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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Huayrãn Ribeiro / Epidemia de covardia

Assistindo a tanta passividade da população em relação as mazelas e desmandos das autoridades políticas, da polícia, do judiciário, assistindo a essa inércia a esse conformismo essa acomodação essa ignorância proposital, assistindo a esse “não estou nem aí”, vendo que não há reação por parte da sociedade diante de tanta roubalheira e estórias muito mal contadas, só posso crer que o que está acontecendo depois de examinar o atual quadro, depois de observar atentamente os sintomas, vejo claramente que o diagnóstico aponta para uma epidemia de covardia. Falta coragem no povo, no cidadão. A coragem não é apenas uma das virtudes, mas a forma de cada virtude no momento decisivo. A maioria dos cidadãos não se interessa por nada. Literalmente se acovardaram. Você se torna corajoso através da prática de atos corajosos. Coragem é um hábito. Parece que o brasileiro de um modo em geral perdeu o hábito de reagir. Perdeu a prática de agir corajosamente inclusive para defender os seus próprios direitos. Coragem é a mais importante de todas as virtudes, porque sem ela nós não podemos praticar nenhuma outra virtude com consistência. A coragem é como o amor. Precisa nutrir-se de esperança. E pelo visto a maioria dos brasileiros já perdeu todas as esperanças. Não podemos deixar nos abater por essas adversidades. Não é porque as coisas são difíceis que não as desafiamos; é por não sermos corajosos que elas são difíceis. Coragem é o preço que a vida cobra para garantir a paz. Coragem é, com igual freqüência, o resultado do desespero ou da esperança. No primeiro caso, não temos nada a perder; no segundo, tudo a ganhar. Enfrentar - sempre enfrentar - esta é a maneira de alcançar o objetivo.