um passado? Se sim, não nasce, mas reencarna; se não, de onde vem os laços de família? De onde vem lembranças que por vezes nos surpreendem? É preciso achar respostas. Àqueles que defendem o Criacionismo baseiam suas afirmações na bíblia e dizem que se ali está escrito assim tem que ser, não precisa entender, apenas aceitar... (???). Mas somos seres dotados de inteligência, discernimento e livre arbítrio e crer e aceitar que de apenas um homem, Adão, descende toda a população do globo terrestre é querer ser muito néscio; e a diversidade de raças, cultura, cor, como surgiram?
A evolução cada vez mais rápida de nossas crianças, que em curto espaço de tempo se integram a marcha da ciência, se adaptando com facilidade aos mais modernos avanços; falam e andam mais cedo, se adequam aos progressos da informática com imensa facilidade e evoluem física e intelectualmente aos nossos olhos. Nossas origens? Nosso passado? Somos Evolução e seguiremos evoluindo seguindo as leis da natureza e fazendo cumprir a assertiva:-"somos cri8ados simples e ignorantes mas destinados a perfeição";
O Evolucionismo segue as leis da natureza e da ciência, tudo evolui a nossa volta, animais, vegetais seguem em marcha de progresso, descobrem-se progressivamente novas maravilhas da natureza, a ciência, sempre com a permissão do Criador, descobre sem cessar novas espécies, novos astros nos céus e é preciso sempre lembrar a declaração de Alan Kardec :- "Se a ciência um dia provar que nossa crença está errada, refazeremos o que estiver em desacordo." Por ora tudo o que a doutrina espírita pregou e anunciou foi comprovado, no devido tempo, pela ciência. Atentemos para as palavras de Jesus:- "Que vejam os que tem olhos de ver, que ouçam os que tem ouvidos de ouvir."; Trazemos em nós um arquivo mental que está junto ao perispírito (laço entre o corpo e o espírito) a fim de que nossos conhecimentos não se percam na poeira dois tempos. Ao ser preparado para reencarnar, o espírito passa por um esquecimento, que é aonde se manifesta a bondade e a justiça de Deus, a fim de que o novo ser possa se quitar com a Lei e corrigir erros passados, sem ser oprimido e sufocado por erros antes cometidos, uma intuição o guia para o caminho do bem, e se perde a rota e volta a errar será preciso novo retorno, até que se quite totalmente com a lei; assim evoluímos e nos dirigimos à Deus. Paz e Luz irmãos.
Sempre que se nos ofereça o mínimo ensejo de nos tornarmos úteis e prestativos e o deixamos de ser, há de nossa parte mau cálculo, porquanto todo bem, todo mal feito remontam à sua origem com os seus efeitos.
"Fora da caridade não há salvação", tal é o preceito por excelência da moral espírita. O sofrimento, onde quer que se manifeste, deve encontrar corações compassivos prontos a socorrer e consolar. A caridade é a mais bela das virtudes, só ela dá acesso aos mundos felizes. Muitas pessoas para quem a vida foi rude e difícil tremem com a perspectiva de a renovarem indefinidamente. Esta longa e penosa ascensão através dos tempos e dos mundos apavora àqueles que contam com um descanso imediato e uma felicidade sem fim. A concepção católica era mais sedutora para as almas tímidas, para os espíritos indolentes, que, segundo ela, poucos esforços tinham a fazer para alcançar a salvação ou segundo outras concepções bastasse receber Jesus no coração para que as faltas fossem apagadas. E o ressarcimento com a Lei? E os que foram prejudicados, humilhados e até mesmo mortos? A verdade porém está acima de tudo! Aqui, portanto, não estão em jogo nossas conveniências pessoais; A Lei, agrade ou não, é a Lei! A morte não pode transformar um Espírito inferior em elevado. Somos nessa ou na outra vida o que nós fizermos, intelectual e moralmente. Há quem diga entretanto que só almas perfeitas penetrarão nos reinos celestes, e por outro lado restringem os meios de aperfeiçoamento a uma vida efêmera. Pode alguém vencer suas paixões, modificar seu caráter em uma única existência? Se alguns o tem conseguido que pensar da multidão dos seres ignorantes e viciosos que povoam nosso planeta? Onde encontrarão também os que se tornaram culpados de grandes crimes as condições necessárias à reparação? Se não fosse nas reencarnações ulteriores, tornaríamos forçosamente a cair no labirinto do inferno, mas, um inferno perpétuo é tão impossível como um paraíso eterno, porque não há ato, por mais louvável nem crime por mais horrendo, que produza uma eternidade de recompensas ou castigos!
