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sábado, 25 de abril de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
São Jorge, o santo comparado a São Miguel no Oriente
Origens
São Jorge, cujo nome de origem grega significa “agricultor”, nasceu na Capadócia, por volta do ano 280, em uma família cristã. Transferiu-se para a Palestina, onde se alistou no exército de Diocleciano. Em 303, quando o imperador emanou um edito para a perseguição dos cristãos, Jorge doou todos os seus bens aos pobres e, diante de Diocleciano, rasgou o documento e professou a sua fé em Cristo. Por isso, sofreu terríveis torturas e, no fim, foi decapitado.
As lendas do Santo
São inúmeras as narrações fantasiosas, que nasceram em torno da figura de São Jorge. Um dos seus episódios mais conhecidos é o do dragão e a jovem, salva pelo santo, que remonta ao período das Cruzadas. Narra-se que na cidade de Selém, Líbia, havia um grande pântano, onde vivia um terrível dragão. Para aplacá-lo, os habitantes ofereceram-lhe dois cabritos, por dia e, vez por outra, um cabrito e um jovem tirado à sorte. Certa vez, a sorte coube à filha do rei. Enquanto a princesa se dirigia ao pântano, Jorge passou por ali e matou o dragão com a sua espada. Este seu gesto tornou-se símbolo da fé que triunfa sobre o mal.
Validação Histórica
No lugar da sua sepultura, em Lida, – um tempo capital da Palestina, agora cidade israelense, situada perto de Telavive, – foi construída uma Basílica, cujas ruínas ainda são visíveis. Até aqui, a Passio Georgii classificada, pelo Decreto Gelasianum, no ano 496, entre as obras hagiográficas é definida Passio lendária. Entre os documentos mais antigos, que atestam a existência de São Jorge, uma epígrafe grega, do ano 368, – descoberta em Eraclea de Betânia, – fala da “casa ou igreja dos santos e triunfantes mártires, Jorge e companheiros”. Foram muitas, ao longo dos anos, as narrações posteriores à Passio.
São Jorge: Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros
Padroeiro
São Jorge é considerado Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Ele é invocado ainda contra a peste, a lepra e as serpentes venenosas. O Santo é honrado também pelos muçulmanos, que lhe deram o apelativo de “profeta”.
Curiosidade
Entre os cristão do oriente, sejam católicos latinos ou de outros ritos, assim como os ortodoxos, a devoção a São Jorge é bem expressiva. Comparando com os cristãos do ocidente, é invocado na mesma proporção que São Miguel Arcanjo.
De mártir a Santo guerreiro
Os cruzados contribuíram muito para a transformação da figura de São Jorge de mártir em Santo guerreiro, comparando a morte do dragão com a derrota do Islamismo. Com os Normandos, seu culto arraigou-se profundamente na Inglaterra, onde, em 1348, o rei Eduardo III instituiu a “Ordem dos Cavaleiros de São Jorge”. Durante toda a Idade Média, a sua figura tornou-se objeto de uma literatura épica, que concorria com os ciclos bretão e carolíngio.
Devoção a São Jorge
Memória Facultativa
Na falta de notícias sobre a sua vida, em 1969, a Igreja mudou a sua celebração: de festa litúrgica passou a ser memória facultativa, sem alterar seu culto. As relíquias de São Jorge encontram-se em diversos lugares do mundo. Em Roma, na igreja de São Jorge em Velabro é conservado seu crânio, por desejo do Papa Zacarias. Como acontece com outros santos, envolvidos por lendas, poder-se-ia concluir que também a função histórica de São Jorge é recordar ao mundo uma única ideia fundamental: que o bem, com o passar do tempo, vence sempre o mal. A luta contra o mal é uma dimensão sempre presente na história humana, mas esta batalha não se vence sozinhos: São Jorge matou o dragão porque Deus agiu por meio dele. Com Cristo, o mal jamais terá a última palavra!
Oração
Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abre meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com vossas armas, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não peguem, tendo olhos não me enxerguem nem pensamentos possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estendei vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza. Ajudai-me a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos peço (fazer o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade. Amém.
Minha oração
“Poderoso guerreiro, defendei-nos do mal e da tentação, assim como ensinai-nos a defender a nossa fé e os mais necessitados, tudo por amor a Cristo. Amém.”
São Jorge, rogai por nós!
Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 23 de abril
- Santo Adalberto (Vojtech), bispo de Praga e mártir. († 997)
- Santo Eulógio, bispo em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. († 387)
- São Marolo, bispo em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. († s. V)
- São Gerardo, bispo em Toul, na Lotaríngia, atualmente na França.(† 994)
- São Jorge, bispo em Suélli, na Sardenha. († 1117)
- Beato Gil de Assis, religioso da Ordem dos Menores em Perúgia na Úmbria, região da Itália. († 1262)
- Beata Helena Valentíni, viúva, que, decidida a viver só para Deus, teve grande actividade na Ordem secular de Santo Agostinho em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giúlia, região da Itália.(† 1458)
- Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti), virgem, fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.
