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sábado, 31 de maio de 2025

Consumo de tabaco e álcool é um dos fatores de risco para o câncer de boca

Tribuna da Bahia
Campanha Julho Verde conscientiza sobre a importância da prevenção do câncer de cabeça e pescoço, quinta neoplasia mais comum no mundo.

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) revelam que o hábito de beber e fumar aumenta em até 20 vezes a chance de uma pessoa desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Tumores nessa região correspondem a 3% de todos os tipos de câncer. Os de cavidade oral, que incluem lábios, língua, assoalho de boca, céu da boca, orofaringe como amígdalas, e de laringe são os tumores mais comuns.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, as estimativas de 2014, que também são válidas para o ano de 2015, apontam a ocorrência de 11.280 novos casos de câncer da cavidade oral em homens e 4.010 em mulheres.

Além do tabagismo e o álcool, outros fatores estão associados mais fortemente ao aparecimento do câncer de boca, como a infecção por HPV (subtipo 16 principal) e exposição solar (para o câncer no lábio).

Há também os fatores de baixo risco, dentre os quais estão a dieta pobre em frutas e vegetais, má higiene oral, próteses mal ajustadas ou adaptadas, genéticos e outros aspectos em associação que determinam uma queda na imunidade do hospedeiro, levando ao aparecimento do tumor.

Os sintomas do câncer de boca, às vezes, são nítidos, como feridas com ardor na boca, e às vezes não, sendo indolores no início, como uma ferida que não cicatriza e não dói.

De acordo com o Dr. Giulianno Molina de Melo, Cirurgião de Cabeça e Pescoço da Beneficência Portuguesa de São Paulo, entre as lesões suspeitas estão a ferida na boca que não cicatriza em duas semanas; os nódulos persistentes no pescoço e em mucosa da bochecha, lábio, assoalho de boca e língua; as manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, indolores ou com leve ardor local em mucosa da boca; os dentes que apresentam amolecimento sem causa aparente; o inchaço na gengiva que dificulta uso de prótese; a dificuldade para engolir, falar, mastigar; mau hálito e perda de peso. 

“Apesar de quase 90% das lesões malignas de boca estarem localizadas na língua, assoalho, mucosa jugal e palato, ou seja, de fácil suspeita e reconhecimento, ainda diagnosticamos pacientes, em sua maioria, em estádios avançados, o que dificulta muito o tratamento, levando a cirurgias complexas, prolongadas, envolvendo reconstruções para a reabilitação mais adequada e invariavelmente seguidas de radioterapia e quimioterapia, apresentando-se até o momento com índices mais baixos de sobrevida”, explica Dr. Giulianno.

No Brasil, cerca de 70% dos casos ainda apresentam-se em estádios avançados: III e IV, onde as chances de cura ou controle são menores, porém podem ser atingíveis. Já os casos iniciais I e II possuem alta chance de cura/controle.

Os dados demográficos preocupam e se este ritmo continuar, a incidência do câncer de boca, no Brasil, tenderá a aumentar, ultrapassando outras doenças. Com isto os gastos em saúde como um todo também aumentarão.

Hoje ocupa a quinta posição entre os homens e a sexta entre as mulheres. Segundo o cirurgião, a prevenção de fatores de risco ainda é a medida mais simples e eficaz para evitar o aparecimento desses tumores.

“A recomendação médica, portanto, é a de cessar o consumo de tabaco e álcool, pois associados e com a presença dos outros fatores já descritos aumenta-se muito a possibilidade de desenvolver esta doença”, conclui o Dr. Giulianno.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)