Deus é bom, justo e onipotente e nos criou, simples e ignorantes, destinados a perfeição. E será através do esforço próprio da reforma intima que a ela chegaremos através do longo rolar dos tempos.
"Nascer, morrer, renascer e progredir sempre, tal é a lei" (Alan Kardec). 
Muita paz e muita luz meus irmãos.


Pelo espiritismo, o homem sabe de onde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus. Sabe que o espírito progride, sem nunca retrogradar, através de uma série de existências até chegar ao grau de perfeição que o aproxima do Criador. Sabe que todos têm um mesmo ponto de origem, que são criados idênticos com a mesma aptidão para progredir apoiado no seu livre arbítrio; que todos são da mesma essência e só surgem diferenças senão quanto ao progresso realizado, sabe que não os há deserdados, que Deus, não criou a nenhum privilegiado, dispensado do trabalho necessário para progredirem, que não há seres perpetuamente voltados ao mal, nem privilegiados como os ditos anjos; todos passam pelas mesmas lutas e provas e chegam a meta da perfeição pelos seus esforços. Essa é a justiça de Deus. Com a doutrina da criação do espírito no instante do nascimento (criacionismo), vem-se a cair no sistema das criações privilegiadas; os homens são estranhos uns aos outros, nada os liga, os laços de família são apenas carnais; não são de modo nenhum solidários com um passado em que não existiam; com a doutrina do nada após a morte, todas as relações cessam ao término da vida; os seres humanos não são solidários no futuro. Pela reencarnação, são solidários no passado e no futuro e, como as relações se perpetuam, tanto no mundo espiritual como no corporal, a fraternidade tem por base as leis da Natureza; o bem tem um objetivo e o mal conseqüências inevitáveis. O Espiritismo se apresenta como o Consolador Prometido, com base em tudo o que ensina; tem como lema: "FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO" e segue fielmente o ensino de Jesus de Nazaré. Demais a considerar-se o poder moralizador do Espiritismo, pela finalidade que assina a todas as ações da vida, por tornar quase tangíveis as conseqüências do bem e do mal, pela força moral, a coragem e as consolações que dá nas aflições, mediante inalterável confiança no futuro, pela idéia de ter cada um perto de si os seres a quem amou, a certeza de revê-los, a possibilidade de confabular com eles; enfim pela certeza de que tudo quanto se fez, quanto se adquiriu, em inteligência, sabedoria e moralidade, até a última hora da vida, não fica perdido, que tudo aproveita ao adiantamento do Espírito, reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas de Jesus a respeito do Consolador anunciado. Ora como é o Espírito de Verdade que presidi ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque de fato, é ele o verdadeiro Consolador.
Paz e Luz irmãos.

QUESTÕES CONTROVERSAS SOBRE ESPIRITISMO
01) Existe KARDECISMO?
R: NÃO, Hyppolité Leon Denisard Rivail é o nome do CODIFICADOR dos livros espíritas e nunca quis que seu nome fosse vinculado aos livros do Pentateuco, a saber: LIVRO DOS ESPÍRITOS, EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, LIVRO DOS MEDIUNS, O CÉU E O INFERNO e a GENESE. Era um pedagogo respeitado e professor universitário francês, e para não vincular a procura pelo primeiro livro escrito (Livro dos Espíritos) ao seu nome, mas sim para que o comprassem pelo seu conteúdo, que usou o nome de uma encarnação passada, um sacerdote druida, Alan Kardec. Portanto não existe kardecismo nem mesa branca ou qualquer outra denominação, o nome da DOUTRINA é ESPIRITISMO CRISTÃO.
02) Alguma outra religião ou doutrina admite ou admitiu a vida após a morte e a reencarnação?
R: Sim, as religiões espiritualistas, budismo, islamismo, seicho-no-ie, umbanda e candomblé admitem a vida após a morte e a reencarnação, cada uma com seu modo de crer, o próprio catolicismo admitiu por alguns séculos esses conceitos até que no Concilio de Nicéia, a pedido da esposa do Papa (Albano II) que àquele tempo podiam se casar exigiu dele a retirada dos livros sagrados de todos os textos que abordassem esse tema.
03) Quanto a teoria dos castigos e recompensas eternas (céu e inferno) como se posiciona o Espiritismo?
