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domingo, 20 de setembro de 2015

Projeto Baixada Para Cima deve melhorar assistência social

Colocar os jovens como protagonistas das ações sociais na própria cidade é a meta do projeto Baixada Para Cima, que vai percorrer os 13 municípios da Baixada Fluminense até 2017.
A iniciativa foi vencedora de um edital para programas sociais da União Europeia e é coordenada pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) Se Essa Rua Fosse Minha, do Rio de Janeiro, e Comitato Internazionale per lo Sviluppo dei Popóli (Cisp), da Itália.
O representante do Cisp no Brasil e codiretor do projeto, Vittorio Chinienti, diz que a ideia surgiu após a iniciativa Brasil Próximo, também coordenada pelas duas ONGs, seguindo os mesmos moldes no sentido de fazer o levantamento dos projetos, grupos e políticas culturais nas cidades de Mesquita, São João de Meriti e Queimados.
“O programa está sendo implementado na Baixada e não é mais sobre política pública de cultura, mas política pública de assistência social. Os jovens estão sendo capacitados para fazer a pesquisa de campo na sua região para ver o que há de política e equipamento social”.
Serão capacitados 20 jovens em cada município. O trabalho já começou em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Belford Roxo, no Estado do Rio.
No ano que vem, serão atendidos mais quatro municípios e, em 2017, os três que faltarem.
“O projeto tem a ver com a instalação de um observatório social intermunicipal. Não quer ser uma entidade acadêmica, mas uma atividade em que os jovens possam acompanhar desde o levantamento de informação até o processamento e, com essas informações sobre os bairros mais vulneráveis da cidade, a gente possa contribuir para fazer projetos e melhorar programas”, explica Chinienti.
Um grupo de Austin, bairro de Nova Iguaçu, começou o trabalho de campo nesta semana. Ivana Couto, 19 anos, tem um filho de 5 meses e foi chamada para participar do projeto após fazer o cadastro no Bolsa Família.
Para ela, o que falta na região é uma creche. Mas, para a população em geral, os dados ainda estão sendo levantados.
“A gente tem um formulário com perguntas e bate de casa em casa perguntando se a pessoa está disponível para fazer a pesquisa. A gente obtém informações para saber a vulnerabilidade do bairro onde a gente vive e vai conhecer as dificuldades da população. Depois, nós levamos para os superiores para ver o que eles podem fazer para ajudar”.
Segundo Ivana, o trabalho também inclui levar informações sobre programas sociais aos moradores e indicar para os grupos de pesquisa pessoas que precisem ter acesso a eles. Aos 17 anos, Carlos Éverton dos Santos Geraldo está no segundo ano do ensino médio e encara a participação no projeto como seu primeiro emprego.
“Estou achando interessante. Como nunca trabalhei na vida, para mim pode contribuir com muitas coisas: após o primeiro emprego, é experiência no currículo e conhecimento, além de melhorias para a população, que não tem muito conhecimento sobre a assistência social. A gente leva esses conhecimentos para eles ficarem mais informados sobre os direitos que têm na sociedade”.
A capacitação dura 40 horas e cada jovem recebe uma bolsa mensal de R$ 300. O trabalho em cada cidade dura 3 meses.