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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Duque de Caxias / Roteiro Cultural | CMDC

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Localizada na Estrada Velha do Pilar, próximo ao canal do Rio Iguaçu , a igreja foi construída em 1720. Naquela época a presença das instituições religiosas, numa determinada região, demonstrava a importância que aquele território representava para o rei e para o papa.
Com fortes traços barrocos, similares às construções feitas em Minas Gerais, em que se destacam os altares entalhados em madeira e pintados a ouro, a Igreja Nossa Senhora do Pilar é um importante patrimônio histórico da Baixada. O material para a construção da Igreja Nossa Senhora do Pilar veio do Mosteiro de São Bento, conforme registro no Dicionário Geográfico e Descritivo do Império do Brasil, de 1863. O documento destaca a existência de uma olaria que produzia tijolos e telhas naquele período.
Utilizado por D. Pedro I, o Porto do Pilar foi um importante centro de desembarque quando o imperador vinha do Centro do Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara até Minas Gerais, onde fiscalizava a extração de ouro.
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O “Caminho Novo”, como era conhecido, foi aberto em 1704 por Garcia Pais, próximo ao povoado de “Nossa Senhora do Caminho Velho”. Nesta época, Pilar viveu momentos de grande desenvolvimento econômico.
As diversas embarcações, que navegavam pelo afluente do Rio Iguaçu, até chegar ao Rio Pilar, atracavam no local ou seguiam viagem.


Endereço: Igreja Nossa Senhora do Pilar – BR040, KM 26, Estrada Rio-Petrópolis, bairro Pilar, 2º distrito, Duque de Caxias. Construção: século XVIII, Tombamento: processo nº160-T, inscrição nº76, Livro belas Artes, Fls. 14, 25 de maio de 1938.


Casa da Fazenda São Bento
Casa da Fazenda São Bento
Fazenda de São Bento
A mais antiga e importante fazenda localizada em nosso município, a Fazenda São Bento, também conhecida como Fazenda de Iguaçu, surgiu da compra pelo Mosteiro de São Bento de partes das terras de Cristóvão Monteiro, em 1591. Com a doação de outra porção feita pela viúva de Cristóvão, teve origem a Fazenda São Bento, em 1596. A fazenda dava início ao processo de colonização do Vale do Rio Iguaçu.
Inicialmente, os monges Beneditinos construíram uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora das Candeias. Entretanto, no século XVIII, as terras mudaram de dono. Elas passaram para as mãos da irmandade de Nossa Sra. do Rosário dos Homens Pretos.
Existem divergências em relação à Ordem Monástica dos monges beneditinos. Há uma corrente de estudiosos que defendem a tese deles serem cistercienses (ramo da grande família monástica de São Bento). Por outro lado, há quem os classifiquem como beneditinos (missionários que viviam em áreas tropicais e que se vestiam de branco).
Capela de São Bento
Capela de São Bento
Por trinta e cinco anos, um engenho funcionou na fazenda. Toda a produção era enviada ao Reino. Com o aparecimento dos engenhos de Campos, Vargem Pequena e Camorim, com mais infra-estrutura e terras melhores, o engenho foi sendo desativo aos poucos.
A casa grande foi construída anexa à capela, entre l754 e l757, constituindo um convento para abrigar padres em descanso ou afastados do sacerdócio. Era também sede da grande fazenda de São Bento, cuja atividade econômica baseava-se na produção de farinha de mandioca e na fabricação de tijolos. O terreno foi desapropriado em 1921 para sediar uma colônia agrícola.
Em 1993, a capela desabou e hoje, em ruínas, funciona precariamente em parte do casarão do Patronato São Bento, apenas uma escola primária e algumas oficinas de trabalho escolar mantidas pela Diocese de Duque de Caxias.
Do passado de importância religiosa, cultural e econômica só resta um cenário de ruínas, que ainda resiste às intempéries da natureza e ao descaso do homem. A casa grande e a capela da antiga Fazenda de São Bento abrange uma área de aproximadamente 100 metros de edificações.
Visão interna da Capela
Visão interna da Capela
Construção: A Casa entre 1754 e 1757 e a Capela em 1645, Tombamento: processo nº564-T, inscrição nº439, Livro Belas Artes, Fls. 86, 10 de junho de 1957.
Endereço: Casa e Capela da antiga Fazenda São Bento – Av. Presidente Kennedy, km 8, bairro São Bento, 2º distrito, atrás da Fundação Educacional Duque de Caxias (FEUDUC).




