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terça-feira, 7 de julho de 2015

Huayrãn Ribeiro / O tom da minha voz

Eu preciso controlar o tom de minha voz. Às vezes eu me torno uma pessoa desagradável por causa do tom áspero com o qual eu me dirijo às pessoas. Preciso aprender a falar com as pessoas da mesma maneira que eu gostaria que elas falassem comigo. Mesmo que eu tenha que repreender alguém tenho que procurar fazê-lo com uma voz calma e educada, do mesmo jeito que eu gostaria de ser repreendido se fosse o caso. Preciso me lembrar que em geral, serei odiado ou amado, de acordo com o tom de voz que empregar. Preciso me lembrar que em determinadas situações o silêncio talvez seja a melhor resposta, porque em todo o universo, nada existe de mais parecido com Deus que o silêncio. Procuro aquilo que todo homem procura: paz e tranqüilidade. A paz, assim como outra coisa rara e preciosa não virá para mim. Eu é quem devo consegui-la e para tal preciso compreender, preciso saber administrar minhas relações com as pessoas. O objetivo da vida é viver e viver é saber administrar nossas relações. Sem paz interior é impossível haver paz no mundo. Na obediência está a paz de todas as coisas: a Deus primeiro, à razão depois e por fim, à justiça. O segredo de viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada qual segundo sua individualidade. Se o tom da minha voz reflete o meu interior; se o tom da minha voz é áspero quando me dirijo às pessoas é porque no meu interior na há paz.
Eu preciso controlar o tom de minha voz. Isso só será possível quando eu encontrar a paz. Um dia eu chego lá.