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sábado, 24 de dezembro de 2016

..:: Momento Espírita ::.. Contos de Natal

 Natal é vida
Era noite de Natal, mas ele não podia delegar o trabalho que iria começar dentro de alguns minutos.
Há muitos anos Maurício era voluntário do CVV - Centro de Valorização da Vida. Dedicava-se de todo coração.
Prontificara-se a ouvir os desabafos dos desiludidos da vida, antes que se decidissem pelo suicídio.
Trabalho anônimo. A simples escuta amorosa permite mudar a forma de pensar de muitos que buscam apoio.
Espírito solidário e disponibilidade de pouco mais de quatro horas semanais é um dos requisitos dos voluntários desse extraordinário serviço que iniciou, em nosso país, no ano de 1962.
Também anonimato de quem se dispõe à sua execução e sigilo das conversas. Um verdadeiro trabalho de amor.
Uma surpresa incalculável esperava por Maurício, nesse dia.
Quando o telefone tocou, uma voz clara e alegre se fez ouvir.
Era portadora de reconhecimento a todos os voluntários daquele trabalho.
Hoje estou ligando para agradecer o atendimento que recebi, há alguns meses.
Graças a vocês, estou novamente junto de minha família, e vou poder passar o Natal e o dia de Ano Novo com meus familiares queridos.
Peço a Deus para abençoar a todos os que dedicam suas horas proporcionando tamanha bênção.
Infinita emoção envolveu Maurício, que mal conseguiu falar um muito obrigado, em nome de todos os voluntários.
*  *   *
Sempre que chega dezembro, basta dedicarmos um pouco de atenção, para notarmos, que algo muda no ar.
O mês, dedicado à comemoração do nascimento do Mestre Jesus, traz consigo uma atmosfera de emoções especiais.
Demonstração clara de que nossos pensamentos, palavras e ações constroem nosso ambiente.
São as lembranças ricas de amor e carinho, entre familiares próximos e distantes.
São trocas de mensagens de amor, em nome de Jesus.
A aproximação de amigos distantes que se buscam para as comemorações fraternas.
Bazares de prendas que se realizam, em benefício de lares adotivos, creches, asilos.
Festas de confraternização entre trabalhadores de diversos setores.
Distribuição de doces e brinquedos para as crianças carentes.
Visitas aos lares necessitados, para entrega de cestas básicas, guloseimas e brinquedos.
Corais infantis sonorizando com boas músicas lugares privilegiados, nas cidades.
Peças teatrais nas escolas, contemplando passagens da vida de Jesus.
Lares e comércio, em geral, iluminados com coloridos alegres e chamativos.
Visitas queridas, que vêm de longe, trazendo e recebendo alegrias de reencontros.
E muitos agradecimentos especiais plenificam corações bondosos, inesperadamente.
As emoções, as lembranças, os sorrisos, a alegria saudável espoucam em todas as direções.
É Jesus mais próximo de nossos corações.
É Jesus compartilhando pensamentos, palavras e ações.
É Jesus abençoando a Humanidade.
É Jesus causando mudanças na atmosfera dos corações.
Ah! Se os homens resolvessem ter sempre Jesus tão próximo assim, o mundo seria tão mais agradável!
Como seria harmoniosa a Terra se todos os meses fossem dezembro. Se em todos os meses se comemorasse o aniversário do Rei Solar e Governador planetário.
Redação do Momento Espírita.
Em 23.12.2015
Mensagem para o Natal
Véspera de Natal. Noite gélida. A neve cai em flocos minúsculos, como garoa condensada.
A menina anda pelas ruas. Sente frio, mas sabe que não poderá voltar para casa. Não sem ter vendido as caixas de fósforos.
O dia morrera e ela não conseguira vender nenhuma.
Encolhe-se na saliência de uma casa. Acocora-se ali, com os pés encolhidos, para abrigá-los ao calor do corpo. Mas cada vez sente mais frio.
Toma de um fósforo. Que mal haverá se ela acender um? Somente um.
Risca-o contra a parede e a chama se faz. Parecia uma vela e ela se viu sentada diante de uma grande estufa, de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor.
Ela foi estendendo os pés congelados, para os aquecer e... apagou-se o clarão.
Então risca outro fósforo e onde bate a luz, a parede fica transparente, como um véu. Ela vê tudo dentro da sala. A mesa posta, a porcelana fina, um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas.
Mas o fósforo apaga e tudo some. Ela fica ali a ver somente a parede nua e fria na noite escura.
Acende outro fósforo e à sua luz vê uma enorme árvore de Natal. Entre os galhos, milhares de velinhas.
Ela estende os braços desejando apanhar um dos enfeites e então, então... apaga-se o fósforo.
As luzinhas da árvore de Natal foram subindo, subindo, até alcançar o céu e se transformarem em estrelas.
Uma delas cai, lá de cima, deixando uma poeira luminosa pelo caminho.
Alguém morreu! - Fala a criança, lembrando o que dizia sua avó: Quando uma estrela desce, uma alma sobe aos céus.
Ela acende mais um fósforo. Desta vez, é a avó que lhe aparece, sorridente, no esplendor da luz.
A emoção envolve a pequena. Desde que possa lembrar, ela somente recebera carinhos da avó. Ela, sim, a amara.
Vovó, eu queria que a senhora fosse de verdade. Sei que quando a chama apagar, a senhora vai desaparecer, como as luzes, a estufa quente, o pato assado, a árvore de Natal.
E se põe a riscar na parede, todos os fósforos das caixas, para que sua avó não vá embora.
Eles ardem com tanto brilho, que parece dia. Ela vê a avó cheia de luz, tão bonita!
A bondosa senhora a toma nos braços. Voam ambas, em um halo de luz e de alegria, mais alto, mais alto e mais longe...
Vão para um lugar onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo. Elas penetram o mundo espiritual.
No dia seguinte, os transeuntes encontram a menina morta, com a mãozinha cheia de fósforos queimados.
Coitadinha! Comentam. Deve ter querido se aquecer.
E todos se admiram do sorriso estampado no rostinho infantil.
Mas ninguém soube que visões maravilhosas lhe povoaram os últimos momentos. Nem com que alegria entrou, com sua avó, nas glórias da Espiritualidade, em pleno Natal.
*   *   *
Neste Natal, pensemos: até quando permitiremos que a infância continue a morrer, em pleno desabrochar?
Até quando continuaremos a permitir que a escuridão povoe o universo infantil?
É Natal. Natal de Jesus. Façamos algo por nossas crianças.

