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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Morador de Caxias, paratleta de remo se apaixonou pelo esporte pela TV e aprendeu em três meses



A paixão pelo esporte foi à primeira vista. Michel Pessanha era um mecânico de caminhão que tinha entrado para a academia para perder peso e se encantou quando viu numa reportagem, em 2013, como o remo mudou a vida de Thayane Tavares, sobrevivente da tragédia da Escola Tasso da Silveira, em Realengo, de 2011. Ele não pensou duas vezes. Intrigado com a dificuldade que o esporte impunha, principalmente para um deficiente físico — ele teve poliomelite na infância e não tem os movimentos completos na perna direita — decidiu ir até a sede do Flamengo, na Gávea, Zona Sul do Rio, pedir para treinar. Em três meses, aprendeu a praticar remo e a nadar. Em seis, entrou para a Confederação Brasileira de Remo e, hoje, aos 36 anos, é atleta paralímpico.
— Saía de casa de madrugada, pegava três conduções e só voltava na hora do almoço. Depois, ia para oficina trabalhar — lembra Michel, que há dois anos abandonou a profissão de mecânico e passou a se dedicar somente ao esporte.
Tão intensa quanto a paixão pelo remo é a rotina de treinos. De segunda a sábado, ele sai de casa, no Parque São Bento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pouco depois das 4h e segue para a Lagoa, na Zona Sul, onde treina durante toda a manhã. Por dia de treino, ele rema de 16 a 20 quilômetros. O remo já levou Michel para os Estados Unidos e para a Europa, em campeonatos mundiais, onde ele conquistou medalhas.
— Sempre acompanhei Michel em tudo. Depois que ele virou atleta, nossa vida melhorou. Antes, morávamos em uma quitinete. Há pouco tempo, conseguimos aumentar mais a casa — conta Lidiane Vítor, de 37 anos, casada com o Michel há 20 e mãe de Wallace, de 14.
Apoio para disputar em São Paulo
Michel Pessanha coleciona medalhas, mas, recentemente, só pensa em mais uma conquista: disputar o Arnold Classic South América 2017, um dos maiores eventos multiesportivos do mundo, que acontece este ano em São Paulo, em abril. Michel quer competir na modalidade Remo Indoor, mas não tem recursos.
— Para alimentação, hospedagem e passagem, precisaria de cerca de R$ 2 mil. Sempre sou convidado para participar de eventos esportivos em Caxias, mas não tenho patrocínio na minha própria cidade — lamenta Michel, que chegou a participar do revezamento da tocha olímpica em Caxias, ano passado.
Leia a resposta da Prefeitura de Duque de Caxias:
A Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, esclarece que incentiva e apoia todas as iniciativas esportivas na cidade. A PMDC está à disposição do atleta Michel Pessanha, assim como de todos os atletas caxienses, amadores e profissionais, para atendê-lo e colaborar no que for possível para que o mesmo participe de torneio em São Paulo, pela Confederação Brasileira de Remo, e de outros campeonatos, representando o município de Duque de Caxias e a Baixada Fluminense. A prefeitura ressalta ainda que, desde o início da nova administração, no começo deste ano, não foi procurada pelo atleta e que as instalações e equipamentos públicos esportivos do município estão disponíveis para os treinos do mesmo. (Cíntia Cruz / Jornal Extra)