sábado, 1 de março de 2025

Drogas - Bebidas Alcoólicas - Saúde em Movimento

Drogas - Bebidas Alcoólicas

Aspectos históricos
Toda a história da humanidade está permeada pelo consumo de álcool. Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a.C., sendo portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.
Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a ser considerado como um remédio para todas as doenças, pois "dissipavam as preocupações mais rapidamente do que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor", surgindo então a palavra whisky (do gálico usquebaugh, que significa "água da vida").
A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, conseqüentemente, gerando um aumento no número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.
Aspectos gerais
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.
O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.
Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões, médicas, psicológicas, profissionais e familiares.
Efeitos agudos
A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.
Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.
Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado a estrutura física; uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool.
O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubecimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, tem uma maior probabilidade de sentir esses efeitos.
Álcool e Trânsito
A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Neste sentido, segundo a legislação brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em janeiro de 1998) deverá ser penalizado todo o motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chope), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml de destilados (duas doses).
Alcoolismo
Conforme já citado neste texto, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência do álcool, condição esta conhecida como "alcoolismo". Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, podendo ser de origem biológica, psicológica, sociocultural ou ainda ter a contribuição resultante de todos estes fatores. A dependência do álcool é uma condição freqüente, atingindo cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira.
A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns dos sinais do beber problemático são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; o aumento da importância do álcool na vida da pessoa; a percepção do "grande desejo" de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e o aumento da ingestão de álcool para aliviar a síndrome de abstinência.
A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas após um período de consumo crônico. A síndrome tem início 6-8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada pelo tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrointestinais, distúrbios de sono e um estado de inquietação geral (abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência severa ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas acima referidos, caracteriza-se por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e espaço.
Efeitos no resto do corpo
Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão e problemas no coração). Também são freqüentes os casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e câimbras nos membros inferiores.
Durante a gravidez
O consumo de bebidas alcóolicas durante a gestação pode trazer conseqüências para o recém-nascido, sendo que, quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o feto. Desta forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através do leite materno.
Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do ácool, que fizeram uso excessivo durante a gravidez, são afetados pela "Síndrome Fetal pelo Álcool". Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência). As crianças severamente afetadas e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.
Fonte: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID
Data da Publicação: 09/02/2002

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Aumenta acesso de jovens a álcool e drogas, revela IBGE

O número de adolescentes entre 13 e 15 anos que já consumiram bebida alcoólica aumentou. A informação é da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar 2015, realizada pelo IBGE. O levantamento indica também que o consumo de cigarro entre esses jovens, caiu de 6% para 5,6%. 

sábado, 9 de março de 2024

Dicas e Fatos sobre o alcoolismo


“O vício é um fantasma que assombra sua vida, despreza suas qualidades, zomba de suas capacidades e, o pior é que você abra as portas para ele, o coloca em sua vida, o alimenta, o deixa em lugar de destaque e de maneira submissa, aceita que ele o mate.” Luiza Gosuen


A dependência de bebida alcoólica tem se tornado um fator preocupante em diversos setores.
O índice alarmante está na área da saúde onde a quantidade de dependentes aumenta a cada dia, principalmente entre jovens e mulheres. Um dos fatores que contribuem para isso é o emocional, onde pessoas insatisfeitas consigo mesma, com problemas familiares e profissionais acham que a solução pode estar num copo de bebida e em companhia de pessoas que passam também por transtornos e carências afetivas e que em nada poderão contribuir para melhorar seu desconforto, ao contrário irão levá-los a caminhos muitas vezes sem volta.
Toda dependência chega disfarçada de alegria, vitalidade e bem-estar e de maneira covarde assedia ,conquista e mata sua presa, aos poucos.

Ouve-se muito as frases: "Eu sei meu limite", "Eu não estou bêbado"
Mas, como reconhecer esse limite?

Uma pesquisa recente do International Center for Alcohol Policies (ICAP), dos Estados Unidos, aponta que o flagelo do alcoolismo começa a ocorrer dentro do núcleo da própria família, com o direto incentivo dos pais, em 46% das famílias (Jornal o Estado de São Paulo do dia 21 de outubro de 2013, Caderno Economia, página B16).

Um pai que ingere bebida todos os dias tem o conceito para si de que essa atitude em nada altera seu comportamento e que seus filhos "entendem" como correto e aprovado essa sua atitude em família. Aí está o perigo, pois realmente este pai pode estar passando esta informação aos seus filhos, que os tem como exemplo do que deve ser seguido, sem contar que em alguns casos, esses filhos observam também a figura da mãe como participante ativa fazendo companhia ao pai e até oferecendo a bebida aos filhos, achando "bonitinho" e se divertindo com as caretas feitas pelas crianças ao contato com o gosto desagradável do que num futuro próximo poderá ser a causa de tragédias e dores irreparáveis.

