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sábado, 12 de setembro de 2015

Campanha itinerante orienta sobre infecção hospitalar

Apesar de matar anualmente 250 mil pessoas no país, a sepse, tipo mais agressivo de infecção hospitalar, ainda é uma doença desconhecida pela população e de grande parte dos médicos e profissionais da saúde.
Em campanha pelo combate à doença, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) montou um caminhão itinerante que vem percorrendo o país para alertar sobre a infecção.
O caminhão já percorreu Porto Alegre e Curitiba, passou a semana na capital paulista, e chegou hoje (11) ao Hospital das Clínicas, onde especialistas deram palestras à equipe médica da instituição.
Em seguida, o veículo partiu para São José do Rio Preto, Vitória, Salvador e Costa do Sauipi. A ação de conscientização marca o Dia Mundial da Sepse, em 13 de setembro.
O país registra 670 mil casos da infecção por ano, de acordo com dados do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas).
De acordo com Luciano Azevedo, médico intensivista integrante do Instituto Latino-Americano de Sepse e da AMIB, a sepse é causada por uma bactéria que provoca a infecção quando entra na corrente sanguínea.
A resposta imunológica do organismo, na tentativa de combater a bactéria, porém, acaba afetando órgãos saudáveis, como rins e pulmões, por exemplo.
Wesley Scahiavo, biomédico da Biomérieux, empresa especializada no diagnóstico da sepse, que apoia a campanha, as superbactérias comuns à doença são multirresistentes a antibióticos.
Segundo ele, o diagnostico é difícil, pois pode ser confundido com uma gripe comum. “As instituições não estão preparadas para identificar a sepse, os hospitais não têm biomarcadores específicos”, disse.
Em muitos casos, o paciente é mandado de volta para casa, podendo até morrer ou se recuperar temporariamente, mas morre anos depois pelas complicações da doença.
“Se o médico não tem uma ação rápida, os riscos de o paciente morrer só vão aumentando. Cada hora que o médico perde sem prescrever um antibiótico corretamente, as chances daquele paciente morrer aumentam de 7,5% para 10%. Por isso, a gente tem essas taxas de mortalidade altíssimas”, explica.
Segundo ele, 57% dos pacientes internados em UTI e que são infectados pela sepse morrem.