R: Se cremos na bondade e justiça de Deus, como atribuir uma condenação tão severa por um Ser que é tão superior? Todos devem estar expostos as tentações da vida, mas isso não privilegia nenhum ser. O homem por obra de seu orgulho e vaidade cria seu próprio caminho, mas não que para isso seja necessário o concurso de nenhuma entidade ou ser, o homem com suas próprias mãos abre o caminho por onde irá seguir. Se for, em essência boa, buscará sempre boas obras e ações e, se errar, irá arcar com os danos que causar a Lei.
04) Existem provas da existência dos espíritos? Quais?
R: Se tomarmos como prova as palavras de Jesus, em vários trechos dos livros sagrados, veremos que por várias vezes ele menciona ESPÍRITOS.
Então a crença é baseada em fatos relatados pelos profetas que viveram ao tempo de Jesus.
05) O que é espiritismo?
R: É uma ciência e uma doutrina que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo material. O espiritismo não tem profissionais, só amadores, gente que ama o que faz, buscando a fé com a razão e o servir ao próximo sem qualquer recompensa material.


REENCARNAÇÃO:
Outro ponto que usam para obstar a Doutrina espírita é a crença difundida pelo espiritismo da volta do espírito ou alma a vida física animando outro corpo. Tentemos uma comparação: - Certa que Deus bom, justo e onipotente condenaria a penas eternas um ser que errou e que após pouco tempo deixa a vida física? Aonde a justiça? E crianças que daqui partem em tenra idade sem ter como conhecer a vida física? Será punição? Mas Deus pune? Aonde a justiça? Deus não pune, apenas oferece uma nova chance para que possamos reparar em uma nova vida a se iniciar do zero, os danos e infrações que causamos à lei natural. O esquecimento a que é submetido o Espírito Imortal antes da reencarnação é prova da justiça e sabedoria de Deus, pois como seria voltar a uma nova existência, carregando erros passados. Ao reencarnar o ser tem uma nova chance ao invés de viver eternamente no suplício fictício do 'fogo do inferno', figura usada nos tempos antigos para amedrontar um povo de pouca cultura e que ainda é utilizado para fazer pressão sobre muitos. Deus nos criou simples e ignorantes destinados a perfeição, a qual só alcançaremos pelas sucessivas passagens pela vida física, aqui ou em outros orbes, até que tenhamos purgado todas as falhas de nossas vidas passadas. Seguem algumas declarações de eminentes personalidades:
- Sir Willian Crookes - o maior físico dos tempos modernos (1832-1919), falando sobre a vida após a morte:- Eu não digo, isto é possível, eu digo isto existe;
- Sir Wallace (Academi Real de Londres) do livro o milagre e o moderno espiritualismo: - Eu era um materialista tão perfeito e tão experimentado que não poderia, nesse tempo, achar um lugar em meu pensamento para a concepção de uma existência espiritual. Os fatos todavia são obstinados, os fatos me venceram;
Professor Hyslop - Universidade de Columbia - New York - lógica e ética: - julgando pelo que eu mesmo vi, não sei como poderia fugir de que a existência de uma vida futura está absolutamente demonstrada.

 "Sobre o que é fé":
Talvez o menor vocábulo da língua portuguesa, é o que muitos protestam ter, mas que quando posta a prova recua e falha. A fé para ser boa tem de ser raciocinada e não imposta, não serão dedos apontados em riste, gritos e encenações que colocarão no coração dos homens uma Fé inabalável. Àquele que verdadeiramente tem fé não murmura contra Deus, é humilde, despe-se das mazelas do orgulho e da vaidade e busca o caminho que Jesus ensinou. Pense sobre a bondade de Deus, "Sua dedicação nos cerca o espírito desde o primeiro dia. Ainda não o conhecíamos e Ele já nos amava". Como não retribuir, como não confiar totalmente nesse pai bom e generoso que nos concede diariamente tantas bênçãos? E o desejo do Pai é que encetemos a caminhada rumo a perfeição, pois para isso fomos criados, ouçamos os espíritos ou anjos da guarda que nos intuem, amemos à Deus, amemos ao próximo, se a vida se nos afigura difícil,violenta, dura, busquemos abrigo nas palavras de Jesus e nos Seus ensinamentos, saibamos compreender o Seu sacrifício e citações, sobretudo a que diz: - "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.” 

