
Este é o patinho mais corajoso do mundo? 😱
O Museu Vivo do São Bento (MVSB), aparelho cultural da Secretaria de Cultura e Turismo de Duque de Caxias (SMCT/DC), está rompendo fronteiras. Parte do acervo do primeiro Ecomuseu de Percurso da Baixada Fluminense está disponível para visitação no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, na exposição "Baixada Fluminense: A Arte no Palácio".
Entre as peças, está um quadro de Ozias Antônio de Araújo, que integra a exposição permanente do museu, além de materiais arqueológicos das escavações dos Sambaquis do São Bento e do Mangue do Rio Iguaçu. Acervo da exposição "Onde estão as bonecas pretas que não aparecem nos nossos sonhos", coleção do grupo de artesãs do São Bento, também pode ser visitado no palácio.
Baixada no Centro
A exposição faz parte da campanha “Baixada no Centro”, que fomenta a ocupação de obras e de apresentações de artistas da Baixada Fluminense em equipamentos culturais do Centro do Rio. O projeto é organizado pelo produtor cultural Diego Lacerda.
“A expectativa é que os artistas que estão expondo no Palácio Tiradentes, sede histórica da Alerj Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, possam ter novas oportunidades de mostrar aquilo que sabem fazer com tanto carinho e amor. É também uma oportunidade para quem circula no Centro do Rio e não conhece a ‘real’ Baixada Fluminense, aquela além da violência e da falta de infraestrutura. A Baixada é rica em cultura, em turismo, em meio ambiente e em patrimônio histórico-cultural”, defende o produtor.
"O Museu Vivo do São Bento, enquanto complexo que luta pela valorização da história e da memória da Baixada, não poderia estar de fora deste projeto, já que é uma voz que, ao longo de sua trajetória, luta pela leitura do patrimônio do Brasil e do mundo a partir desse lugar", acrescenta Deise Guilhermina, historiadora do MVSB, que esteve presente na inauguração da exposição.
“Baixada Fluminense: A Arte no Palácio” segue aberta à visitação até 27 de maio, no Palácio Tiradentes, que fica na Rua Primeiro de Março, s/nº, Praça XV, Centro - Rio de Janeiro - RJ, CEP: 20.010-090. A exposição está aberta de segunda a sexta, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.
Museu Vivo do São Bento
O Museu Vivo do São Bento (MVSB) é um complexo museológico presente no 2ª Distrito de Duque de Caxias, considerado o primeiro Ecomuseu de Percurso da Baixada Fluminense. Foi criado, oficialmente, pelo Executivo Municipal em 3 de novembro de 2008 (Lei nº 2.224/08), no âmbito da Secretaria Municipal de Educação (SME), a partir da reivindicação dos profissionais da área e da cultura caxiense.
Foi concebido, baseado nos princípios da Museologia Social, e, portanto, articula a defesa do patrimônio, a intervenção nas realidades social, ambiental, econômica e cultural do território e o envolvimento das comunidades locais, valorizando o sentimento de pertencimento. Desde 4 de junho de 2025, é gestado pela Secretaria Municipal de Cultura (Lei nº 3.512/25), com uma equipe vinculada à pasta.
Origens
São Jorge, cujo nome de origem grega significa “agricultor”, nasceu na Capadócia, por volta do ano 280, em uma família cristã. Transferiu-se para a Palestina, onde se alistou no exército de Diocleciano. Em 303, quando o imperador emanou um edito para a perseguição dos cristãos, Jorge doou todos os seus bens aos pobres e, diante de Diocleciano, rasgou o documento e professou a sua fé em Cristo. Por isso, sofreu terríveis torturas e, no fim, foi decapitado.
As lendas do Santo
São inúmeras as narrações fantasiosas, que nasceram em torno da figura de São Jorge. Um dos seus episódios mais conhecidos é o do dragão e a jovem, salva pelo santo, que remonta ao período das Cruzadas. Narra-se que na cidade de Selém, Líbia, havia um grande pântano, onde vivia um terrível dragão. Para aplacá-lo, os habitantes ofereceram-lhe dois cabritos, por dia e, vez por outra, um cabrito e um jovem tirado à sorte. Certa vez, a sorte coube à filha do rei. Enquanto a princesa se dirigia ao pântano, Jorge passou por ali e matou o dragão com a sua espada. Este seu gesto tornou-se símbolo da fé que triunfa sobre o mal.
Validação Histórica
No lugar da sua sepultura, em Lida, – um tempo capital da Palestina, agora cidade israelense, situada perto de Telavive, – foi construída uma Basílica, cujas ruínas ainda são visíveis. Até aqui, a Passio Georgii classificada, pelo Decreto Gelasianum, no ano 496, entre as obras hagiográficas é definida Passio lendária. Entre os documentos mais antigos, que atestam a existência de São Jorge, uma epígrafe grega, do ano 368, – descoberta em Eraclea de Betânia, – fala da “casa ou igreja dos santos e triunfantes mártires, Jorge e companheiros”. Foram muitas, ao longo dos anos, as narrações posteriores à Passio.
Padroeiro
São Jorge é considerado Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Ele é invocado ainda contra a peste, a lepra e as serpentes venenosas. O Santo é honrado também pelos muçulmanos, que lhe deram o apelativo de “profeta”.
Curiosidade
Entre os cristão do oriente, sejam católicos latinos ou de outros ritos, assim como os ortodoxos, a devoção a São Jorge é bem expressiva. Comparando com os cristãos do ocidente, é invocado na mesma proporção que São Miguel Arcanjo.
De mártir a Santo guerreiro
Os cruzados contribuíram muito para a transformação da figura de São Jorge de mártir em Santo guerreiro, comparando a morte do dragão com a derrota do Islamismo. Com os Normandos, seu culto arraigou-se profundamente na Inglaterra, onde, em 1348, o rei Eduardo III instituiu a “Ordem dos Cavaleiros de São Jorge”. Durante toda a Idade Média, a sua figura tornou-se objeto de uma literatura épica, que concorria com os ciclos bretão e carolíngio.
Memória Facultativa
Na falta de notícias sobre a sua vida, em 1969, a Igreja mudou a sua celebração: de festa litúrgica passou a ser memória facultativa, sem alterar seu culto. As relíquias de São Jorge encontram-se em diversos lugares do mundo. Em Roma, na igreja de São Jorge em Velabro é conservado seu crânio, por desejo do Papa Zacarias. Como acontece com outros santos, envolvidos por lendas, poder-se-ia concluir que também a função histórica de São Jorge é recordar ao mundo uma única ideia fundamental: que o bem, com o passar do tempo, vence sempre o mal. A luta contra o mal é uma dimensão sempre presente na história humana, mas esta batalha não se vence sozinhos: São Jorge matou o dragão porque Deus agiu por meio dele. Com Cristo, o mal jamais terá a última palavra!
Oração
Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abre meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com vossas armas, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não peguem, tendo olhos não me enxerguem nem pensamentos possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estendei vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza. Ajudai-me a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos peço (fazer o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade. Amém.
Minha oração
“Poderoso guerreiro, defendei-nos do mal e da tentação, assim como ensinai-nos a defender a nossa fé e os mais necessitados, tudo por amor a Cristo. Amém.”
Fontes:
– Pesquisa: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova
– Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova