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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O perigo dos animais que cruzam as estradas

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Estimativas apontam que em 75% dos casos, o atropelamento de animais resulta em acidente grave, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Apesar de placas de sinalização e a fiscalização de concessionárias de rodovias, departamentos de trânsito e polícia, o número de acidentes de trânsito envolvendo animais é grande no Brasil.
Na maioria dos casos, os atropelamentos envolvem animais de pequeno e grande porte, tais como cães, gatos, bois, vacas e cavalos. A recomendação é que em caso de haver um animal de grande porte na estrada, o motorista deve desacelerar e frear levemente, a fim de desviar do animal (que pode ser vaca, boi ou cavalo), mas sempre por trás dele.
No caso de animais de pequeno porte, infelizmente, a recomendação dos especialistas é que não se evite a colisão, pois o desvio brusco pode provocar um acidente grave, colocando a vida das pessoas a bordo ou de terceiros em risco. Se a velocidade for baixa, o desvio rápido pode ser feito, mas em rodovias e vias de trânsito rápido, o risco de acidente é bem maior.
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O impacto de um animal de pequeno porte causa danos ao veículo, mas dificilmente o desvia da trajetória. No caso de animais de grande porte, o corpo destes geralmente fica na altura do capô e durante a colisão, este acaba sendo projetado para o interior do veículo, lesionando ou matando os ocupantes por esmagamento.
O tipo de animal encontrado nas estradas do Brasil varia de acordo com a região e vai desde pequenos cervos e cobras até grandes búfalos e bois. Nas marginais de Pinheiros e Tietê, em São Paulo, por exemplo, não é raro encontrar capivaras próximas das pistas, pois estes animais ainda permanecem nas margens originais destes rios. O NA já presenciou um animal deste tipo morto junto de uma das pistas no Tietê.
Vários casos de atropelamentos com vítima já foram registrados e estima-se que anualmente as colisões contra animais nas estradas do país alcancem milhões. Em qualquer situação, o condutor deve estar atento à via onde trafega. Recomenda-se uma visão periférica durante a condução.
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Na presença de um animal como o cavalo, por exemplo, buzinar levemente ajuda a afasta-lo da pista. Alguns animais viajam em grupos e ao ver um macaco, por exemplo, o motorista precisa ter cautela, pois geralmente haverá outros com ele. No caso de jacarés, a recomendação é parar e acender os faróis, que imobilizam o animal, facilitando assim o desvio.
Como a maioria dos motoristas do Brasil não possui um treinamento adequado para evitar situações como essa, a prudência é essencial. No entanto, o despreparo não pode ser imputado somente ao condutor.
A responsabilidade também recai sobre o dono do animal. Se o motorista acidentado não estiver alcoolizado e acima da velocidade permitida, ele pode acionar judicialmente o proprietário do animal. É essencial fazer fotos do animal e do local, assim como colher duas testemunhas.
[Fonte: Revista Quatro Rodas]