Em pesquisa da OMS _Organização Mundial de Saúde, quem diariamente não consegue ficar sem beber uma única dose ou um copo de cerveja está na faixa dos "Alcoolistas", e quem, diariamente, bebe mais que dois copos de bebida alcoólica já faz uso nocivo do álcool. Se a pessoa beber três ou quatro doses num dia é considerado "Alcoólatra", estará expondo seu organismo a um nível de toxicidade que mudará seu padrão de sono e aumentará o risco de hipertensão, por exemplo. Um número maior de doses diárias além da dependência ,provavelmente irá ocasionar outros problemas como doença cardiovascular, acidentes pessoais, etc. e precisará de tratamento adequado, caso queira se livrar do vício e a possibilidade de recuperação.

A orientação da OMS é de que o limite para o nível de álcool em pessoas saudáveis não ultrapasse a 30g. O consumo não pode superar o equivalente a três copos de chope ou apenas uma dose de uísque ou vinho, por dia. 
Para quem costuma beber diariamente mais de duas latas de cerveja ou duas doses de destilado, como uísque ou pinga, aqui vai um alerta: o nível de álcool presente nessas quantidades de bebida está acima do recomendado pela OMS, podendo causar danos ao organismo. 
Para o consumo moderado, a quantidade de álcool presente em cada bebida é:
1 lata de cerveja - 17 gramas
1 copo de chope- 10 gramas
1 taça de vinho - 10 gramas
1 dose de destilado - 25 gramas (uísque, pinga, vodca) 

Veja agora os efeitos no cérebro de acordo com a quantidade de álcool por litro,no sangue:
2 latas de cerveja ou 2 taças de vinho ou 1 dose de uísque - Até 0,5g - Leve mudança na percepção e relaxamento.
3 latas de cerveja ou 3 taças de vinho ou 1,5 dose de uísque - 0,6 a 0,9g - Euforia e redução da atenção
5 latas de cerveja ou 5 taças de vinho ou 2,5 doses de uísque- 1,0 a 1,4g - Forte alteração nos reflexos
7 latas de cerveja ou 5 taças de vinho ou 3,5 doses de uísque - Acima de 1,5g- Confusão mental, vertigens, visão dupla.

De acordo com Sociedade Brasileira de Clínica Médica da Regional São Paulo, o consumo moderado de bebida raramente prejudica a saúde do fígado ou do coração. Ao contrário. Baixas doses de álcool estão associadas ao menor índice de infarto, pois dificultam a adesão de placas de gordura nas paredes das artérias. O vinho, em particular, ainda tem os flavonóides, substância que aumenta a concentração do bom colesterol (HDL). 

Porém, se a pessoa for hipertensa ou tiver diabetes, esses benefícios não existem e o álcool terá um efeito totalmente maléfico. Esse paciente nem mesmo pode beber, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Consumo acima de 30 gramas de álcool por dia também causa efeito inverso e pode provocar miocardiopatia alcoólica (dilatação do coração). 

Nenhum médico deve estimular o consumo de bebida alcoólica como método de prevenção de doenças cardiovasculares.
Os especialista alertam seus pacientes que é bastante perigoso misturar álcool com medicamentos, principalmente os calmantes.