àquele que carrega em si uma fé inabalável jamais se assombrará com as agruras do caminho, àquele que verdadeiramente crê nas palavras de Jesus não se atemoriza com as armadilhas, pois sabe que Ele estará sempre ao nosso lado, aquele que realmente dedica sua vida à Jesus sabe e carrega consigo a certeza de que Ele sempre nos confortará e nos dará amparo. Espíritas, protestantes, cristãos colocai em vossa fronte o nome de Jesus, estudai os Seus ensinamentos, é imprescindível que a fé se instale em nossos corações, é preciso que interiorizemos os ensinamentos, que participemos das atividades da casa ou igreja com dedicação e desprendimento, que pratiquemos a CARIDADE verdadeiramente cristã desprendida e desinteressada guardando em nós a humildade sem aguardar ou desejar retornos, seguir os caminhos que Jesus traçou, com fé e confiança, ouçamos: "Deus nos fala através de todas as vozes do infinito, Ele nos fala, não num livro escrito à séculos, porém num livro que se escreve todos os dias, com esses caracteres majestosos que se chamam, os oceanos, os mares, as montanhas e os astros do céu, através de todas as harmonias suaves e graves que sobem do seio da Terra ou descem dos espaços etéreos, Ele nos fala ainda no santuário de nosso ser, nas horas de silencio e de meditação, quando os ruídos discordantes da vida material se calam, então a voz interior, a grande voz desperta, se faz ouvir. Essa voz sai das profundezas da consciência e nos fala de dever, de progresso, de ascensão. Há em nós um refúgio íntimo como uma fonte profunda de onde podem jorrar ondas de vida, de amor, de virtude, de luz. Aí se manifesta esse reflexo, esse gérmen divino escondido em toda alma humana. O ser humano dotado de razão é responsável, ele é suscetível de se conhecer e tem o dever de governar a si mesmo, como disse João o evangelista: - "a razão humana é essa verdadeira luz que clareia todo homem que vem a esse mundo (João I:9). Então digo a todos: "- Ó homens, filhos da luz, ó meus irmãos, lembremo-nos de nossa origem, lembremo-nos do objetivo durante a viagem da vida! Desliguemo-nos das coisas que passam, fixemo-nos às que permanecem!".

Fonte - Problema do Ser do Destino e da Dor - Leon Denis
O objetivo é refutar objeções de caráter filosófico e religioso, que os representantes das igrejas opõem, de boa mente, à doutrina das reencarnações. Por primeiro, dizem, esta doutrina é insuficiente sob o ponto de vista moral, abrindo ao homem tão vastas perspectivas para o futuro, deixando-lhe a possibilidade de reparar tudo nas suas existências vindouras; impulsiona-o ao vício e a indolência; não oferece estímulo de bastante poder e eficácia para a prática do bem, e por todas essas razões, é menos enérgico que o temor de um eterno castigo depois da morte. A teoria das penas eternas não é, no próprio pensamento da Igreja, mais que um espantalho destinado a amedrontar os maus; mas a ameaça do inferno, o temor de suplícios, eficaz nos tempos da fé cega, já hoje não reprime ninguém. No fundo é uma impiedade para com Deus, de quem se faz um ser cruel, castigando sem necessidade e sem ser para corrigir. Em seu lugar, a doutrina das reencarnações mostra-nos a verdadeira lei dos nossos destinos e, com ela, a realização do progresso e da justiça do Universo, fazendo-nos conhecer as causas anteriores dos nossos males; põe termo à concepção iníqua do pecado original, segundo a qual toda a descendência de Adão, isto é, a humanidade inteira, sofreria o castigo das fraquezas do primeiro homem. É por isso que sua influencia moral será mais profunda que as fábulas infantis do inferno e do paraíso; oporá freio às paixões mostrando-nos as conseqüências dos nossos atos, recaindo sobre nossa vida presente e as futuras, semeando nelas germens de dor ou de felicidade. Ensinando-nos que a alma é tanto mais desgraçada quanto mais imperfeita e culpada estimulará os nossos esforços para o bem. É verdade que é inflexível esta Doutrina, mas pelo menos proporciona o castigo à culpa e, depois da reparação, fala-nos de reabilitação e esperança. Ao passo que o crente ortodoxo, imbuído da idéia que a confissão e a absolvição lhe apagam os pecados, afaga uma esperança vã e prepara para si próprio decepções na vida porvindoura; o homem cuja mente foi iluminada pela nova luz, aprende a retificar o seu proceder, a precatar-se, a preparar com cuidado o futuro. Há outra objeção que consiste em dizer-se: "Se estamos convencidos que os nossos males são merecidos que são conseqüência da lei de justiça, tal crença terá por efeito extinguir em nós toda a piedade, toda compaixão pelos sofrimentos alheios"; sentir-nos-emos menos inclinados a socorrer a consolar nossos semelhantes, deixaremos livre curso às suas provações  por que devem ser para eles uma expiação necessária e um meio de adiantamento.