Redação do Momento Espírita, com base no conto A acendedora
de fósforos, de Hans Christian Andersen.
Em 22.12.2011.
Então, é Natal
E de repente, chega dezembro. Os meses rolaram tão rapidamente que nem nos apercebemos.
Ainda ontem era início de ano, férias. Depois, as semanas se precipitaram, sem nos dar chance de as viver em plenitude.
Então, é Natal. As vitrines estão repletas de ofertas e presentes, as ruas iluminadas. A cidade parece viver um clima de magia.
Tudo parece lindo, maravilhoso. As bolas vermelhas e douradas, os enormes laços de fita, os pinheiros cheios de luzes. As casas enfeitadas com mil lâmpadas, desejando dizer que é festa, é Natal.
Tocam sinos, tocam músicas. E pessoas compram presentes: pequenos, grandes caros, modestos.
Natal. Aniversário do Ser mais importante que esta Terra já abrigou: o Rei solar. Jesus, o Mestre.
E, quando a data se aproxima e tantos cantam e falam a respeito do Natal, emocionando corações, é bom nos perguntarmos: O que daremos ao Menino Jesus na noite santa?
Se o aniversário é dEle, o que temos para lhe oferecer? Podemos lhe oferecer os sorrisos que sorrimos durante todos os meses anteriores?
Aqueles que sorrimos para os nossos amores. Mas também para os amores alheios ou para quem nem tinha amores.
Podemos lhe oferecer as mãos perfumadas pelo trabalho honroso com que sustentamos nossa família, vencendo cada dia, com dignidade.
Mãos que também ampararam a família de quem padecia necessidades, de quem não tinha pão, nem carne, nem leite.
Mãos que prepararam sopas e as distribuíram nas madrugadas frias aos que não tinham um teto para retornar.
Mãos que embrulharam muitos presentes e colocaram na sala, para serem abertos no dia de Natal.
Mãos que prepararam pacotes vistosos para quem nem espera presentes. Crianças que serão surpreendidas com a realização do seu sonho, ganhando o ambicionado brinquedo.
Idosos que receberão mimos de quem sabe que a velhice deve ser amparada e festejada.
Podemos lhe oferecer nossos braços que aconchegaram ao peito o filho pequeno, que lhe atenderam a febre, a dor, o choro, nas madrugadas afora.
Braços que também se estenderam em direção do próximo, soerguendo-o da tristeza e envolvendo-o em abraços de fraternidade.
Podemos oferecer nossos ombros. Aqueles nos quais choraram nossos amigos, nossos amados.
Ombros que também serviram de apoio a deserdados do mundo que se mostravam tristes e desalentados.
Que temos a oferecer para o Menino Jesus?
*   *   *
É noite de Natal. Enquanto cantam hosanas os mensageiros celestes, rememorando a noite especial em que o Senhor das estrelas veio à Terra e encarnou entre nós, cantemos também.
Unamos o canto da nossa gratidão ao Senhor Jesus pela vida, pelo lar, pelo que temos, pelo que somos.
Cantemos rogando luz a quem ainda não teve a alegria de conhecer o nobre Aniversariante.
Para quem não conhece o verdadeiro sentido do Natal. Para quem o Natal é somente mais um dia, sem poesia porque desejamos, ardentemente, que neste Natal, esse alguém se dê conta de que o Natal existe, de que o Rei Solar veio estar conosco.
Para esse alguém desejamos um Natal feliz, um Natal de descoberta, um Natal de paz. Seu primeiro e verdadeiro Natal.
Redação do Momento Espírita.
Em 24.12.2015.
Canção de Natal
Era a véspera de Natal do ano de 1818. Em Hallein, nos Alpes austríacos, o padre Joseph Mohr lia a Bíblia.