Alcoolismo é uma doença crônica onde o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação que a droga produz e quando é retirada por algum tempo sente os efeitos da abstinência. Os sintomas da intoxicação aguda são variados: euforia, perda das inibições sociais, comportamento expansivo (muitas vezes inadequado ao ambiente) e emotividade exagerada. Há quem desenvolva comportamento beligerante ou explosivamente agressivo.
Algumas pessoas não apresentam euforia, ao contrário, tornam-se sonolentas e entorpecidas, mesmo que tenham bebido moderadamente. Segundo as estatísticas, essas quase nunca desenvolvem alcoolismo crônico.
Se a ingestão de álcool não é interrompida surgem: letargia, diminuição da frequência das batidas do coração, queda da pressão arterial, depressão respiratória e vômitos, que podem ser eventualmente aspirados e chegar aos pulmões provocando pneumonia entre outros efeitos colaterais perigosos.
Uma das características mais importantes do alcoolismo é a negação de sua existência por parte do usuário. Raros são aqueles que reconhecem o uso abusivo de bebidas, passo considerado essencial para livrarem-se da dependência e quando isso não acontece é necessário um processo severo de desintoxicação, com possível internação em clínica especializada.
As recomendações atuais para tratamento do alcoolismo, envolvem duas etapas:
a) Desintoxicação – Em Clínicas Especializadas de internação geralmente programada para alguns dias sob supervisão médica, permite combater os efeitos agudos da retirada do álcool. Dados os altíssimos índices de recaídas, no entanto, o alcoolismo não é doença a ser tratada exclusivamente no âmbito da medicina convencional, sendo necessário o envolvendo de equipe multidisciplinar que irá auxiliar e fortalecer do tratamento e se necessário, essa programação poderá variar de 8 meses a 1 ano.

b) Reabilitação – Alcoólicos anônimos é uma outra opção recomendada. Depois de controlados os sintomas agudos da crise de abstinência, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, cujo objetivo é ajudá-los a viver sem álcool na circulação sanguínea.
Para que o tratamento tenha sucesso é fundamental a participação dos familiares e amigos próximos.Essa demonstração de afeto fará grande diferença na recuperação do usuário. 
Para apoio a familiares existe a Al-Anon, que é uma associação dedicada a dar apoio e orientação aos familiares dos dependentes do álcool.

Álcool causa uma a cada 20 mortes no mundo, diz OMS

Atenção! Dar bebida alcoólica a menores de 18 anos é crime!

As dicas para amenizar os problemas do álcool na sua rotina de exercícios

Globo Esporte

Além de desidratar, seu consumo pode diminuir as concentrações de energia nos músculos e causar alterações na regulação térmica do organismo. Seja moderado.

Sem exageros, não há problema em ingerir bebidas alcoólicas - ainda mais em um período em que a performance não é o seu foco. Mas, ainda assim, é preciso cuidado para que elas não atrapalhem seus treinos. Além de desidratar, seu consumo pode diminuir as concentrações de energia nos músculos e causar alterações na regulação térmica do organismo.

Se você não quer abrir mão da sua cervejinha, ou alguma outra bebida, veja algumas dicas para amenizar os problemas do álcool no seu exercício:

• Beba água antes, durante e depois da noitada. Isso ajuda na diluição do álcool no corpo, facilitando a eliminação dos resíduos tóxicos na bebida.

• Alimente-se bem e fuja dos petiscos tradicionais. Uma alimentação equilibrada com boas fontes de carboidratos e proteínas, mantém seus músculos supridos com nutrientes essenciais.

• Evite treinar no primeiro horário do dia seguinte. Prefira descansar algumas horas a mais e reabastecer o seu corpo com uma boa alimentação e água.

• Esqueça os treinos mais duros pós-bebedeira. Faça uma corrida leve, que não exija muito esforço do seu corpo.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)


Drogas, Alcoolismo, Tratamento - Site Antidrogas - Não jogue com a vida... - Artigo: As dicas para amenizar os problemas do álcool na sua rotina de exercícios

Beber água não evita ressaca, diz estudo

BBC Brasil

Pesquisadores não encontraram sinais de que ressaca melhora após ingestão de água

