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domingo, 21 de junho de 2015

Campinarte / Pesquisa - Como me dar bem com meu professor?

“NÃO consigo suportar um professor injusto”, diz a jovem Vitória. Sem dúvida você também pensa assim. No entanto, numa recente pesquisa, junto a 160.000 jovens americanos, 76 por cento dos jovens acusaram seus professores de alguma espécie de favoritismo!
Os jovens ficam aborrecidos quando recebem notas baixas pelo que julgam ser um trabalho de alto nível. Ficam ressentidos quando a disciplina parece excessiva, ou não merecida, ou parece motivada por preconceitos raciais. Eles ficam irados quando se dá especial atenção ou tratamento preferencial aos “queridinhos” do professor.
Reconhecidamente, os professores estão longe de ser infalíveis. Eles também têm suas esquisitices, seus problemas, e, sim, seus preconceitos. Até mesmo os professores ‘tropeçam muitas vezes. Poderia, assim, conceder a seu professor o benefício da dúvida?
Um jovem chamado Fred notou que seu professor “estava sendo áspero com todos”. Fred jeitosamente se dirigiu ao professor e descobriu a causa do comportamento rude dele. “Acontece que tive um problema com meu carro hoje de manhã”, explicou o professor. “O motor ferveu a caminho da escola e cheguei atrasado ao trabalho.
Os Professores e Seus “Queridinhos”
Que dizer dos favores especiais concedidos aos “queridinhos” do professor? Tenha presente que um professor tem de enfrentar incomuns exigências e pressões. O livro Being Adolescent (Ser Adolescente) descreve os professores como vivendo em “sérios apertos”, em que têm de tentar reter a atenção dum grupo de jovens “cuja mente em geral está em outro lugar . . . Têm à sua frente um grupo de adolescentes altamente temperamentais, fáceis de distrair-se, geralmente não acostumados a concentrar-se em algo por mais de 15 minutos.”
Será de admirar, então, que o professor talvez cumule de atenções o aluno estudioso, que presta atenção, ou que trata a ele ou a ela com respeito? Na verdade, você talvez se irrite de que os manifestos bajuladores recebam mais atenção do que você. Mas por que ficar aborrecido ou ciumento se algum aluno diligente for um “queridinho” do professor, conquanto suas necessidades educacionais não sejam despercebidas? Ademais, talvez seja uma boa idéia que você mesmo demonstre um pouco mais de diligência.
A Guerra na Sala de Aula
Um aluno mencionou sobre seu professor: “Ele continuava pensando que todos nós tínhamos declarado guerra contra ele, e decidiu pegar-nos primeiro. Era um paranóico.” No entanto, muitos professores acham que têm direito de ser um tanto “paranóicos”. Disse assim a revista U.S.News & World Report: “Os professores em muitos distritos escolares urbanos vivem sob o medo da violência.”
Diz o ex-professor Roland Betts, a respeito dos professores: “As crianças e jovens acham ser sua responsabilidade inerente . . . [figuradamente] empurrá-los e espicaçá-los, e simplesmente ver até que ponto se curvarão ou cederão antes de finalmente não agüentarem mais . . . Quando as crianças e jovens acham que já levaram um novo professor até à beira do colapso, tentam ir um pouco mais adiante.” Será que você, ou seus colegas de turma, já tomaram parte em provocar seu professor? Então não se surpreenda com a reação de seu mestre.
Na atmosfera de temor e de desrespeito que permeia certas escolas, há professores que, compreensivelmente, exageram suas reações e se tornam estritos disciplinadores. Observa The Family Handbook of Adolescence (O Livro Familiar da Adolescência): “Os estudantes que . . . parecem, pelo seu comportamento, menosprezar as opiniões dos professores, são geralmente menosprezados em revide.” Sim, o professor hostil é amiúde moldado por seus estudantes!
Considere, também, os efeitos das brincadeiras pesadas e cruéis na sala de aula. A jovem Valéria não está exagerando quando menciona “a tortura, o tormento”, a que os garotos submetem os professores substitutos. Acrescenta Roland Betts: “Os substitutos são implacavelmente perseguidos por suas turmas, sendo muitas vezes levados a sofrer um colapso nervoso e a ficar transtornados.” Certos de poderem safar-se com isso, há alunos que se deleitam em ter súbitos ataques de comportamento desajeitado — todos eles deixando cair seus livros ou lápis em uníssono. Ou talvez tentem deixar o professor frustrado por se fazerem de bobos e fingirem não entender uma palavra sequer do que ele diz. “Nós o sabotamos só para nos divertir”, explica o jovem Beto.
Todavia, se você semear a crueldade na sala de aula, não se surpreenda de colher um professor ruim e hostil. Recuse-se a participar nas brincadeiras pesadas na sala de aula. Mostre-se atento ao que seu professor diz. Seja cooperador. Talvez, com o tempo, ele se mostre um pouco menos hostil — pelo menos com você.
‘Meu Professor não Gosta de Mim’
Por vezes, um choque de personalidades ou algum tipo de mal-entendido coloca seu professor contra você; uma atitude inquiridora é confundida com rebelião, ou um toque de capricho com a tolice. E se um professor não gosta de você, ele talvez se incline a causar-lhe embaraços ou humilhações. Pode surgir mútua animosidade.
Tente não antagonizar seu professor. Evite confrontos desnecessários. Não dê ao professor nenhum motivo legítimo para queixar-se de você. Com efeito, procure ser amigável. ‘Amigável? Para com ele?’, você pergunta. Sim, mostre bons modos por respeitosamente cumprimentar o professor quando você entra na sala de aula. Sua persistente cortesia — até mesmo um sorriso de vez em quando — bem que poderia mudar a opinião que ele tem a seu respeito.
‘Eu Merecia Uma Nota Melhor’
Esta é uma queixa comum. Tente resolver esse problema com seu professor.
Você poderia, semelhantemente, dirigir-se a seu professor, de modo humilde e calmo. O ex-professor Bruce Weber nos lembra: “A rebeldia dum aluno provoca a teimosia do professor. Se você grita e esbraveja, ou afirma que foi cometida uma crassa injustiça e jura vingança, isso não o leva a parte alguma.” Tente um enfoque mais adulto. Talvez possa começar perguntando ao professor se ele poderia ajudá-lo a entender seu sistema de notas. Daí, diz Weber, você pode “tentar mostrar-se vítima dum lapso ou dum erro de cálculo, em vez de um critério errado. Use o próprio sistema de notas da professora; mostre-lhe onde observa o erro em sua nota”. Mesmo que sua nota não seja alterada, sua maturidade talvez cause uma impressão positiva no professor.