Consideremos primeiramente a questão sob o ponto de vista social, examiná-la-emos depois no sentido individual. O moderno espiritualismo ensina-nos que os homens são solidários uns com os outros, unidos por uma sorte comum. As imperfeições sociais, de que todos mais ou menos sofremos, são o resultado de nossos erros coletivos no passado. Cada um de nós traz a sua parte de responsabilidade e tem o dever de trabalhar para o melhoramento do destino geral. A todas as misérias deste mundo que não o atingem o egoísta fica alheio e diz:-"depois de mim, o dilúvio". Crê que a morte o subtrai à ação das leis terrestres e as convulsões da sociedade. Com a reencarnação muda o ponto de vista. Será forçoso voltar e sofrer os males que contávamos legar aos outros. Todas as paixões, todas as iniqüidade que tivermos tolerado, animado e sustentado, seja por fraqueza ou interesse, voltar-se-ão contra nós. O meio social em prol do qual nada tivermos feito, constranger-nos-á com toda força dos seus braços. Quem esmagou, quem explorou os outros será por sua vez explorado e esmagado, quem semeou a divisão, o ódio, sofrer-lhes-á os efeitos; o orgulhoso será desprezado e o espoliador espoliado; aquele que fez sofrer sofrerá, e assim se aplicarão as palavras santificadas :-a cada um conforme suas obras. Se quiserdes assentar em bases firmes vosso próprio futuro, trabalhai pois desde já, em aperfeiçoar, em melhorar o meio em que haveis de renascer, pensai na vossa própria reforma; e o que é indispensável fazer-se para que as misérias coletivas sejam vencidas pelo esforço de todos. Aquele que podendo ajudar os seus semelhantes deixa de fazê-lo, falta a lei de solidariedade. Quanto aos males individuais, diremos, colocando-nos em outro ponto de vista: -"não somos juízes das medidas exatas onde começa e onde acaba a expiação". Sabemos, porventura, quais são os casos em que há expiação? Muitos espíritos sem serem culpados, mas ávidos de progresso, pedem uma vida de provas para mais rapidamente efetuarem sua evolução. O auxílio que devemos a estes espíritos pode ser uma das condições de seu destino, como do nosso, e é possível que estejamos adrede colocados em seu caminho para os aliviar, esclarecer, confortar.

VIDA FORA DA TERRA
Produto de nosso orgulho e altivez, a crença de que não há vida fora da Terra se espalha e é alimentada por pessoas que na falta de argumentos tomam a falácia como verdade. Será que entre milhares de estrelas, planetas, astros e sóis apenas aqui, nesse pequeno planeta, existe vida? Apenas a forma de vida humana é que existe? A vida em cada planeta ou astro deve ser adequada para as condições ambientes, a vida humana, tão frágil e falível é a única? Deus onipotente e Criador colocou vida inteligente apenas aqui? E os milhares de astros, os inúmeros sistemas solares a nossa volta? Pensem homens, olhem ao derredor a maravilha criada por Deus e curvem suas cabeças diante da sabedoria do Criador. Olhemos um pouco para o passado de nosso planeta. Foram as pirâmides, com seus milhares de blocos imensos de pedra erguidas por quem? As formas geométricas necessárias para o equilíbrio das pirâmides foram calculadas por quem? Por mais cultura que houvesse no antigo Egito os cálculos geométricos são demasiado complexos e precisos para a época; e as construções dos Maias nas alturas dos Andes? Seus templos que ainda hoje lá estão, as construções dos Incas, os círculos geocêntricos aonde nunca mais nasceu nada? Os gigantes da ilha de Páscoa, monólitos de pedra de mais de 15 metros de altura, erguidos a beira mar como se fossem sentinelas de um litoral então inexplorado, quem e que força os colocou lá? Quem os moldou? Os diques de pedra construídos a cerca de 200 metros das praias da Birmânia e que servem como quebra mar para proteger o litoral? Quem ou que força os levou até tão longe e os colocou com perfeição tal que até hoje lá estão? Recentemente cientistas tentaram levar pedras semelhantes em tamanho até o local, usando balsas de madeira e nada conseguiram.Tudo isso meus irmãos nos leva a refletir e olhar o céu com respeito e admiração pois a obra do Criador não se resumiu a um dos menores planetas que giram no espaço.