Beber água ou assaltar a geladeira após um noite de bebedeira não melhora a ressaca no dia seguinte, de acordo com uma pesquisa holandesa.
O estudo concluiu que não há mágicas: a única maneira de evitar uma ressaca é beber menos álcool.
Mais de 800 estudantes holandeses foram questionados sobre como tentavam aliviar os sintomas da ressaca, mas nem comida nem água tiveram um efeito positivo.
Os resultados estão sendo apresentados em uma conferência em Amsterdã.
Uma equipe de pesquisadores internacionais analisou hábitos de consumo de alunos da Holanda e do Canadá para descobrir se a ressaca pode ser amenizada ou se algumas pessoas estavam imunes a ela.
Entre 826 estudantes, 54% comiam após beber, incluindo alimentos gordurosos e cafés da manhã pesados, na esperança de evitar a ressaca.
Com o mesmo objetivo, mais de dois terços beberam água enquanto consumiam álcool e mais da metade bebeu água antes de ir para a cama.
Embora esses grupos tenham mostrado uma ligeira melhora em como se sentiam em comparação com aqueles que não tinham bebido água, não houve diferença real na gravidade de suas ressacas.

Pessoas que alegaram não ter ressaca eram as que bebiam menos
Pesquisas anteriores apontam que cerca de 25% das pessoas que bebem dizem não ter ressacas.
Então os pesquisadores questionaram 789 estudantes canadenses sobre seu consumo de álcool no mês anterior e as ressacas que tiveram. Descobriram que aqueles que não tinham ressaca simplesmente consumiam "muito pouco álcool para desenvolver ressaca".
Dos alunos que bebiam consideravelmente, com uma concentração de álcool no sangue estimada em mais de 0,2%, quase ninguém era imune à ressaca.
De acordo com o autor principal do estudo, Joris Verster, da Universidade de Utrecht, a relação era bastante simples.
"Quanto mais você bebe, mais provável é que tenha uma ressaca", diz.
"Beber água pode ajudar contra a sede e boca seca, mas não vai acabar com o mal-estar, a dor de cabeça e as náuseas."

´Sem cura`

Verster disse que parte do problema era que os cientistas ainda não sabem o que causa a ressaca.
"A pesquisa concluiu que não é simplesmente a desidratação. Nós sabemos que o sistema imunológico está envolvido, mas antes de descobrirmos o que ele faz será muito pouco provável encontrarmos uma cura eficaz."
Ele disse que o próximo passo é fazer testes mais controlados sobre ressacas.
Michael Bloomfield, da University College, em Londres, disse que os custos econômicos do abuso de álcool chegam a bilhões de euros por ano.
"Por isso é muito importante responder perguntas simples como ´Como evitar uma ressaca?`São necessários mais estudos, mas esta nova pesquisa nos diz que a resposta é simples: beber menos."
O documento foi apresentado na conferência da Faculdade Europeia de Neuropsicofarmacologia.

Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas


Gestantes não devem beber uma só gota de álcool -- e em qualquer fase da gravidez

Veja
Em nova recomendação, a Academia Americana de Pediatria afirmou que as mulheres grávidas não devem consumir nada de álcool para evitar problemas no feto


Não há quantidade de álcool segura a ser consumida durante a gravidez. Essa é a nova recomendação da Academia Americana de Pediatria, baseada em estudo publicado no periódico científico Pediatrics.
A ingestão de bebidas alcoólicas na gestação tem sido associada a problemas neurocognitivos e comportamentais na criança, assim como a diversas deformidades faciais. O grupo de sintomas é conhecido como ´espectro de desordens fetais alcoólicas` (FASD, na sigla em inglês).
Ainda de acordo com o estudo, todas as formas de álcool representam risco ao feto. Isso porque o álcool ingerido pela gestante ultrapassa a barreira da placenta e se acumula no líquido amniótico.
De acordo com a pediatra Conceição Segre, coordenadora da obra "Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido", o álcool consumido pela gestante também atinge o feto por meio do sangue do cordão umbilical, prejudicando a transferência de nutrientes e oxigênio. Cerca de uma hora depois de a gestante ingerir a bebida, o nível de álcool no sangue do feto se iguala ao medido no organismo da mãe. Mas, como o bebê tem massa corporal menor e o fígado imaturo para metabolizar a substância, calcula-se que o efeito tóxico para ele seja até oito vezes maior. As consequências dessa intoxicação permanecem a vida inteira, com intensidade variável, explicou Conceição.
Mas de acordo com os autores do trabalho, o grande problema na medicina é não haver ainda consenso em relação ao assunto. As recomendações entre os médicos variam muito de acordo com a cultura do país de origem. Além disso, alguns estudos afirmam que beber moderadamente e esporadicamente durante a gravidez não causa problemas no feto e não causa atrasos no desenvolvimento da criança.
"Os trabalhos que analisaram os riscos do consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação e afirmaram que há não grandes problemas na ingestão de doses baixas podem ter utilizado métodos insuficientemente sensíveis para detectar as afecções. É ingenuidade afirmar que é seguro tomar bebidas alcoólicas na gravidez.", disse Janet Williams, principal autora do trabalho que embasou a decisão da Academia Americana de Pediatria.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)


