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Edição de Maio / 2018

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Quem manda é a comunidade


O líder comunitário e o governo
Sempre falei e continuo falando que o trabalho comunitário é um sacerdócio, o sujeito tem que abrir mão da fama, do poder e do dinheiro. O verdadeiro líder comunitário respeita, mas não se associa a nenhuma esfera governamental, seja municipal, estadual e muito menos a federal, que dirá ao crime organizado.
A primeira demonstração de despreparo daquele que se apresenta como líder é desconhecer ou ignorar que a interferência do agente governamental é nociva ao desenvolvimento de todas as comunidades. Esse tipo de liderança num curto espaço de tempo acabará se tornando uma presa fácil nas mãos dos políticos que o transformará numa espécie de Judas Comunitário, e que por trinta dinheiros, mais cedo ou mais tarde, entrará para os anais da história como mais um traidor das causas comunitárias.
Um dos fundamentos de qualquer agente de qualquer esfera governamental é roubar a cena: ofuscando, denegrindo e se possível, eliminando a figura do líder comunitário.
O verdadeiro líder comunitário se impõe naturalmente com atitudes e posturas alicerçadas no conhecimento das causas comunitárias, seriedade e honestidade.
Isso não quer dizer que as lideranças comunitárias não devam se relacionar com o governo municipal, estadual e o federal, não é isso, mas essa relação tem que ficar restrita as reivindicações e exigências de melhorias de acordo com as necessidades e as prioridades de suas comunidades. Evidentemente que não é uma tarefa nada fácil, tanto é que aqueles que gostam de facilidades evitam o trabalho em comunidades.

A comunidade e o líder
Se a tal liderança comunitária não entender que a batuta está nas mãos da comunidade, que é ela quem dita o ritmo, é ela quem decide quais são as prioridades, é ela quem determina o que é necessário, essa dita liderança estará fadada ao fracasso e como na maioria dos casos ficara sozinha, esquecida, abandonada.
A comunidade faz questão de mostrar quem é que manda, comunidade nenhuma aceita comando a não ser que essa voz de comando seja o eco de seus próprios desejos, vontades e até caprichos, porque enquanto a dita liderança comunitária falar o que a comunidade quiser ouvir, agir como ela (comunidade) quiser que aja, terá vida longa a frente de qualquer entidade comunitária.
A comunidade é tolerante, generosa, mas tudo tem limites. Quando uma comunidade entende que determinada situação não tem mais solução é porque já esgotou todo o seu estoque de paciência e imediatamente parte para uma mudança no mínimo radical.
Muitos se iludem pensando que podem manipular uma comunidade, no fundo quem pensa dessa forma é o maior iludido e o único manipulado.