Quando se detinha nos versículos que se referiam às palavras do visitante celeste aos pastores de Belém: Eis que vos trago uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo: hoje nasceu o Messias, o Esperado..., bateram à porta.
Uma camponesa pedia que fosse abençoar o filho de uns pobres carvoeiros, que acabara de nascer. O padre colocou as botas de neve, vestiu seu abrigo. Atravessou o bosque, subiu a montanha.
Em pobre cabana de dois cômodos, cheia de fumaça do fogão, encontrou uma mulher com seu filho nos braços. A criança dormia.
O padre Mohr deu sua bênção ao pequeno e à mãe. Uma estranha emoção começou a tomar conta dele. A cabana não era o estábulo de Belém, mas lhe fazia lembrar o nascimento de Jesus.
Ao descer a montanha, de retorno à paróquia, as palavras do Evangelho pareciam ecoar em sua alma.
Aproximando-se da aldeia, pôde observar os archotes que brilhavam na noite, disputando seu brilho com o das estrelas.
Era o povo que seguia para a igreja, a fim de celebrar, ali, em oração, o aniversário do Divino Menino. A milenária promessa de paz vibrava no silêncio do bosque e no brilho das estrelas.
Padre Mohr não conseguiu dormir naquela noite. Febricitante, ergueu-se do leito, tomou da pena e escreveu um poema, externando o que lhe ía na alma.
Pela manhã procurou o maestro Franz Gruber, seu amigo. Mostrou-lhe os versos.
O maestro leu o poema e disse, entusiasmado: Padre, esta é a canção de Natal de que necessitamos!
Compôs a música para duas vozes e guitarra, porque o órgão da igreja, o único na localidade, estava estragado.
No dia de Natal de 1818, as crianças se reuniram, debaixo da janela da casa paroquial, para ouvir o padre Mohr e o maestro Gruber cantar.
Era diferente de tudo quanto haviam escutado. Noite de paz, noite de amor...
Dias depois, chegou ao povoado o consertador de órgão. Consertado o instrumento da igreja, o maestro Gruber tocou a nova melodia, acompanhado pela voz do padre.
O técnico em consertos de órgão era também um excelente musicista e bem depressa aprendeu letra e música da nova canção.
Consertando órgãos por todos os povoados do Tirol, como gostasse de cantar, foi divulgando a nova Canção de Natal. Não sabia quem a tinha composto pois nem o padre Mohr, nem o maestro Gruber lhe tinham dito que eram os autores.
Entre muitos que aprenderam a Canção, quatro crianças, os irmãos Strasser passaram a cantá-la.
O diretor de música do Reino da Saxônia, em ouvindo-lhes as vozes claras e afinadas, se interessou por eles e os levou a se apresentarem, num concerto.
A fama dos pequenos cantores se espalhou por toda a Europa e a Canção apaixonava os corações.
Mas ninguém sabia dizer quem era o autor.
Foi um maestro de nome Ambrose quem conseguiu chegar até Franz Gruber.
Haviam se passado mais de trinta anos. E a história do surgimento da Canção de Natal foi escrita em 30 de dezembro de 1854.
Não são conhecidas outras músicas de Franz Gruber. A Noite de paz parece ter sido sua única produção.
Não será possível crer que as vozes do céu, que se fizeram ouvir na abençoada noite do nascimento de Jesus, tivessem inspirado os versos e a primorosa melodia para que nós, os homens, pudéssemos cantar com os mensageiros celestes, dizendo da nossa alegria com a comemoração, a cada ano, do aniversário do nosso Mestre e Senhor?

Redação do Momento Espírita, com dados colhidos no livro Remotos

cânticos de Belém, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O clarim.
Disponível no CD Momento Espírita Especial de Natal, v. 15, ed. FEP.
Em 24.12.2013.
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