 Teatro Armando Melo
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O primeiro teatro público de Duque de Caxias foi conquistado depois de uma intensa queda de braço. O prefeito Moacyr Rodrigues do Carno, atendendo solicitação do jornalista Laís Costa Velho e do artista e escritor Barboza Leite, pressionou a incorporada do Shopping Center a construir o espaço. A tática deu certo e em 1967, um velho sonho da classe artística era concretizado com a conquista do teatro, localizado entre as Ruas Mariano Sendra e José de Alvarenga.
Com aproximadamente 100 cadeiras, o teatro foi doado à municipalidade por 99 anos. Vinculado à Divisão de Educação e Cultura da Prefeitura, o local recebeu o nome de Teatro Municipal Armando Melo (TEMAM), uma homenagem a um dos artistas fundadores do TMC (Teatro Moderno Caxiense). O TMC impulsionou as artes na cidade e teve também como fundadores: Laís Costa Velho, Antônio Pacot, Wanda Freimuth, Afonso Fernandes, etc.
Alugado por CR$ 1,00, valor simbólico, o maior problema foi arrumar alguém para dirigi-lo. Em plena ditadura militar e vigorando AI-1, que fiscalizavam todos os atos dos prefeitos, através do comando da Vila Militar, o que fazer agora? Como os nomes preferidos, Barboza Leite e Laís Costa Velho, não podiam se indicados para cargos do governo, por figurarem em dossiês militares, a saída foi nomear a esposa do Laís, Arlete Costa Velho. O seu nome foi publicado em Boletim Oficial, mas o diretor de fato era Laís.
“Os Inimigos Não Mandam Flores”, de Pedro Bloch, foi a peça que inaugurou, em 1967, o teatro. No elenco estavam Elizabeth Sander, Laís Costa Velho, tendo Barboza Leite como diretor e cenógrafo.
O Armando Mello incentivou a organização de grupos teatrais e o aparecimento de novos autores e artistas, principalmente entre os jovens. As programações gratuitas ajudaram a difundir a arte cênica na cidade, assim como os cursos, hoje, promovidos pela Secretaria Municipal de Cultura.
Museu da Taquara
Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do município e do Exército, nasceu na Fazenda São Paulo, hoje Taquara, 3º distrito. O local foi ocupado no início do século passado e as terras pertenciam ao coronel Luiz Alves de Freitas Belo, avô materno do futuro Duque de Caxias.
Construída no alto do morro, para evitar as constantes enchentes, a sede da fazenda dava frente para o caminho da Taquara. Este local fazia a ligação de duas importantes vilas portuárias: Pilar e Estrela.
Edificada em um só pavimento, o casarão branco tinha uma ampla varanda com janelas azuis. Na paisagem grandiosa, uma capela se destacava. A sua imponência podia ser contemplada à distância, uma vez que a construção foi feita em um chapadão. A palmeira imperial, devidamente
alinhada, dava o toque de requinte ao estilo da época.
A residência de Lima e Silva transformou-se em museu.
A residência de Lima e Silva transformou-se em museu.
Muitos cavaleiros transitavam pelo local, assim como tropas de burros carregados, que faziam o trajeto rumo à sede da província ou para o interior do país. Brasileiros e estrangeiros eram acolhidos na fazenda para descansar da desgastante viagem.
Na Fazenda São Paulo, bem como nas demais, cultivava-se milho, cana-de-açúcar, mandioca, feijão, frutas, legumes e café. A caça também era uma atividade regular na região. Pacas e capivaras enriqueciam as refeições.
Administrado pela Secretaria de Cultura desde 1994, o antigo casarão virou Museu Municipal da Taquara. O espaço guarda pouco da memória de Luiz Alves de Lima e Silva. Peças de valor perderam-se ao longo dos anos. Hoje, a população encontra apenas fragmentos de uma história, como retratos do Duque de Caxias, foto da Capela e da Fazenda São Bento, além de uma poltrona e um busto do militar.
Com a finalidade de atrair a população, a Secretaria de Cultura promove varias atividades para o grupo da terceira idade e para jovens no museu. São realizados exercícios físicos ao ar livre, cursos de teatro e capoeira, integrando as duas gerações.
O Museu Municipal da Taquara funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h,
na Avenida Automóvel Clube, KM54, bairro Taquara.