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terça-feira, 30 de maio de 2017

Micose que tem gatos como hospedeiros preocupa em BH - Gerais - Estado de Minas

Depois de a cidade do Rio de Janeiro registrar uma epidemia de esporotricose, doença que pode matar gatos e ser transmitida a humanosBelo Horizonte trata pacientes com a enfermidade e já se preocupa com a possibilidade de ela se alastrar sem controle. Nos gatos, os sinais mais observados são feridas profundas na pele, geralmente purulentas. Em pessoas, se manifesta também como uma micose, que pode provocar lesões cutâneas graves. Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde informou que está adotando “medidas preventivas para que não haja uma explosão do número de casos” e que iniciou trabalhos nesse sentido, com o monitoramento e esterilização dos animais, cuja população cresceu muito nos últimos anos. Reuniões para discutir o assunto têm sido realizadas, com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que admite, em nota, risco no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no Centro, onde há grande população de felinos.
anto para humanos quanto para gatos contaminados há tratamento e a saída não é abandonar ou sacrificar o animal. “Há de ser levada em conta a probabilidade de risco à saúde pública, pelo contágio da esporotricose, que, apesar de ser uma doença curável, pode, nas condições atuais do Parque Municipal, se alastrar sem qualquer tipo de controle e se tornar uma epidemia”, informa nota da Secretaria do Meio Ambiente. Apesar de afirmarem que houve aumento no número de gatos na capital, nenhuma das duas secretarias tem números sobre essa população. De modo geral, os felinos contraem a doença em brigas e traumatismos, que ocorrem principalmente durante o acasalamento, quando os animais vão às ruas. A doença começa com o aparecimento de feridas, geralmente na face e membros, que progridem para o restante do corpo.
No Parque Municipal, o plano preventivo traçado pela Secretaria de Meio Ambiente começa com a contagem dos animais. Eles serão capturados por equipe coordenada por uma bióloga do Centro de Controle de Zoonoses, que atualmente é responsável pelo manejo dos felinos no parque. Eles serão castrados, microchipados e posteriormente encaminhados a lares temporários para o pós-operatório. A secretaria vai tentar ainda encontrar lares definitivos para esses animais e fará eventos e palestras de conscientização, para explicar que abandono é crime. Apesar do alerta, a pasta informou que não há previsão de fechamento da área verde.
Sem residência desde 1994, Alexandre Rocha da Silva, de 31 anos, é um dos muitos moradores de rua que frequentam o Parque Municipal diariamente. Ele confirma o aumento da população felina no local. “Eles aumentaram muito mesmo, especialmente nos últimos dois anos. Mas não vi nenhum doente. No dia a dia, a gente brinca com eles, pega e tem contato o tempo todo”, disse. Segundo o homem, ele nunca recebeu nenhuma informação de funcionários da prefeitura para evitar aproximação com os animais.
Micose que tem gatos como hospedeiros preocupa em BH - Gerais - Estado de Minas