INFORMAÇÃO E ANÁLISE DAS REALIDADES E ASPIRAÇÕES COMUNITÁRIAS

CAMPINARTE DICAS E FATOS / O NOSSO JORNAL FALADO

Notícias da CMDC

Duque de Caxias, na Baixada Fluminense - Google Notícias

Translate

Edição de Dezembro - 2017

O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Huayrãn Ribeiro / O Super Eu

Há poucos dias uma pessoa queria saber qual era a minha fórmula secreta para resistir a todos os embates e tempestades e realizar o meu trabalho.
- Sim, porque fundar um informativo comunitário e mantê-lo em circulação por 18 anos sem recursos municipal, estadual ou federal, sem ser uma ONG, fundação, associação, só dependendo da boa vontade das pessoas nas comunidades eu diria que é pra lá de "embates e tempestades".
Olhei bem para a tal pessoa e a primeira coisa que me veio à cabeça foi o seguinte: primeiro eu trabalho para conquistar a boa vontade das pessoas e para isso eu tenho uma fortaleza de ânimo e a partir daí tudo é possível, tudo fica mais facilitado.
A tal pessoa insistiu:
- Mesmo contando com a boa vontade das pessoas, mesmo assim, é uma estrada cheia de tropeços e dificuldades, como você consegue?
Eu respondi que diante das dificuldades eu nunca olho para ontem, sempre olho para o hoje, eu disse para o hoje, nem ontem nem amanhã - HOJE. Até porque eu aprendi ao longo desses anos trabalhando pelas comunidades a não dar ouvidos “às pedras colocadas pela inveja, pelo ciúme ou pela intriga”. Essa minha tranqüilidade vem da consciência de encarar os fatos de frente. Fatos são fatos. (Diz o ditado que contra fatos na há argumentos). Aliás, por isso o nome do informativo – Campinarte Dicas e Fatos. 
O grande lance é observar os fatos com os olhos do observador – sem criticar, sem se queixar e sem condenar. Eu aprendi (e ainda tenho muito que aprender) a observar os fatos, e se você for um bom observador, com certeza, vai encontrar as soluções dentro dos próprios problemas. Todo problema tem solução e a solução está dentro do próprio problema.
A tal pessoa (que já estava ficando chata) ainda inconformada queria saber “qual era a explicação para as minhas feridas e cicatrizes já que eu argumentava com tanta segurança com tanta confiança e sempre de cabeça erguida”?
Quando eu comecei a falar que não eram cicatrizes e sim luzes, sinais, medalhas das minhas vitórias procurei daqui e dali e o meu chato de plantão tinha desaparecido e me deixou falando sozinho.
É mole ou quer molho?