terça-feira, 6 de julho de 2021

Levantamento alerta para consumo de álcool no país | Agência Brasil

O índice de consumo de álcool no Brasil é mais alarmante do que o do uso de substâncias ilícitas, segundo o 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa revelou que mais da metade da população brasileira de 12 a 65 anos declarou ter consumido bebida alcoólica alguma vez na vida.

Cerca de 46 milhões (30,1%) informaram ter consumido pelo menos uma dose nos 30 dias anteriores. E aproximadamente 2,3 milhões de pessoas apresentaram critérios para dependência de álcool nos 12 meses anteriores à pesquisa.
O levantamento que ouviu cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos, em todo o Brasil, entre maio e outubro de 2015, é apontado como um dos mais completos por sua abrangência. Pesquisadores da fundação afirmam, inclusive, que os resultados são representativos inclusive de municípios de pequeno porte e de zonas de fronteira.

domingo, 4 de julho de 2021

Estudo mostra ligação entre álcool e suicídio na faixa de 25 a 44 anos

Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) divulgado este ano em um jornal científico reforçou a ligação entre o consumo de álcool e o suicídio. Foram analisados 1,7 mil casos na cidade de São Paulo entre 2011 e 2015 a partir de exames toxicológicos e mais de 30% das vítimas apresentavam diferentes concentrações de teor alcoólico no sangue. Entre os homens essa porcentagem chegou a 34,7%. A maior parte dos analisados (49%0 corresponde a adultos jovens, com idade entre 25 e 44 anos. Dentro dessa faixa etária mais de 61% apresentavam álcool no sangue.
Desde 2012 a taxa de suicídio em brasileiros de 15 a 29 anos subiu quase 10% de acordo com a edição de 2010 do Mapa da Violência, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa mundial de mortes entre pessoas dessa faixa etária - mais de 90% estão ligados a distúrbios mentais.
Segundo o psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, sob efeito do álcool as pessoas podem apresentar diminuição da capacidade de julgamento, do senso crítico e do autocontrole, assim como tendem a adotar comportamentos agressivos. Esse efeito pode ser ainda maior entre os adolescentes.
“O cérebro do adolescente ainda está em desenvolvimento e os efeitos do álcool são mais nocivos nessa idade, com impacto ainda maior sobre a tomada de decisões e o autocontrole. Estamos falando de uma faixa etária em que o imediatismo é mais evidente e a exposição ao álcool pode ser mais perigosa quando pensamos no risco para o suicídio”, explicou.
De acordo com Tung, é possível desenvolver programas educativos sobre o consumo de drogas e álcool entre os jovens, mas é preciso lembrar que há outros fatores que também merecem atenção como o bullying e transtornos psiquiátricos, como a depressão. “É importante lembrar que um transtorno mental como a depressão pode alterar a percepção que o indivíduo tem da realidade. Por isso, os casos de suicídio não devem ser encarados como expressão do livre-arbítrio.”

