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quinta-feira, 11 de maio de 2017

MADAME RIVAIL / Esposa de Allan Kardec (Biografia)

AMÉLIE-GABRIELLE BOUDET
MADAME RIVAIL
 
Madame Rivail nasceu em Thiais, Val-de-Marne, França, dia 02 de novembro de 1795.
Desde cedo revelou grande vivacidade e forte interesse pelos estudos. Fez a Escola Norma em Paris, diplomando-se professora de 1ª classe. Foi professora de Belas Artes e de Letras, poetisa e pintora.
Culta e inteligente, escreveu três obras: Contos Primaveris (1825); Noções de Desenho (1826) e O Essencial em Belas – Artes (1828).
De estatura baixa, olhos serenos, gentil e graciosa, vivaz nos gestos e nas palavras e dona de um sorriso terno e bondoso, logo fez-se notar pelo Professor Rivail, com quem casou-se em 06 de fevereiro de 1832. Tinha 9 anos mais do que o marido, no entanto aparentava a mesma idade dele, e essa diferença jamais constituiu empecilho à felicidade de ambos. A testa larga e alta acusava sua capacidade intelectual.
Como professora e como esposa de Rivail, deu-lhe total apoio na Instituição fundada em 1826, revelando-se terna e solícita com as crianças, especialmente com os alunos mais jovens e necessitados de cuidados especiais. Introduziram na França o método educacional de Pestalozzi.
Junto com Rivail lutou pela educação feminina, pois discordavam das desigualdades de direitos então vigentes, que discriminavam as mulheres.
Na Revista Espírita de 1865, ao falar de seus sacrifícios em prol do Espiritismo, Kardec não se esqueceu do quanto devia a Amélie Boudet: “Minha mulher aderiu plenamente aos meus intentos e me secundou na minha laboriosa tarefa  como o faz ainda, através de um trabalho freqüentemente acima de suas forças, sacrificando, sem pesar, os prazeres e as distrações do mundo aos quais sua posição de família havia habituado.”
Ante a partida do querido companheiro para a Espiritualidade, portou-se como verdadeira espírita, cheia de fé e estoicismo. Pelo espaço de 40 anos foi a companheira amante e fiel do seu marido e, com seus atos e palavras o ajudou em tudo quanto ele empreendeu de digno e de bom.
Única proprietária legal das obras de Allan Kardec, Amélie doou à Caixa Geral do Espiritismo o excedente dos lucros da venda dos livros e das assinaturas da “Revue Spirite”. Os artigos da “Revue” passaram a ser sancionados por ela e pela comissão de redação.
Desencarnou a 21 de janeiro de 1883, aos 87 anos de idade.
Sua existência inteira foi um poema cheio de coragem, perseverança, caridade e sabedoria.
Sem herdeiros, legou seus bens à “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”.
Fonte: Jornal Universo Espírita

Dezembro/1999