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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Jiboia é encontrada em prédio da Lagoa e especialista alerta: 'Elas têm sede'

Ambientalistas avisam que, cada vez mais sedentas, serpentes estão saindo das matas e querem água 
 FRANCISCO EDSON ALVES 
Rio - Moradores de um condomínio de luxo da Lagoa levaram um susto na tarde de terça-feira, ao encontrar uma imensa jiboia na garagem. Ao estacionar seus carros no Edifício Lagoa Formosa e Prateada, no número 2.566 da Avenida Borges de Medeiros, que fica próximo ao Parque da Catacumba, depararam com a serpente, de aproximadamente dois metros e meio de comprimento, no local. Bombeiros do Quartel de Copacabana foram acionados e capturaram o réptil. De acordo com o ecologista Paulo Maia, presidente ONG SOS Aves e Cia, há uma infestação de jiboias e outros tipos de cobra em áreas urbanas do Rio, por causa da crise hídrica e da alta temperatura desta primavera.
“Sem chuva em seu habitat e com o forte calor, elas se deslocam das matas desesperadas para áreas habitadas, atrás de água para matar a sede. Em pouco mais de dois meses já resgatamos dez jiboias e dezenas de outros tipos de cobras em diversos pontos da cidade”, afirmou Paulo Maia.
 De acordo com ele, o animal levado pelos bombeiros na terça-feira e reintegrado na noite do mesmo dia à floresta da Catacumba, por coincidência, já era velha conhecida do ambientalista. Trata-se de um espécime com chip, colocado pela própria ONG em 2013, e batizado de Latorraca, em homenagem ao ator Ney Latorraca, amante dos animais e um dos incentivadores da ONG.
“Latorraca foi encontrada há dois anos na rua, cuidada por nós, chipada e devolvida à natureza novamente, junto com sua ‘amada’, uma jiboia de nome Noviça”, detalhou Maia, apelando para que quem encontrar qualquer tipo de cobra não matar ou agredir o animal. “Basta acionar os bombeiros. Matar animal silvestre é crime e dá cadeia”, alertou. 
No prédio da Lagoa, os moradores ainda estavam atônitos nesta quarta-feira. Segundo relatos, Latorraca, porém, parecia estar exausta e só causou medo, principalmente às crianças, por conta do seu tamanho. 
“Ela (a cobra) estava quieta, não aparentando agressividade em momento algum. Até passei a mão nela”, contou o morador Carlos André de Oliveira, de 35 anos, que tirou uma foto e mandou para o celular da mãe, Leila, 62. 
“Já encontramos outros tipos de animais na garagem pela proximidade com o Parque da Catacumba, mas uma jiboia é a primeira vez”, disse. Antônia Pereira da Cunha, de 32 anos, afirmou que o réptil rapidamente virou atração. “As pessoas começaram a rodeá-la, como se estivessem hipnotizadas pelo animal. Foi até engraçado”, comentou.