Campanha digital

No próximo mês será lançada a campanha digital #SAIADASOMBRA, para contribuir para as atividades educativas da campanha global Setembro Amarelo, que tem como foco o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado no próximo dia 10. A mensagem será lançada em forma de vídeo nas redes sociais com o objetivo de atingir os mais jovens. A campanha é feita em parceria com o Centro de Valorização à Vida (CVV) e o laboratório Pfizer.
"O objetivo desta vez é focar nos adolescentes e jovens que apresentam sinais de alerta em relação à depressão e à possibilidade de cometer suicídio num prazo próximo ou mediano. Nossa intenção é alertar, trazer informação e levar as pessoas a poder identificar esses sinais e, em seguida, ajudar, seja pessoalmente ou encaminhando para um profissional adequado", disse o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.
Segundo ele, as pessoas que têm sinais ou sintomas depressivos têm um sofrimento inerente à doença e à condição clínica pela qual estão passando. "É importante lembrar que as pessoas que têm depressão, de alguma maneira, estão sofrendo e, para algumas delas, a saída para esse sofrimento é o suicídio. Vamos ter isso em mente e reconhecer que há mitos que envolvem a doença".
Correia ressaltou que é necessário ainda eliminar a ideia de que suicídio é uma consequência natural de uma série de situações na vida da pessoa. "Mais de 90% das pessoas que se suicidaram ou tentaram tem alguma doença envolvida. Não é questão meramente comportamental. Essa é uma das mensagens mais importantes: é uma morte evitável. Essa pessoa que tentou ou cometeu suicídio não precisava ter feito isso se a gente ouvisse, visse e desse atenção", completou.
O presidente do CVV, Robert Paris, destacou que a entidade criou um serviço via chat com o intuito de atrair jovens. Segundo ele, a adesão desse público foi rápida. "Um dado que nos chamou muito a atenção é que no atendimento em geral cerca de 5% a 10% das pessoas manifestam intenção ou planejamento para o suicídio. Parece pouco, mas se pensarmos que temos 3 milhões de contatos por ano, isso significa um número de pessoas em alto risco e que, felizmente, estão pedindo ajuda de alguma maneira".
Paris disse ainda que entre aqueles de 15 a 29 anos, a taxa dos que mostram planejamento ou intenção para suicídio é de 50%. "O jovem fala abertamente sobre isso. Ele pede ajuda e demonstra seu desespero. O problema é grave, estamos cada vez mais buscando voluntários para atender em todos os nossos meios de apoio, mas especificamente nesse. E buscamos trazer voluntários mais jovens."
Mudanças bruscas de personalidade, alterações no desempenho escolar ou no trabalho podem ser sinais de que a pessoa sofre de algum transtorno que pode levar ao suicídio. Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, isolamento familiar ou social, pessimismo, perda ou ganho inesperado de peso, frequência de comentários autodepreciativos ou sobre morte, ou a doação de pertences que antes o indivíduo valorizava também são sinais que devem ser notados.

terça-feira, 29 de junho de 2021

A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS DE MÚTUA AJUDA

Grupos de Mútua Ajuda são pequenas organizações com características de ajuda mútua e de realização de alguma meta. São formados por companheiros que se unem em assistência mútua, com o objetivo de satisfazer uma necessidade comum, superar dificuldade relacionada a um problema físico ou estilo de vida autodestrutivo, buscando dessa maneira uma mudança social ou pessoal. Esses grupos enfatizam as relações face a face, assim como responsabilidade pessoal pelos membros. Fornecem regularmente materiais de assistência (literatura específica) e apoio emocional.

Os grupos de mútua ajuda mais conhecidos mundialmente são os Alcoólicos Anônimos (AA) e os Narcóticos Anônimos (NA), definidos como uma irmandade de homens e mulheres que se ajudam a resolver problemas comuns como o Álcool e outras drogas de abuso. Para tanto, seus membros utilizam o programa de 12 passos que se originou da criação dos AA em 1935, em Akros, Ohio, nos Estados Unidos, com William Wilson (Bill), corretor da bolsa de valores em Nova York, e Roberto Smith (dr. Bob), Médico, ambos alcoolistas que se beneficiaram da troca de experiência, alcançando assim a abstinência e a sobriedade. Estenderam essa descoberta aos demais tornando-se uma referência no tratamento informal do Alcoolismo.

