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Duque de Caxias, na Baixada Fluminense - Google Notícias

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Edição de Dezembro - 2017

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Operação tenta desmantelar quadrilha que vende água imprópria para consumo em Duque de Caxias


RIO DE JANEIRO (OREPORTER.COM) - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e policiais da 62ª DP (Imbariê) deflagram, na manhã desta quinta-feira (17/12), a Operação Hydra para desarticular uma quadrilha responsável pela extração ilegal e venda de água imprópria para consumo em Duque de Caxias. No município da Baixada Fluminense, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão, realizadas buscas em nove endereços, além de serem alvo de apreensão 18 caminhões. Até o momento, seis pessoas foram presas. 

Promotores do GAECO e representantes da Polícia Civil concederão entrevista coletiva às 11h desta quinta-feira, na Cidade da Polícia (Avenida Dom Hélder Câmara, 2066, Jacarezinho) 

De acordo com a denúncia, a organização criminosa é investigada desde agosto de 2014, e se dividia em quatro grupos que se organizavam para a extração e distribuição de água, dominando o mercado dos bairros de Saracuruna, Jardim Primavera e Gramacho.  A água era captada clandestinamente em dois locais, sem qualquer controle de qualidade, colocando em risco a saúde pública. 

Segundo os promotores, a quadrilha tinha a liderança de Reinaldo Souza Rocha, conhecido como Rei Água, que era o principal responsável por receber a água e revendê-la para estabelecimentos comerciais em Duque de Caxias. Também comandavam o esquema Raul de Souza, Luiz Antônio Correia dos Santos e Hélio Marcelo dos Santos Ramos, que organizavam o abastecimento dos caminhões-pipa. 

Hélio também era responsável pela extração ilegal em dois sítios de propriedade de Carlos Roberto Rodrigues, o Bebeto, localizados no bairro Taquara, em Caxias. Outro ponto de captação funcionava em um terreno localizado em Xerém, a partir de poços artesianos. Nesse local, a distribuição era feita pelos acusados Carlos Cesar Ramos Junior e Alexandre Candido da Silva.

Ao todo, 16 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, crime ambiental e crime contra as relações de consumo.