- Beata Maria Gabriela Saghéddu, virgem no mosteiro cisterciense de Grottaferrata, no território de Frascáti, próximo de Roma. († 1939)
Fontes:
- vaticannews.va
- Martirológio Romano
- Liturgia das Horas
- Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil [Ed CNBB 2022]
- Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
- Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
- Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]
– Pesquisa: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova
– Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova
ORAÇÃO DE SÃO JORGE PARA PROTEÇÃO
- Países: Inglaterra, Geórgia, Portugal, Etiópia, Lituânia, Sérvia, Montenegro.
- Cidades e Regiões: Rio de Janeiro (RJ/Brasil), Moscou (Rússia), Londres (Inglaterra), Barcelona (Espanha), Gênova (Itália), Beirute (Líbano), Catalunha (Espanha), Aragão (Espanha), Ferrara (Itália), Friburgo (Alemanha).
- Locais Específicos: A cidade de Lod (antiga Dióspolis) em Israel é onde ele foi sepultado.
Dia de São Jorge é comemorado em Nova Campinas
Dia de São Jorge / 23 de abril
Disseminação da devoção a São Jorge
Castelo de São Jorge, Lisboa
Padroeiro da Inglaterra
Posteriormente, pelas reformas do Papa Paulo VI, São Jorge foi rebaixado a santo menor de terceira categoria (segundo hierarquia católica), cujo culto seria opcional nos calendários locais e não mais em caráter universal. No entanto, a reabilitação do santo como figura de primeira instância, e arcanjo, lembrando a figura do próprio Jesus Cristo, pelo Papa João Paulo II em 2000, conferiu nova relevância a São Jorge. Atualmente, haja vista a grande popularidade e apelo turístico de festas como a escocesa St. Andrew's Day, a irlandesa St. Patrick's Day e mesmo a galesa St. Dave's Day, têm-se formado grande iniciativa de setores nacionalistas para que o St. George's Day volte a gozar da mesma popularidade entre os ingleses como antigamente.
Padroeiro de Portugal /
Padroeiro da Catalunha /
Lenda do dragão e da princesa
Imagem do santo localizada na Igreja de São Jorge no Centro do Rio de Janeiro
Referências
2. SPENSER, Edmund. Fierce Wars and Faithful Loves. [S.l.]: Cannon Press, 1998. ISBN 978-1-885767-39-4 página=196.
3. "St. George". Catholic Encyclopedia. (1913). New York: Robert Appleton Company.
4. Sobre imagens de São Jorge
5. Ashmole, Elias, The History of the most Noble Order of the Garter: And the several Orders of Knighthood extant in Europe. A Bell; E.Curll; J.Pemberton; A Collins; W.Taylor; J.Baker, London 1715
6. Bishop Percy's folio manuscript: loose and humorous songs ed. Frederick J. Furnivall. London, 1868
7. The Golden Legend or Lives of the Saints. Compiled by Jacobus de Voragine, Archbishop of Genoa, 1275. First Edition Published 1470. Englished by William Caxton, First Edition 1483, Edited by F.S. Ellis, Temple Classics, 1900 (Reprinted 1922, 1931)
8. Fundação Cultural do Estado da Bahia, Cultos Afro, Orixás, Festa para Oxossi, o Rei de Ketu [em linha]
9. Santos, Georgina Silva dos.Ofício e sangue: a Irmandade de São Jorge e a Inquisição na Lisboa moderna.Lisboa: Colibri; Portimão: Instituto de Cultura Ibero-Atlântica, 2005
terça-feira, 21 de abril de 2026
Campinarte Huayrãn Ribeiro / Joaquim!
Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim que não se prendesse às opiniões da multidão. Um Joaquim que viva a sua vida de acordo com as luzes que lhe chegam do alto porque a multidão julga o lado exterior, o íntimo só Deus conhece.
Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim que tivesse uma personalidade própria sabedor que de nada valerá o conhecimento de todas as ciências do mundo, de tudo que está fora de nós, se não conhecermos a nós mesmos.
Um certo Joaquim cuja a vida seja cercada de amor e que não tenha prevenção contra seus semelhantes.
Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim que fosse capaz de vencer as barreiras da separação, de aproximar criaturas, de solidificar amizades.
Eu gostaria de escrever sobre um certo Joaquim desperto para as verdades superiores que não se ilude com as conquistas fáceis, com os prazeres transitórios, com as sensações efêmeras.
Um certo Joaquim que busque intensamente as coisas sólidas e duradouras, espalhando alegria e otimismo, bondade e amor, que são as bases firmes e eternas da felicidade que jamais termina.
Joaquim! Joaquim! Joaquim!
Que coisa, onde andará esse Joaquim?