No Brasil, o primeiro grupo surgiu em 1947, posteriormente, o programa de 12 passos foi adotado por outros grupos como recurso de recuperação. Assim foi com os Narcóticos Anônimos (NA). De acordo com esses princípios, formaram-se também grupo de familiares de usuários de alccol (Al-Anon) e drogas (Nar-Anon), assim como grupos para transtornos compulsivos. Existe também um grupo de mútua ajuda muito eficaz que se chama “Amor Exigente”, com reuniões semanais.

O trabalho desenvolvido nos grupos atua nos níveis do pensamente, das emoções e de mudança comportamental, ou seja, a utilização de outra pessoa como ponto de referência. O usuário avalia o testemunho oferecido por outro companheiro. Quando o faz de maneira positiva, automaticamente reflete sobre o quanto essa avaliação pode ser aplicada a ele. A cada reunião, a coesão grupal e reforçada, o sistema global de crenças é reafirmado e se aprendem habilidades de sobrevivência. Um grupo pode influenciar uma família, um indivíduo, outro grupo, este por vez, vai ser influenciado por todos os membros da rede, criando, assim, redes facilitadoras e promotoras de saúde.
 


sábado, 12 de junho de 2021

Álcool, cigarro e depressão causam dores de coluna

O Dia
Novos estudos mostram que são vários os fatores que provocam o problema.
Rio - Alcoolismo, tabagismo, obesidade e depressão também causam dor na costas, revelou estudo da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. O problema é causado por diversos fatores de risco combinados, não só os já conhecidos, como sedentarismo ou má postura.
Foram analisadas mais de um milhão de pessoas e verificou­-se que as chances de sentir dores na parte inferior da coluna aumentam em 6 vezes nos casos de obesidade; 5,5 vezes para portadores de depressão; 4,5 vezes para fumantes; e 3,3 vezes em alcoólatras.
“Estamos conhecendo mais sobre os fatores de risco”, explica João Amadera, fisiatra do Spine Center. Segundo ele, o problema é multifatorial, ou seja não tem uma causa específica. Amadera afirma ainda que estudos apontam que 90% da população mundial tem, já teve ou terá dor na costas.
Uma das principais descobertas é a influência do alcoolismo no problema, que reforça outro fator de risco, a distração. “Quem bebe acaba colocando o corpo em situações que não colocaria”, alerta o fisiatra. Já o tabagismo afeta a circulação sanguínea da coluna vertebral. “As pessoas que fumam tem os microvasos sanguíneos interrompidos”, afirma. 
A obesidade, por sua vez, causa danos à coluna principalmente de mulheres. “Por causa dos hormônios, a musculatura da mulher não acompanha o ganho de peso”, explica Amadera. Assim, as obesas têm duas vezes mais chances de ter dor nas costas do que homens na mesma situação. Por fim, a depressão está ligada a alteração no sistema nervoso, que controla a sensação da dor. 
Amadera acrescenta que esta dor é a principal causa de afastamento do trabalho, de aposentadoria precoce e de pessoas que vão ao escritório, mas não produzem. 
O fisiatra ressalta, no entanto, que boa parte dos fatores de risco – como ficar muito tempo na mesma posição – é comum à maior parte da população. “São muito abrangentes”, explica. Por isso, a prevenção não deve focar em um ou outro aspecto, e sim numa vida saudável como um todo. 
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Cor dos olhos podem indicar alcoolismo, revela estudo

Um estudo publicado no ´Americal Journal of Medical Genetics`, feito por pesquisadores da Universidade de Vermont, dos Estados Unidos, sugere que as pessoas com olhos de cores claras têm mais chance de se tornarem dependentes de bebida alcoólica.
Para chegar as conclusões, 1263 voluntários de ascendência europeia foram supervisionado, controlando variáveis como idade, sexo e histórico escolar. Foi constado que aqueles com olhos azuis, verdes, acidentados ou castanhos claros são mais propensos ao alcoolismo.
A pesquisa revelou que existe uma interação entre os genes que definem a cor dos olhos e aqueles associados à dependência de álcool. O próximo passo é fazer uma pesquisa mais aprofundada e tentar determinas se a ligação é exclusivamente genética ou se deve também a fatores culturais.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)