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Edição de Dezembro - 2017

O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

sábado, 10 de outubro de 2015

Estudantes drogados

O Progresso
As drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, estão cada vez mais presentes entre a juventude brasileira e não é pequeno o volume de jovens que chegam aos 15, 16 anos de idade já tendo consumido tipos diferentes de anfetaminas, bebidas alcoólicas ou psicotrópicos. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revela que mais de 82 mil alunos do último ano do Ensino Fundamental matriculados nas escolas brasileiras fumavam maconha e outros 23 mil fumavam crack no ano passado. Percentualmente, esses números são baixos, já que representam apenas 2,5% e 0,5%, respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, mas é preocupante saber que 23 mil adolescentes que ainda nem ingressaram no Ensino Médio estão sendo consumidos pelo crack, uma droga debilitante, que provoca o afastamento da escola, da família e do convívio social, além, é claro, de ser fator de desenvolvimento de uma série de doenças. Mais preocupante: 7% dos 3,15 milhões de estudantes do Ensino Fundamental confessaram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy.

Também é preocupante saber que 2,6% dos estudantes do Ensino Fundamental que revelaram contato com drogas ilícitas, tinham menos de 13 anos de idade e, desse total, 34,5% já experimentaram, enquanto outros 6,4% já consumiram crack. Um alerta para os pais do Centro-Oeste, onde está localizado o Mato Grosso do Sul: a Região aparece com o maior percentual de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental que já experimentaram alguma droga ilícita, de forma que 9,3% desses estudantes já consumiram maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume ou ecstasy. Significa dizer que na Região Centro-Oeste, para cada grupo de 100 estudantes do último ano do Ensino Fundamental, mais de 9 já foram seduzidos pelas drogas. Entre as capitais, o maior percentual foi encontrado em Florianópolis, onde 17,5% dos estudantes já usaram drogas ilícitas, seguido por Curitiba, onde 14,4% dos alunos já foram seduzidos e, em terceiro lugar, Palmas e Macapá, ambas com 5,7% de contato dos adolescentes do último ano do Ensino Fundamental com as drogas.

Ao mesmo tempo, o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil aponta que o país possui cerca de 5,8 milhões de alcoólatras, ou seja, uma nação de quase 6 milhões de pessoas, equivalente a três vezes a população de Mato Grosso do Sul, sofre com o consumo diário e abusivo de álcool; com a síndrome de abstinência e manutenção do uso; com problemas físicos e sociais relacionados ao alcoolismo. A psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), acaba de concluir um estudo comprovando que o tratamento dessa doença é complicado, dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem índice de recaída de cerca de 50% nos primeiros 12 meses. O estudo revela ainda que a falta de álcool na chamada síndrome de abstinência provoca uma série de sintomas graves, como elevação da pressão arterial, tremores, enjoo, vômito e até mesmo convulsão. O consumo de álcool também está cada vez mais comum entre os jovens, sobretudo dos que frequentam o Ensino Médio ou estão nos anos iniciais da universidade.

Enquadrado na categoria de substâncias psicotrópicas depressoras, juntamente com os inalantes, o clorofórmio, o éter e os calmantes, o álcool concorre com drogas estimulantes como a cocaína, a cafeína e a nicotina, e com as drogas perturbadoras do sistema nervoso central como a maconha e o LSD. O mais preocupante é que o Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), aponta que 40% da população com idade entre 18 e 34 anos já se excederam uma ou várias vezes com a bebida alcoólica, criando situações de alto risco tanto para eles quanto para terceiros. O mais grave é que o mesmo estudo revelou que os jovens estão tendo contato cada vez mais cedo com o álcool, a ponto de crianças com 11 ou 12 anos de idade já terem sido iniciadas na vida do alcoolismo. O alcoolismo é hoje, ao lado do crack, um dos principais problemas de saúde do Brasil e precisa ser encarado de frente pelas autoridades municipais, estaduais e federais.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)