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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Na Grande Rio, a enfermeira deixou as emergências para costurar 3 mil fantasias

Por trás dos portões de quase 8 metros de altura, estão os segredos da Grande Rio, que homenageará Santos no Carnaval 2016. No térreo, em um vão central, os seis carros alegóricos misturam esqueletos de ferro aos adornos já instalados. Ao fundo, um elevador de carga leva ao topo dos três pavimentos, onde estão as máquinas que alinham mais de 3.700 fantasias. 
Nete: ex-enfermeira apaixonada pelo Carnaval
A costureira Ivonete Pereira Cândido, a Nete, é a responsável por comandar uma equipe de 10 mulheres que, diariamente, inclusive aos finais de semana, têm a missão de cortar e costurar os tecidos que vão cobrir os foliões da escola. Para ela, a parte mais fácil, que o desafio maior é concretizar tudo o que o carnavalesco Fábio Ricardo idealizou e apresentou a ela. 
Nete é uma engrenagem na cadeia de produção de uma escola de samba. Após a aprovação da ideia de Fábio pela direção da Grande Rio, ela é a responsável por conceber aquilo que estava no papel. “Depois, se tudo estiver de acordo, passamos para as meninas, que devem reproduzir fielmente o modelo que aprovamos”, conta, ao garantir que é bastante rígida.
O passo a passo ela faz questão de contar: o desenho chega, os materiais são escolhidos e, em seguida, vem o recorte. Depois, há a costura e a aplicação dos adereços, que são elementos que cobrem a fantasia ou um chapéu, por exemplo. O modelo pronto fica à disposição das demais costureiras que, por semana, chegam a receber até R$ 700,00 pelo serviço.